<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2856948675440007008</id><updated>2012-02-16T07:37:19.157-08:00</updated><category term='ENE'/><category term='U'/><category term='EN'/><category term='UERJ'/><title type='text'>Marcus F. Luder</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://marcusfluder.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2856948675440007008/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcusfluder.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2856948675440007008/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Marcos F. Luder</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06016822686787109675</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>236</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2856948675440007008.post-1005550749510536682</id><published>2008-11-17T10:33:00.000-08:00</published><updated>2008-11-17T10:43:39.209-08:00</updated><title type='text'>Reflexões de final de ano</title><content type='html'>O ano está terminando e é inevitável as reflexões sobre o que foi feito ao longo dos últimos meses, o que deu certo e o que foi um erro. Eu posso dizer que tenho conseguido manter o ritmo da universidade apesar das dificuldades e dos muitos outros compromissos que me vejo obrigado a aceitar. Sei de muitos colegas meus que estão tendo dificuldade com isso, na verdade, já há uma discussão entre eu e outros colegas sobre como seria possível ajudá-los nesse sentido. Da minha parte eu tenho que conciliar a minha vida acadêmica com as dificuldades do dia-a-dia, principalmente em relação a dinheiro. Eu ainda tenho que conciliar tudo isso com as lutas políticas em que me envolvi. Não reclamo dessa dificuldades, essas lutas políticas, principalmente em relação ao Acampamento Maria Júlia Braga: O Quilombo do Século XXI e sua luta pela construção da moradia na UFF, me permitiram um crescimento muito grande em termos pessoais, crescimento esse que eu jamais teria tido se tivesse me isolado das lutas políticas. Até hoje eu me lembro da minha hesitação quando me disseram que eu teria que ir ocupar a Casa do Estudantes Fluminense (CEF) naquele momento, uma tarde de domingo, se eu não tivesse vencido os meus medos e hesitações provavelmente nem estaria na universidade hoje. Isso foi a mais de três anos, mas sempre me lembro disso quando bate um certo cansaço de lutas políticas que parecem não levar a lugar nenhum. Quando algo assim acontece eu sempre penso que essas lutas sempre servem para algo, nem que seja para nós mesmos e nosso crescimento enquanto pessoas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2856948675440007008-1005550749510536682?l=marcusfluder.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcusfluder.blogspot.com/feeds/1005550749510536682/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2856948675440007008&amp;postID=1005550749510536682' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2856948675440007008/posts/default/1005550749510536682'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2856948675440007008/posts/default/1005550749510536682'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcusfluder.blogspot.com/2008/11/reflexes-de-final-de-ano.html' title='Reflexões de final de ano'/><author><name>Marcos F. Luder</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06016822686787109675</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2856948675440007008.post-2497204729531400004</id><published>2008-11-13T06:21:00.000-08:00</published><updated>2008-11-13T06:35:12.149-08:00</updated><title type='text'>Mais uma vez o ENADE</title><content type='html'>Extraído do site:http://noticias.terra.com.br/educacao&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ENADE TEM O MENOR ÍNDICE DE ABSTENÇÃO EM 4 ANOS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dos 560 mil estudantes convocados para participar no último domingo do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade), 13,2% não compareceram aos locais de prova. O índice de abstenção é o menor registrado desde 2004, quando o exame foi criado. O Enade é obrigatório e quem não faz a prova fica sem diploma no final do curso. Entre as 30 áreas avaliadas, Pedagogia foi o curso que apresentou menor abstenção, com 11% de faltosos. Já os alunos dos cursos de Tecnologia em Construção de Edifícios foram os que mais faltaram 34%.&lt;br /&gt;Nas edições anteriores, o Ministério da Educação criou uma comissão para avaliar as justificativas de falta dos estudantes, apesar de não haver nenhuma obrigação legal para isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pela prova, ainda não há previsão para que a comissão seja instalada este ano.&lt;br /&gt;Quem faltou à prova precisa esperar até a edição de 2009 do Enade para regularizar sua situação e retirar o diploma. O boletim de desempenho dos participantes do Enade 2008 serão divulgados somente em julho do ano que vem. O gabarito das provas está disponível na página do Inep. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;COMENTO: Eu participei do ENADE no meu primeiro período na UFF. Naquela época já havia a campanha do boicote e eu participei dela deixando a prova em branco. Existe uma grande falta de debate sobre essas questões envolvendo a avaliação das instituições de ensino superior no Brasil. Eu sei de muitas pessoas que boicotam o ENADE sem nem saber direito o porquê disso, outras fazem a prova também pelo mesmo motivo. Eu sou a favor do boicote, pois entendo que é um absurdo o governo insistir em colocar no mesmo saco universidades públicas e particulares, principalmente aquelas que não tem a mínima preocupação com pesquisa e extensão e frequentemente são meras fábricas de diplomas para quem se dispuser a pagar por eles. Sem dizer que existem casos de "universidades" que só tiram notas baixas por anos a fio e continuam atuando. O que mais irrita mesmo é o uso do ENADE  como parâmetro de excelência por universidades particulares que estão longe disso. É claro que não dá para avaliar uma universidade por um prova, mas a insistência em usar desse parâmetro só mostra a política de um governo que trata a educação de maneira superficial irresponsável. Em vez de vê-la como um dado fundamental na construção de uma sociedade menos desigual, trata-se da educação como uma mercadoria, comparada em "testes de qualidade" homogeneizdores.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2856948675440007008-2497204729531400004?l=marcusfluder.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcusfluder.blogspot.com/feeds/2497204729531400004/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2856948675440007008&amp;postID=2497204729531400004' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2856948675440007008/posts/default/2497204729531400004'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2856948675440007008/posts/default/2497204729531400004'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcusfluder.blogspot.com/2008/11/mais-uma-vez-o-enade.html' title='Mais uma vez o ENADE'/><author><name>Marcos F. Luder</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06016822686787109675</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2856948675440007008.post-3257322553417525156</id><published>2008-11-11T04:24:00.001-08:00</published><updated>2008-11-11T04:35:56.131-08:00</updated><title type='text'>Fim de ano e resultado de eleições</title><content type='html'>O ano letivo está acabando na UFF e eu já estou me vendo pensando na vida pós-formatura. A minha idéia de me formar em cinco anos, ou seja, no final de 2009 continua de pé e começo a pensar em como vai ser a minha vida depois disso. Os caminhos estão colocados, entrar no mercado de trabalho através de algum concurso público ou emprego na área privada, talvez tentar um mestrado aqui na UFF ou em outra universidade. As escolhas vão estar a minha disposição e é preciso pensar nisso desde já. É claro que isso está colocado para todo mundo e fico pensando na angústia de algumas pessoas ao ter que lidar com o fim de um ciclo em suas vidas. Existe um texto chamado "A miséria do meio estudantil" que discorre muito bem sobre essas questões a respeito de como um estudante encara essa situação em que precisa decidir como colocar-se diante da sua vida. Esse texto é muito interessante, pois faz uma boa crítica às ilusões que os estudantes mantém durante boa parte do tempo em que se encontra na universidade. Para concluir, uma nota rápida sobre o resultado da eleição para o DCE: o coletivo "Nós Não Vamos Pagar Nada" obteve um vitória eleitoral e política, pois dentro dos seus parâmetros de atuação conseguiu que a eleição tivesse quórum e teve 64% dos votos. Nós que montamos a anti-chapa 4: Fora Salles! O CUV não nos representa! Pela contrução da Assembléia Comunitária na UFF já! nem mesmo fizemos campanha e obtivos 60 votos. O mais curioso é que eu creio ter sido o único da minha chapa que votou na eleição, um companheiro de luta meu até brincou dizendo que deveríamos fazer uma campanha do tipo: Cadê os outros 59, para saber quem mais votou em nós. Enfim, a eleição passou, assim como o ano político, vamos ver o que nos aguardo o ano que vém.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2856948675440007008-3257322553417525156?l=marcusfluder.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcusfluder.blogspot.com/feeds/3257322553417525156/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2856948675440007008&amp;postID=3257322553417525156' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2856948675440007008/posts/default/3257322553417525156'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2856948675440007008/posts/default/3257322553417525156'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcusfluder.blogspot.com/2008/11/fim-de-ano-e-resultado-de-eleies.html' title='Fim de ano e resultado de eleições'/><author><name>Marcos F. Luder</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06016822686787109675</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2856948675440007008.post-7901035519687842142</id><published>2008-11-07T09:02:00.000-08:00</published><updated>2008-11-07T09:16:42.261-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>SECRETÁRIA CLÁUDIA COSTIN CONFIRMA O FIM DA APROVAÇÃO AUTOMÁTICA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escolhida para a Educação, a economista foi ministra do governo FH. Especialista em gestão pública, ela tem perfil técnico, segundo Paes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O prefeito eleito Eduardo Paes (PMDB) anunciou oficialmente o nome da paulistana Cláudia Costin para ocupar a Secretaria de Educação. Segundo ele, uma escolha técnica. Cláudia foi ministra da Administração Pública e Reforma do Estado, em 98 e 99 e secretária de Cultura de São Paulo, entre janeiro de 2003 a maio de 2005. Especialista em gestão de políticas públicas, ela explicou que não é filiada a qualquer partido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Quando trabalhei como ministra ou secretária, o governo do PSDB era coligado ao PMDB", disse Cláudia, que é, atualmente, vice-presidente da Fundação Victor Civitta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo Pedro Paulo,  chefe da Casa Civil, que pela manhã confirmou o nome da secretária, desde a campanha o prefeito eleito já tinha dito que poria um técnico na Secretaria de Educação.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FIM DA APROVAÇÃO AUTOMÁTICA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora tenha dito que vai manter o regime de ciclos nas escolas, Cláudia disse que é contra a aprovação automática. Ela pretende rever o sistema de ensino e introduzir o reforço escolar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Criança tem de aprender. Os ciclos continuam, mas não será mais proibido repetir de ano. Vamos introduzir o reforço escolar", disse a nova secretária, afirmando que o Rio tem um grande números de mestres e doutores e bons professores nas universidades, que vão ajudar a melhorar a qualificação dos professores do ensino básico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cláudia também disse que quer triplicar o número de vagas nas creches e investir na leitura e na pré-escola. A nova secretária disse que vai ampliar o número de escolas que funcionam em horário integral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Meu maior desafio é conseguir fazer com que as crianças aprendam",disse a secretária.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;COMENTO: Eu me lembro do meu professor de TMH (Teoria Métodos e Historiografia), no segundo período, falando de como a inovação no modelo de ensino que resultaria no fim da reprovação automática acabou se pervertendo no que hoje é chamado de aprovação automática. A idéia original era criar meios para apoiar os alunos que iam mal na escola, seja a partir de um acompanhamento individual de sua situação por parte dos professores, com aulas de reforço para corrigir para corrigir as suas deficiências, bem como muitas outras medidas para criar um ambiente capaz de minorar as suas dificuldades. Falava-se também em turmas com no máximo 25 alunos, o que permitiria ao professor uma melhor condição de acompanhar os seus alunos. É claro que  tudo isso implicava em investir pesado em educação, acabar com a falta de professores nas escolas, melhorar seus salários e suas condições de trabalho, além de melhor qualificá-los. A aprovação automática era apenas parte do processo, mas é claro que a demagogia dos nossos governantes só se preocupou com o que não demandava esforços e investimentos e só colocou em prática a aprovação automática. O resultado foi isso que se viu: estudantes terminando o ensino fundamental praticamente analfabetos, enquanto isso a prefeitura do Rio de Janeiro gasta meio bilhão de reais com um Cidade da Música que, parece, vai se transformar no novo elefante branco da cidade. O que está colocado agora é saber se o fim da aprovação automática vai resultar na volta da reprovação automática,  o que seria apenas trocar um problema por outro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2856948675440007008-7901035519687842142?l=marcusfluder.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcusfluder.blogspot.com/feeds/7901035519687842142/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2856948675440007008&amp;postID=7901035519687842142' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2856948675440007008/posts/default/7901035519687842142'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2856948675440007008/posts/default/7901035519687842142'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcusfluder.blogspot.com/2008/11/secretria-cludia-costin-confirma-o-fim.html' title=''/><author><name>Marcos F. Luder</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06016822686787109675</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2856948675440007008.post-6817323206825660427</id><published>2008-11-07T08:49:00.000-08:00</published><updated>2008-11-07T08:58:16.888-08:00</updated><title type='text'>Apuração das eleições no DCE-UFF</title><content type='html'>Nesse momento ainda está ocorrendo a apuração dos votos das eleições que foram realizadas para o DCE da UFF. Eu não faço a menor idéia de como andam essas apurações, mas logo os resultados serão divulgados e teremos uma noção de quem vai controlar os cargos da diretoria dessa entidade  que se coloca como representativa dos estudantes. O mais importante, a meu ver, vai ser saber quantos decidiram votar. Eu nem me preocupo com a quantidade de votos que possa ter recebido a Anti-Chapa da qual participei: Fora Salles! O CUV não nos representa! Pela contrução da Assembléia Comunitária na UFF já! Afinal nós nem fizemos campanha mesmo, caímos fora logo que percebemos o tipo de eleição que iria ser, totalmente sem qualquer chance de se tentar algum tipo de politização do debate. Parece que além do débil e esvaziado debate no Gragoatá ainda houve um no interior, mas o fato é que a despolitização foi a tona, o que é claro favorece quem só está preocupado com a ocupação de espaços na burocracia universitária. De qualquer forma vai ser interessante saber dos resultados, até para avaliar como vão se comportar os agrupamentos políticos daqui por diante.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2856948675440007008-6817323206825660427?l=marcusfluder.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcusfluder.blogspot.com/feeds/6817323206825660427/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2856948675440007008&amp;postID=6817323206825660427' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2856948675440007008/posts/default/6817323206825660427'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2856948675440007008/posts/default/6817323206825660427'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcusfluder.blogspot.com/2008/11/apurao-das-eleies-no-dce-uff.html' title='Apuração das eleições no DCE-UFF'/><author><name>Marcos F. Luder</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06016822686787109675</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2856948675440007008.post-7758202538662241114</id><published>2008-11-06T11:11:00.001-08:00</published><updated>2008-11-06T11:19:00.998-08:00</updated><title type='text'>Eleiçoes no DCE-UFF 3</title><content type='html'>Aqui em Niterói já se encerrou a votação para as eleições no DCE-UFF, ainda vamos ter no interior hoje. Agora à pouco eu li o e-mail de uma pessoa que estuda em Rio das Ostras a respeito do processo eleitoral por lá e da atuação do que chamamos de Burocracia Estudantil por lá. Eu fico imaginando como são as discussões políticas num campus sempre isolado das principais decisões que são tomadas na universidade. Se aqui em Niterói, onde estamos perto da REItoria e de todas as decisões nós vivemos um processo tão despolitizado imagina como não foi lá. As apurações de voto ainda não começaram, mas pela festança e gritaria que eu ouvi ontem imagino que o pessoal do Paga Nada atingiu o seu objetivo de uma eleição com Quórum e, é claro, uma grande vitória eleitoral. É desanimador ver pessoas cantando coisas como "vote na chapa 1 para fazer revolução", sabendo que se tratam de um bando de burocratas e reformistas que só querem se agarrar a cargos, pois só acreditam no controle do Estado como forma de mudar a sociedade. É claro que o tipo de mudança que se dá é aquela em que um grupo dominante é substituído por outro, mas a estrutura de poder permanece intacta.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2856948675440007008-7758202538662241114?l=marcusfluder.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcusfluder.blogspot.com/feeds/7758202538662241114/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2856948675440007008&amp;postID=7758202538662241114' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2856948675440007008/posts/default/7758202538662241114'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2856948675440007008/posts/default/7758202538662241114'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcusfluder.blogspot.com/2008/11/eleioes-no-dce-uff-3.html' title='Eleiçoes no DCE-UFF 3'/><author><name>Marcos F. Luder</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06016822686787109675</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2856948675440007008.post-9207369622628384975</id><published>2008-11-04T10:27:00.000-08:00</published><updated>2008-11-04T10:34:57.946-08:00</updated><title type='text'>Piso nacional dos professores</title><content type='html'>Extraído do site: http://www.nota10.com.br/&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DEPUTADO CRÍTICA AÇÃO CONTRA PISO SALARIAL DOS PROFESSORES&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O deputado estadual Péricles de Mello, (PT), presidente da Comissão de Educação da Assembléia Legislativa, questionou ontem (3) a atitude do governo do Paraná de entrar com Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) no Supremo Tribunal Federal (STF) para contestar a lei federal que instituiu o piso salarial profissional nacional para os profissionais do magistério público da educação básica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Líder da Bancada do PT, Péricles manifestou na tribuna da Assembléia, decisão da executiva estadual do partido em apoiar de forma irrestrita a implantação do piso nacional sancionado pelo governo federal, no ano passado. “Trata-se de uma conquista história da sociedade brasileira num momento em que a educação se destaca no debate das questões nacionais. Entendemos que não se pode chegar a um desenvolvimento com justiça social se o ensino público não tiver o seu devido valor”, enfatizou o deputado. Para Péricles, a aprovação do piso salarial valoriza a carreira do professor. “Enquanto o educador não for respeitado pela sua função pedagógica, de ensinar, o ensino público ficará à margem de uma melhoria real no país”, defendeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A lei federal 11.738, de julho 2008, estabelece o piso de R$ 950,00, para uma jornada de trabalho de 40 horas semanais. Outra diretriz da lei permite aos professores utilizarem 33% desse tempo em atividades complementares fora da sala de aula.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O deputado sinalizou ainda que o piso nacional cria um padrão básico de qualidade para o ensino público, atingindo professores em todos os municípios brasileiros. “Estranhamos que o governo do Paraná assine, com outros estados, a Ação Direta de Inconstitucionalidade contra a unificação do piso nacional do professores de escolas públicas”, questionou Péricles, que pretende defender com o governador Roberto Requião (PMDB) a retirada da assinatura do Paraná na ação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou outros estados que assinaram a Adin, foram Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul e Ceará. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;COMENTO: Essa é uma questão delicada, pois é óbvio que uma educação de qualidade passa por um magistério com salário digno. O problema está em que o governo federal parece estar naquela velha história de fazer "caridade com o chapéu alheio". Simplesmente estabelecer o piso e não dar qualquer apoio financeiro, principalmente aos estados mais pobres para que possam ter condições de fazer isso mostra bem a demagogia por trás do ato. É evidente que os professores devem ter um salário justo, mas também é claro que alguns estados e municípios não tem condições de dar esses salários sem uma ajuda financeira do governo federal, que deveria fazer parte da política educacional de quem se diz disposto a promover a educação no país. As palavras do deputado petista acima precisavam vir acompanhadas de deciões práticas para que não se tornem pura demagogia com o dinheiro alheio.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2856948675440007008-9207369622628384975?l=marcusfluder.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcusfluder.blogspot.com/feeds/9207369622628384975/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2856948675440007008&amp;postID=9207369622628384975' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2856948675440007008/posts/default/9207369622628384975'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2856948675440007008/posts/default/9207369622628384975'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcusfluder.blogspot.com/2008/11/piso-nacional-dos-professores.html' title='Piso nacional dos professores'/><author><name>Marcos F. Luder</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06016822686787109675</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2856948675440007008.post-3419213105883357802</id><published>2008-11-04T10:03:00.000-08:00</published><updated>2008-11-04T10:18:41.953-08:00</updated><title type='text'>Eleições no DCE-UFF 2</title><content type='html'>Hoje é o segundo dia das eleições para o DCE-UFF e estou vendo a mesma apatia que se percebia na campanha eleitoral e no dia anterior. Eu votei de manhã, mais para garantir um voto para a chapa da qual faço parte (FORA SALLES! O CUV NÃO NOS REPRESENTA! PELA CONSTRUÇÃO DA ASSEMBLÉIA COMUNITÁRIA NA UFF JÁ!). Eu ainda não sei se essa eleição vai ter quórum ou não, talvez se consiga que pessoas votem na base da camaradagem, sei lá, mas ainda assim será um processo extremamente despolitizado e que só vai contribuir ainda mais para a apatia das pessoas. A grande verdade é que os partidos de esquerda que atuam no processo político brasileiro estão numa situação em que se acham com a necessidade de escamotear o discurso que normalmente fazem na hora de produzirem teses. O discurso de esquerda é considerado velho e ultrapassado, falar em luta de classes, de um projeto classista de sociedade, são coisas que não atrairiam mais as pessoas e por isso devem ser escondidas atrás de um discurso pós-moderno e diluído, onde questões específicas é que são tratadas. Em vez da luta por uma sociedade socialista o que se fala é de luta contra o machismo, o racismo, a homofobia, fala-se em defesa da natureza, mas não se toca na questão da exploração capitalista de um planeta que já começa a esgotar os seus recursos. Enfim, trata-se de uma política de simulação e dissimulação do discurso, como eu cheguei a ler num artigo de um professor da UEG (Universidade Estadual de Goiás), Nildo Viana, de quem já postei um artigo nesse blog. Até hoje me lembro de um estudante vinculado ao P-SOL, dizendo numa assembléia de estudantes de História, que não fazia discussão classista na universidade porque está é um espaço policlassista, ou seja, falta coragem para falar sobre o que, pelo menos em tese, se acredita, pois o interesse eleitoral é mais importante do que tudo. Infelizmente o que se vê é toda a lógica do processo político baseado na democracia liberal permear o processo político do DCE-UFF. Em vez de uma discussão politizadora, o que se vê é o eterno vale-tudo pelo voto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2856948675440007008-3419213105883357802?l=marcusfluder.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcusfluder.blogspot.com/feeds/3419213105883357802/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2856948675440007008&amp;postID=3419213105883357802' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2856948675440007008/posts/default/3419213105883357802'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2856948675440007008/posts/default/3419213105883357802'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcusfluder.blogspot.com/2008/11/eleies-para-o-dce-uff-2.html' title='Eleições no DCE-UFF 2'/><author><name>Marcos F. Luder</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06016822686787109675</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2856948675440007008.post-2463296978685197168</id><published>2008-11-03T11:08:00.000-08:00</published><updated>2008-11-03T11:25:22.119-08:00</updated><title type='text'>Eleição no DCE -UFF</title><content type='html'>Hoje teve início o processo eleitoral para o DCE da UFF. Pelo que eu pude ver até agora está bem devagar mesmo, o que só reflete o desinteresse dos estudantes pelo processo político que está ocorrendo na universidade. Infelizmente esse é um problema que está acontecendo de maneira generalizada. Durante os eventos ocorridos no mês de Setembro aqui no ICHF (Instituto de Ciências Humanas e Filosofia) também se viu um desinteresse de grande parte dos estudantes, embora fatos como os dois piquetes, o primeiro principalmente, tenham causado uma grande agitação. A apatia dos estudantes tem sido motivo de muitas reflexões, não são poucos os que buscam desculpas para isso no que chamam de "falta de diálogo" que os movimentos políticos existentes na universidade estariam tendo com os estudantes. Eu fico imaginando se a maioria quer mesmo que se estabeleça algum diálogo de fato. Alguns grupos políticos entram nessa lógica e tratam de rebaixar o seu discurso para tentar atrair esses estudantes. Hoje, numa passagem de sala, uma militante da Chapa 1, composta por militantes dos grupos "Nós Não Vamos Pagar Nada" e "Vamos à Luta", ambos hegemonizados por militantes do P-SOL, chegou a dizer que era importante atrair estudantes, mesmo os que não tenham qualquer interesse em participar de atividades políticas como a luta contra o REUNI. É a decisão de tentar todo o tipo de manobra para se conseguir voto, sem qualquer preocupação em politizar o debate, achando que isso será possível depois que a pessoa for atraída. Essa visão de "fins que justificam meios" já resultou em muita coisa ruim; no caso do processo político da UFF vai resultar numa completa despolitização do processo político e em mais apatia. No fundo é a mesma visão que foi demonstrada no único debate que foi feito nessa eleição, onde um militante do PCdoB procurou justificar a atual postura do seu partido em apoiar o governo Lula com a afirmação de que era importante atuar por dentro da hegemonia. Ele chegou a declarar que a "hegemonia é porosa", portanto, seria possível penetrá-la e modificá-la por dentro. Eu não pude intervir no debate senão teria dito para ele que a hegemonia não é porosa, mas fagocitosa, ou seja, pode-se até penetrá-la, mas não modificá-la por dentro, ela é que modifica quem  a penetra. Enfim, essa deve ser a eleição mais despolitizada da história do DCE-UFF, nem sei se vai dar Quórum. Nós do Acampamento Maria Júlia Braga: O Quilombo do Século XXI até procuramos participar do processo a partir da montagem de uma Anti-Chapa 4. Era uma forma de tentar instigar algum debate mais aprofundado, mas a maneira como o processo se deu tornou isso praticamente impossível.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2856948675440007008-2463296978685197168?l=marcusfluder.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcusfluder.blogspot.com/feeds/2463296978685197168/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2856948675440007008&amp;postID=2463296978685197168' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2856948675440007008/posts/default/2463296978685197168'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2856948675440007008/posts/default/2463296978685197168'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcusfluder.blogspot.com/2008/11/eleio-no-dce-uff-2.html' title='Eleição no DCE -UFF'/><author><name>Marcos F. Luder</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06016822686787109675</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2856948675440007008.post-6791978947676559829</id><published>2008-10-31T11:22:00.000-07:00</published><updated>2008-10-31T11:30:33.563-07:00</updated><title type='text'>Debate eleitoral na UFF</title><content type='html'>Ontem ocorreu o primeiro e único debate que ocorreu nas eleições do DCE-UFF esse ano. Infelizmente o que se viu foi a continuidade do processo de completa despolitização do debate nessas eleições. O debate começou com mais de uma hora de atraso e suas regras foram feitas para impedir qualquer aprofundamento de discussões. Foram dois blocos: o primeiro com cada chapa tendo 10 minutos para falar sobre a razão de estar participando da eleição e o segundo com um bloco de dez perguntas a serem respondidas nas considerações finais de cada chapa, mais dez minutos de fala para cada uma. Tratou-se de um debate esvaziado, o que mostra também o completo desinteresse dos estudantes com o processo político. Isso não quer  dizer que muitos não votem nos dias da eleição, mas será um voto apressado e irrefletido, um voto de quem não se responsabiliza com o processo político, na verdade, um voto de quem não está minimamente preocupado com ele, preferindo deixar que algumas pessoas assumam um protagonismo político que deveria ser dele estudante. Não dá para dizer que isso seja fruto do maquiavelismo dos grupos políticos que se beneficiam com esse processo político despolitizante, não dá para deixar de estabelecer a responsabilidade de quem se omite do processo, qualquer que seja a sua razão. Infelizmente vamos ter a mais despolitizada eleição da história do DCE da UFF.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2856948675440007008-6791978947676559829?l=marcusfluder.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcusfluder.blogspot.com/feeds/6791978947676559829/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2856948675440007008&amp;postID=6791978947676559829' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2856948675440007008/posts/default/6791978947676559829'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2856948675440007008/posts/default/6791978947676559829'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcusfluder.blogspot.com/2008/10/debate-eleitoral-na-uff.html' title='Debate eleitoral na UFF'/><author><name>Marcos F. Luder</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06016822686787109675</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2856948675440007008.post-2574678343122217067</id><published>2008-10-30T06:35:00.000-07:00</published><updated>2008-10-30T06:47:49.684-07:00</updated><title type='text'>Capital Cultural</title><content type='html'>Extraído do site: http://br.noticias.yahoo.com&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FAMÍLIA É RESPONSÁVEL POR 70% DO DESEMPENHO ESCOLAR&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O contexto familiar é responsável por 70% do desempenho escolar de um estudante, restando à escola e suas condições interferir, positiva ou negativamente, nos 30% restantes. A conclusão surgiu de uma revisão da literatura sobre desempenho escolar existente no Brasil realizada pela Fundação Itaú Social. O objetivo do trabalho foi orientar gestores a definir políticas públicas na área, tendo como base as evidências que aparecem nas pesquisas acadêmicas, esclarecendo resultados que, isolados, são muitas vezes conflitantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Todas as pesquisas analisadas, nacionais e internacionais, mostram que a maior parte do desempenho escolar é explicada pelas características familiares do aluno. A educação é realmente um bem transmitido de geração para geração, tanto a boa quanto a má educação", explica Fabiana de Felício, responsável pelo estudo no Itaú Social e consultora do Ministério da Educação (MEC). "São fatores principais o nível de escolaridade do pai e da mãe, a renda familiar, o tipo de moradia e o acesso a bens culturais. Todo o resto acaba sendo derivado disso."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo a pesquisadora, os levantamentos - feitos tendo como parâmetro os resultados em avaliações nacionais do MEC e os índices de aprovação e evasão - mostram que o aluno já chega à escola com diferenças que fazem com que ele tenha resultados maiores ou menores. Ou seja, sua condição e estrutura familiar já o colocam em vantagem ou desvantagem desde o início do ensino fundamental. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;COMENTO: Uma das primeiras leituras que me influenciaram de verdade na universidade foi a de um sociólogo francês chamado Pierre Bourdieu. Até hoje me lembro bem da enorme dificuldade que eu tive no meu primeiro contato com este autor. Hoje em dia eu sempre procuro ler algum texto de Bourdieu, pois este me ajudou a entender os vários aspectos das minhas dificuldade em lidar com autores com quem só vim travar contato na universidade. O seu conceito de "Capital Cultural" me ajudou a entender muitas dessas dificuldades e a superá-las.  Essa reportagem deixa bem claro como o Capital Cultural de alguém é muito importante para superar as dificuldades de ser bem sucedido na universidade. Para pessoas que vem de uma origem proletária como eu, cujos pais não puderam me ajudar nas questões escolares, pois estes mal tinham completado o que hoje é chamado de Ensino Fundamental, travar conhecimeto com os textos de Bourdieu é fundamental para não se deixar levar por explicações simplistas e liberais sobre a incapacidade de alguns em lidar com as dificuldades escolares. A questão do "meritocracia" torna-se bem menos simplificada quando se percebe as enormes diferenças que separam os que tiveram a possibilidade de contar com todo um ambiente familiar que lhes permitiu acesso a bens culturais que só na universidade pessoas como eu puderam descobrir. Essa reportagem acaba confirmando as teorias desenvolvidas por Bourdieu desde os anos 1960, teorias que estavam marcadas pelo ambiente em que ele estava inserido, o contexto escolar francês, mas que podem nos ajudar também em nosso contexto escolar brasileiro do início do século XXI.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2856948675440007008-2574678343122217067?l=marcusfluder.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcusfluder.blogspot.com/feeds/2574678343122217067/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2856948675440007008&amp;postID=2574678343122217067' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2856948675440007008/posts/default/2574678343122217067'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2856948675440007008/posts/default/2574678343122217067'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcusfluder.blogspot.com/2008/10/capital-cultural.html' title='Capital Cultural'/><author><name>Marcos F. Luder</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06016822686787109675</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2856948675440007008.post-3643399669647842050</id><published>2008-10-29T11:43:00.000-07:00</published><updated>2008-10-29T11:53:51.122-07:00</updated><title type='text'>Eleições para o DCE-UFF</title><content type='html'>As eleições para o DCE-UFF estão transcorrendo de maneira bem precária, o que parece confirmar a estratégia do coletivo "Nós Não Vamos Pagar Nada" em dar um tom totalmente despolitizado ao pleito. Até agora não foi feito nenhum debate, pois as condições para isso não foram garantidas. Na verdade, é preciso ressaltar também a extrema apatia das pessoas. Hoje de manhã eu estive no Instituto de Geo-Ciências com a intenção de participar de um debate que deveria ter ocorrido, mas isso não aconteceu e dessa vez nem dá para acusar o já citado grupo político hegemônico da UFF. A apatia das pessoas é algo muito sério e se reflete também nas eleições burguesas. No Rio de Janeiro, por exemplo, a abstenção foi de 20%. O grande problema é que a política de quase todos os agrupamentos políticos estudantis nos últimos tempos esteve toda voltada para os aspectos institucionais e eleitorais da luta política dentro da UFF. Os acontecimentos ocorridos durante o mês de mobilizações do ICHF (Instituto de Ciências Humanas e Filosofia) ocorreram com uma participação mínima dos membros das correntes políticas que chamo de Burocracia Estudantil, e quando participaram foi para frear o movimento. O grande problema é que essa apatia pode acabar prejudicando todo mundo. O Paga Nada está apostando na sua capacidade de buscar o voto despolitizado e sair vitorioso dessa eleição, mas pode ter uma surpresa desagradável de ver a sua estratégia voltar-se contra ele mesmo. De nossa parte, nós do acampamento montamos chapa e estamos buscando articular os grupos libertários e que acreditam em projetos de auto-gestão para pautar esse projeto junto aos estudantes, mas não há como negar que a extrema apatia que se está verificando acaba prejudicando quem quer o debate. Hoje à noite, no mesmo Instituto de Geo-Ciências, está marcado um novo debate e outro está marcado para a Faculdade de Educação, justamente o mais esperado de todos, vamos ver se esse processo eleitoral esquenta um pouco mais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2856948675440007008-3643399669647842050?l=marcusfluder.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcusfluder.blogspot.com/feeds/3643399669647842050/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2856948675440007008&amp;postID=3643399669647842050' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2856948675440007008/posts/default/3643399669647842050'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2856948675440007008/posts/default/3643399669647842050'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcusfluder.blogspot.com/2008/10/eleies-para-o-dce-uff_29.html' title='Eleições para o DCE-UFF'/><author><name>Marcos F. Luder</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06016822686787109675</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2856948675440007008.post-6194798387174196400</id><published>2008-10-24T13:58:00.000-07:00</published><updated>2008-10-24T14:00:04.199-07:00</updated><title type='text'>Notícas sobre educação para o negro</title><content type='html'>Extraído do site: http://noticias.terra.com.br/educacao&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CNPq: PROJETO PARA ALUNOS NEGROS É UM DOS VENCEDORES&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de participar de um cursinho pré-vestibular no Instituto Cultural Steve Biko que em 1999 recebeu o Prêmio Nacional de Direitos Humanos, do Ministério da Justiça Sheila Regina Pereira entrou na Universidade Federal da Bahia para o curso de estatística.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sheila diz que na universidade percebeu que os jovens negros como ela estavam presentes em cursos de menor prestígio e status social. A partir daí, ela resolveu voltar ao instituto que a ajudou a ingressar no ensino superior para dar sua contribuição e ajudar a mudar essa realidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"No instituto eu aprendi que o seu crescimento pessoal só vem quando você ajuda os outros a crescerem também", explica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi então que ela passou a fazer parte do projeto Oguntec, que acompanha 35 estudantes de escolas públicas a partir do momento em que eles entram no ensino médio até o vestibular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pesquisa apresentada por Sheila sobre o Oguntec foi a vencedora da categoria Graduado do 23º Prêmio Jovem Cientista, divulgada nesta quarta-feira pelo Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia (CNPq).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como coordenadora pedagógica do projeto, Sheila conta que, além das disciplinas escolares cobradas no vestibular, os adolescentes de 16 a 21 anos têm aulas sobre consciência negra e educação científica a fim de despertar o interesse pela ciência e pelos cursos ligados à tecnologia, ciências da saúde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"No ano passado, terminamos o ano com 25 estudantes, porque muitos foram obrigados a deixar o projeto ao longo do tempo. Mas todos os que permaneceram passaram em vestibulares em universidades particulares. O nosso objetivo agora é fazer com que eles entrem nas universidades públicas. Três deles conseguiram", conta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo ela, a maior dificuldade é suprir o déficit que os alunos trazem do ensino fundamenta&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2856948675440007008-6194798387174196400?l=marcusfluder.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcusfluder.blogspot.com/feeds/6194798387174196400/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2856948675440007008&amp;postID=6194798387174196400' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2856948675440007008/posts/default/6194798387174196400'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2856948675440007008/posts/default/6194798387174196400'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcusfluder.blogspot.com/2008/10/notcas-sobre-educao-para-o-negro.html' title='Notícas sobre educação para o negro'/><author><name>Marcos F. Luder</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06016822686787109675</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2856948675440007008.post-978286470415859474</id><published>2008-10-24T13:48:00.000-07:00</published><updated>2008-10-24T13:56:16.621-07:00</updated><title type='text'>Eleições para o DCE - UFF</title><content type='html'>No início de novembro haverão as eleições para o DCE (Diretório Central dos Estudantes) da UFF. Nós do Acampamento Maria Júlia Braga: O Quilombo do Século XXI montamos uma chapa que vai atuar nessas eleições, notem bem, eu disse atuar e não concorrer. Essa diferenciação é importante, pois concorrer implica em você reconhecer que um processo eleitoral vai ser importante dentro do processo de mudanças políticas que você deseja ver ocorrerem na universidade. Não temos nenhum tipo de ilusão nesse sentido. É claro que se pode perguntar o porquê de participar de um processo eleitoral se não acreditamos nele, simples, esse é um momento em que as pessoas estão mais predispostas a participar de debates e esse é o nosso maior objetivo, tentar mostrar nesses debates o nosso projeto de universidade e sociedade. Foi sempre isso que nos motivou em todas as ações políticas de que participamos. Na eleição que ocorreu em 2006 nós participamos por entender que o acampamento precisa de um certo respaldo político num momento de incerteza em que ainda estávamos no início de nossa luta.  Agora temos um respaldo muito maior por conta de todas as lutas políticas de que participamos, um reconhecimento político que não havia antes, até mesmo de muitos que nos criticam. Essas eleições podem proporcionar uma nova oportunidade de se fomentar um debate a respeito do tipo de universidade queremos e como será possível atingir esse objetivo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2856948675440007008-978286470415859474?l=marcusfluder.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcusfluder.blogspot.com/feeds/978286470415859474/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2856948675440007008&amp;postID=978286470415859474' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2856948675440007008/posts/default/978286470415859474'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2856948675440007008/posts/default/978286470415859474'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcusfluder.blogspot.com/2008/10/eleies-para-o-dce-uff.html' title='Eleições para o DCE - UFF'/><author><name>Marcos F. Luder</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06016822686787109675</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2856948675440007008.post-2105371105110525069</id><published>2008-10-23T06:32:00.000-07:00</published><updated>2008-10-23T06:49:51.432-07:00</updated><title type='text'>Rescaldos da luta política no ICHF</title><content type='html'>Escrevo esse texto já sabendo do resultado do seminário que foi feito nos dois dias anteriores a respeito do plano de expansão do ICHF (Instituto de Ciências Humanas e Filosofia). No final foi aprovado o plano de expansão, a criação do curso de Antropologia, o que significa o início do fim do curso de Ciências Sociais na UFF, mas foi rejeitado o curso de Segurança Pública. Todas essas decisões vão ser levadas para o Colegiado que vai decidir hoje o que vai ser realmente aprovado. Da minha parte, enquanto membro de um movimento político, o Acampamento Maria Júlia Braga: O Quilombo do Século XXI, vejo que tudo isso vai ser utilizado para justificar a política de repactuação que foi promovida pela burocracia estudantil e pela Chapa Ocupação do CAHIS. Eu creio que o Colegiado deva referendar as decisões do seminário, pois estas em nada contestam o seu direito de dar a palavra final sobre decisões que vão decidir o destino do instituto. Ao longo das diversas Assembléias Comunitárias que foram feitas neste último mês, o que se viu foram disputas de concepções, um grupo acabou se pautando por acordos dentro da estrutura para dizer que se conseguiram avanços, se o diretor do instituto, o professor Palharini, conseguir vencer as resistências do grupo que quer implantar o curso de Segurança Pública, provavelmente a rejeição do curso vai ser utilizada como plataforma para justificar a repactuação que foi feita. Da nossa parte, enquanto acampamento, bem como os outros grupos e indivíduos que participaram dessa luta para contestar a própria estrutura de poder existente na universidade, o que houve foi uma pequena concessão que foi feita, um "anel" que se deu para que mantivesse os dedos. É claro que a burocracia estudantil e acadêmica vão usar isso como uma grande vitória do movimento. Não há como negar que ainda é muito predominante entre os estudantes a visão hierarquizada de uma universidade e uma sociedade com pessoas exercendo posição de mando enquanto outras se resignam a obedecer. A idéia da representatividade também é muito forte e segue definindo a maioria das posições. Nós do acampamento, bem como os outros grupos e indivíduos que defendemos uma universidade horizontalizada em seus fóruns de decisão temos a consciência que representamos uma posição minoritária, no entanto, as lutas políticas do último mês foram registradas e serão utilizadas num documentário que estamos fazendo. Vai ser muito importante ter esse registro, tanto para divulgação como para estudo. As lutas políticas que foram travadas nessa universidade durante o último mês devem servir de acúmulo para as novas lutas que virão daqui para frente e a preservação de uma memória sobre elas é de fundamental importância nesse sentido.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2856948675440007008-2105371105110525069?l=marcusfluder.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcusfluder.blogspot.com/feeds/2105371105110525069/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2856948675440007008&amp;postID=2105371105110525069' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2856948675440007008/posts/default/2105371105110525069'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2856948675440007008/posts/default/2105371105110525069'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcusfluder.blogspot.com/2008/10/rescaldos-da-luta-poltica-no-ichf.html' title='Rescaldos da luta política no ICHF'/><author><name>Marcos F. Luder</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06016822686787109675</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2856948675440007008.post-5477930886027217932</id><published>2008-10-21T08:44:00.000-07:00</published><updated>2008-10-21T08:57:42.824-07:00</updated><title type='text'>Seminário e outra discussão sobre o piquete</title><content type='html'>Daqui a pouco vai começar o seminário que o Colegiado do ICHF (Instituto de Ciências Humanas e Filosofia) da UFF preparou para diminuir a tensão vivida nas semanas anteriores, com dois piquetes, várias Assembléias Comunitárias e intervenções nas reuniões de Colegiado, para contestar, não só o projeto de expansão, mas também a própria estrutura de poder dentro da universidade. Esse seminário é uma clara tentativa de disfarçar ao máximo a estrutura medieval de decisões que ainda impera no ICHF em particular e na universidade em geral. A firme discussão sobre a legitimidade do Colegiado decidir o destino do instituto por todos os que o integram levou a essa discussão, uma concessão mínima, mas que deve agradar a diversos setores do movimento estudantil que ainda se pauta em estrutura hierarquizadas e sistemas representativos de decisão, que não se sente preparada para tomar as rédeas de decisões que afetarão o seu futuro. A luta política que pessoas como eu levou adiante durante semanas e que agora parece dessembocar num seminário paritário e apenas indicativo foi por uma discussão séria a respeito da estrutura de poder dentro da universidade. Não tínhamos nenhuma ilusão de mudar essa estrutura da noite para o dia, até porque essa mudança tem que começar de dentro das pessoas e a grande maioria ainda não está preparada para isso, ou simplesmente não quer mudar coisa alguma em sua vida, muito menos na universidade ou na sociedade. Segue abaixo um texto que escrevi sobre o último piquete e que postei na lista dos estudantes de História da UFF. Foi uma resposta minha a muitas das críticas feitas ao piquete.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resolvi escrever para rebater algumas coisas que me deixam muito irritado em algumas pessoas que usam argumentos contra o piquete sem entrar no mérito de qual paradigma estão se baseando para isso. O que mais me irrita é ver professores que se dizem marxistas, anarquistas ou socialistas libertários usarem termos como "antidemocrático", "autoritário" ou que o piquete está "restringindo o direito de ir e vir das pessoas". Eu gostaria que essas pessoas tivessem a coragem de dizer qual o parâmetro que usam para usar esses argumentos, mas isso seria complicado de fazer e depois voltar a posar de marxistas em festas, reuniões de partido, seminários, ou nas salas, onde vão falar sobre luta de classes ou sobre socialismo. Vamos colocar as coisas nos seus devidos lugares: o piquete é antidemocrático e autoritário? Bom, se partirmos do paradigma da democracia liberal burguesa, do estado democrático de direito e das regras institucionais vige ntes, sim, o piquete é antidemocrático e autoritário mesmo, assim como foram também todas as ocupações de reitoria desde  o ano passado até agora, isso é claro, não impediu que muitos dos que criticam o piquete assinassem manifestos em favor da ocupação da USP por exemplo.  Pelo paradigma da democracia liberal burguesa, do estado democrático de direito e das regras institucionais vigentes, o piquete vai contra o direito de ir e vir das pessoas, assim como as ocupações de fazenda pelos Sem-terra vai contra o direito de propriedade, muito mais importante, hoje em dia com um ar quase sagrado, que o direito de ir e vir. É claro que isso não impede muitos dos que criticaram o piquete como autoritário e antidemocrático de apoiar integralmente as ações do MST. Durante o piquet a professora Cecília veio me dizer que o nosso ato era antidemocrático e eu disse a ela que um ato político, principalmente em que se prevê algum tipo de enfrentamento, não tem que ser democrático, e não tem mesmo, ou será mais democrático fazer uma passeata de rua onde se irá atrapalhar a vida de centenas de passageiros e motoristas? Será mais democrático fazer uma greve no serviço público que poderá prejudicar milhares de pessoas, algumas delas muito dependentes destes serviços. Isso, no entanto, não impede muitas das pessoas que criticaram o piquete de apoiar esses atos. O que mais me irrita em boa parte das pessoas que criticam o piquete é a falta de coerência em usar esses argumentos liberais, indo de encontro ao que normalmente dizem acreditar em matéria de  ideologia, ao que escrevem e as posições que costumam assumir quando não é o calo delas que aperta.   Apoiar o MST pode, desde que façam suas ocupações de terra bem longe, apoiar a ocupação da USP tudo bem, desde que o direito de ir e vir e a constestação da autoridade fique dentro dos muros de lá.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2856948675440007008-5477930886027217932?l=marcusfluder.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcusfluder.blogspot.com/feeds/5477930886027217932/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2856948675440007008&amp;postID=5477930886027217932' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2856948675440007008/posts/default/5477930886027217932'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2856948675440007008/posts/default/5477930886027217932'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcusfluder.blogspot.com/2008/10/seminrio-e-outra-discusso-sobre-o.html' title='Seminário e outra discussão sobre o piquete'/><author><name>Marcos F. Luder</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06016822686787109675</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2856948675440007008.post-4034555210393074831</id><published>2008-10-17T13:22:00.000-07:00</published><updated>2008-10-17T13:31:16.245-07:00</updated><title type='text'>Uma semana mais tranquila</title><content type='html'>Essa foi a semana mais tranquila que eu tive na universidade em mais de um mês. Na semana que vém começa tudo de novo pois teremos uma nova Assembléia Comunitária no dia 22, só que dessa vez no IACS ( Instituto de Artes e Comunicação Social ). Será um novo campo de luta para nós. Mais uma vez os que querem sacudir as estruturas da universidade vão se arriscar numa nova empreitada. Isso sem falar que vamos ter eleição para o DCE no início de novembro. Nós do acampamento fizemos uma séria discussão sobre isso e decidimos tentar montar um chapa para participar, pois entendemos que se trata de um campo de debate importante, mas estamos tendo dificuldade de convencer os setores que estão conosco na luta pela construção da Assembleia Comunitária da importância dessa participação. Infelizmente a falta de um debate mais aprofundado sobre essas questões ficou bem evidente e, independente de participarmos ou não, esse debate terá de ser feito entre os que buscam se referenciar em novos paradigmas de luta política dentro da UFF.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2856948675440007008-4034555210393074831?l=marcusfluder.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcusfluder.blogspot.com/feeds/4034555210393074831/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2856948675440007008&amp;postID=4034555210393074831' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2856948675440007008/posts/default/4034555210393074831'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2856948675440007008/posts/default/4034555210393074831'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcusfluder.blogspot.com/2008/10/uma-semana-mais-tranquila.html' title='Uma semana mais tranquila'/><author><name>Marcos F. Luder</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06016822686787109675</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2856948675440007008.post-5001546112344042202</id><published>2008-10-13T11:47:00.000-07:00</published><updated>2008-10-13T11:53:26.712-07:00</updated><title type='text'>Texto denúncia</title><content type='html'>O piquete do dia 08/10 teve vários inimigos, mas nenhum mais falso do que alguns dos membros da Chapa Ocupação do CAHIS ( Centro Acadêmico de História ). O texto que segue abaixo mostra como algumas pessoas em momentos de enfrentamente preferem a cômoda posição de neutralidade, tudo em nome de um pretenso interesse no diálogo. O que ocorreu nas vésperas do piquete foi emblemático como tem pessoas que se colocam no embate, mas acabam recuando quando percebem o acirramento das posições e sempre se mostram prontos a uma repactuação com o poder constituído quando percebem que não será possível resolver as questões de maneira concensuada. Infelizmente esse tipo de situação vai sempre ocorrer em processos de luta, não dá para contar com todos os que iniciam o processo, pois acabam se assustando com o tipo de "monstro" que ajudam a criar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Manobra da “ocupação”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na segunda-feira, dia 6 de outubro, a partir das 19h, os ativistas mobilizados na construção do piquete para o dia 8 de outubro, quarta-feira, marcaram uma reunião para organizar os pormenores da ação e discutir seus desdobramentos. Para o tablado se dirigiram quando observaram a aproximação de diversos membros da chapa “ocupação” do Centro Acadêmico de História. Não era certo se estariam ali para construir o piquete em oposição ao verticalizado e menos que feudal espaço de deliberação do instituto, o Colegiado do ICHF, que mesmo com o adiamento do seminário manteve sua reunião com pontos de pauta relacionados ao projeto de expansão e implementação de novos cursos como é o caso de Segurança Pública ou se buscavam se contrapor a ação de enfrentamento tirada em Assembléia Comunitária? Era ainda uma incógnita a motivação que conduzia tão esquizofrênica chapa para aquele local.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Terminados os informes, o porta-voz daquele agrupamento, Paulo, em mais uma de suas intervenções sempre lidas, afirmou terem eles se reunido e decidido pela não participação no piquete ainda que não fizessem oposição aberta a este. Alegavam que mesmo tendo sido um membro de sua chapa, Lucas, o proponente de tal ação, avaliavam que o adiamento do seminário conformava uma nova situação. Não devemos esquecer, inclusive, do caráter não-deliberativo deste seminário paritário proposto pelo colegiado, que em nada muda as discrepâncias de poderes, configurando um verdadeiro engodo. Vale lembrar que este adiamento, segundo Paulo e Arthur (outro porta-voz, talvez um vice-porta-voz), foi aceito sem aparentes ressalvas por parte dos representantes estudantis que compuseram a comissão paritária para a organização do seminário do Colegiado, mesmo que tal data tivesse sido encaminhada em Assembléia Comunitária. Fingiam ignorar, no entanto, que a reunião do colegiado se manteria a revelia do adiamento, assim como os pontos de pauta relacionados ao projeto de expansão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também a Assembléia Comunitária, puxada a princípio para avaliar o seminário deve ocorrer na data que foi marcada, dia 8 de outubro, da mesma forma que o piquete, ambos aprovados na Assembléia Comunitária. Considerando que foi uma deliberação da última Assembléia Comunitária, os “muito democráticos” porta-vozes da chapa “ocupação” apresentaram uma proposição de manter o piquete mas que o mesmo só começasse a partir das 12h e fosse submetido à próxima Assembléia! Até ativista com atuação recente no movimento conseguiram identificar tal proposição como uma manobra explícita! Como se não bastassem as constantes e eficientes manobras dos militantes “bem treinados” da burocracia estudantil (PC do B, P-SOL, PSTU e outros), agora os “independentes” da “ocupação” também estão aderindo a esta prática que sacramenta a hegemônica ausência de ética na prática política do Movimento Estudantil! Imaginem, todos sabemos que se fechar um prédio vazio já é uma tarefa dificílima, esvaziar um prédio em período de pleno funcionamento é obviamente impossível! Mesmo assim, sabendo que a reunião era organizativa e não deliberativa sobre continuidade ou não do piquete, visto que o mesmo já foi deliberado em Assembléia, os porta-vozes da chapa “ocupação” não tiveram a honestidade de simplesmente dizer somos contra, queremos ceder logo para o burocracia do ICHF e não vamos participar. Queriam passar por cima daquela construção buscando um mecanismo de inviabilizar a realização do piquete independentemente do ônus moral que aquela ação traria ao seu agrupamento. Paulo e Arthur propuseram então, que sendo aquela uma reunião aberta para a construção do piquete, eles podiam também participar e opinar sobre os métodos a serem empregados. Assim, pediam que se fizesse uma votação na proposta para tentar passar sua manobra de iniciar o piquete após as 12h e após discussão do mesmo em assembléia. Envergonhado por tal situação, Taiguara, que ainda mantinha algum senso ético, pedia para que os porta-vozes parassem de tentar encaminhar aquela manobra! Os ativistas dispostos a construir o ato, se opunham a promover aquele tipo de votação percebendo-a claramente como uma manobra extremamente suja! Por isso, Paulo e Arthur acabaram “cedendo”, retiraram a proposta e pouco depois a chapa “ocupação” saiu do espaço afirmando, através de Geovana, serem contra o piquete e que por isso não fazia sentido permanecerem na reunião. É interessante como mesmo sendo contra, conforme afirmou Geovana, Paulo e Artur pouco antes afirmavam “seu direito” de querer construir também o piquete e por isso “tentavam apenas disputar o método”!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como se não bastasse este tipo de oposição “interna”, estamos sendo criminalizados por professores como Daniel Aarão Reis, que tem enviado e-mails exigindo maior firmeza, mão dura contra aqueles que se sublevam. Além disso, adentraram esta reunião de organização do piquete a professora Ana Motta, pedindo que não fizéssemos o piquete mas que focássemos na oposição ao curso de Segurança Pública e na figura do professor Kant, também Wellington,de mansinho, veio pedir que não se realizasse o piquete enquanto nos corredores espalha calúnias de que eles não foram convidados para compor a mesa, mas basta procurar no Youtube pelo vídeo sobre Assembléias Comunitárias na UFF que veremos o convite aos técnicos e professores para participarem da mesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por tudo isso a situação se apresenta bastante tensa, mas não podemos nos intimidar! Transformar a realidade não é nada simples e aqueles que se propõem a combater a opressão e desigualdade, sabem que serão rechaçados e perseguidos pelos que defendem a ordem injusta vigente assim como por seus lacaios, aqueles que por medo, não desejam se prejudicar e dessa forma “só seguem ordens” como se acéfalos fossem!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E hoje, dia 8 de outubro, a “ocupação” e o piquete no prédio do ICHF&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Após episódio anteriormente narrado, membros da chapa “ocupação” passaram ainda em salas de aula afirmando que não participariam do piquete pois o motivo pelo qual ele foi puxado, segundo eles, não existia mais apesar de não questionarem sua legitimidade. Isto é no mínimo uma tentativa de esvaziar o piquete e dissociar os indivíduos da chapa “ocupação” de uma ação com a qual não desejam mais serem identificados, visto que sua atitude é de conciliação, o que em verdade significa ceder em todas as pautas antes apresentadas, tal como vem se confirmando em suas posições a cada Assembléia Comunitária (ex: exigem construção de um seminário paritário deliberativo, posição já recuada, depois se submetem ao seminário não deliberativo e o tomam como sendo seu seminário ao optarem por participar da comissão destinada a construir tal engodo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Chegado o dia de hoje, dia do piquete, não se viu nem sombra da chapa “ocupação” salvo alguns, um ou dois indivíduos, que no período da tarde, de longe, observaram em alguns momentos o desenrolar da dinâmica sem com ela se envolverem. Nem para participar da Assembléia Comunitária marcada para as 10h os membros deste agrupamento deram as caras, assim como também procederam as demais correntes burocráticas. Só aparecem em certo número quando do momento em que ocorreria o Colegiado, o que evidencia a ênfase dada por estes a tal espaço hierárquico em detrimento da horizontalidade da Assembléia Comunitária. Logo de cara se puseram espacialmente o mais distante possível, e, o que é pior, após o ataque dos membros do colegiado ao piquete, que com suas próprias mãos tentaram remover os bloqueios das portas, os integrantes da chapa “ocupação” se mantiveram do outro lado, observando e rindo confortavelmente da situação tal como se colocava. É interessante que, caso se confirmasse a tese de que reconheciam legitimidade do piquete, como poderiam então, observar e rir do confronto entre os brâmanes do colegiado que tentavam retirar o bloqueio e os ativistas que defendem a horizontalidade e Autogestão Social, os quais, do outro lado, deram os braços para impedir o alcance dos reacionários às portas do instituto?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Organização dos Estudantes em Luta Independentes&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2856948675440007008-5001546112344042202?l=marcusfluder.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcusfluder.blogspot.com/feeds/5001546112344042202/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2856948675440007008&amp;postID=5001546112344042202' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2856948675440007008/posts/default/5001546112344042202'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2856948675440007008/posts/default/5001546112344042202'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcusfluder.blogspot.com/2008/10/texto-denncia.html' title='Texto denúncia'/><author><name>Marcos F. Luder</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06016822686787109675</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2856948675440007008.post-124536046415070226</id><published>2008-10-13T11:36:00.000-07:00</published><updated>2008-10-13T11:39:18.180-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Extraído do site do CMI&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais uma REItoria ocupada no Brasil. Vamos ver até quando o nosso movimento estudantil da UFF vai continuar enrolando e fazer o mesmo, até para desencruar a construção da moradia estudantil, que pelo cronograma original já devia ter sua obra iniciada. Segue abaixo a pauta da nova ocupação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  [UFRB] PAUTA DA OCUPAÇÃO DA REITORIA&lt;br /&gt;Por CMI-Salvador 12/10/2008 às 00:59&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;UNIVERSIDADE FEDERAL DO RECÔNCAVO DA BAHIA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À REITORIA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nós, estudantes da UNIVERSIDADE FEDERAL DO RECÔNCAVO DA BAHIA dos Centros de Cachoeira e Cruz das Almas ocupamos desde a tarde do dia 26 de setembro a reitoria da UNIVERSIDADE e temos na pauta, as seguintes reivindicações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1) ASSISTÊNCIA ESTUDANTIL E POLÍTICAS DE PERMANÊNCIA;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a) Residências provisórias imediatas, com prazo determinado de entrega das residências definitivas em todos os centros;&lt;br /&gt;b) Restaurantes Universitários (R.U.) provisórios imediatos em todos os campi que ainda não os têm, abertos a toda comunidade acadêmica, com preço popular e gratuito para os estudantes contemplados com o auxílio pecuniário, para os residentes e para os assistidos pela modalidade ?Auxílio Alimentação?. Construção dos restaurantes nos centros com prazo determinado;&lt;br /&gt;c) Ampliação e reestruturação do restaurante de Cruz das Almas para que atenda a toda comunidade acadêmica nos mesmos moldes dos R.U.s que serão criados nos demais centros.&lt;br /&gt;d) Assistência médica especializada, apoio psicológico e odontológico para TODOS os estudantes e construção do Hospital Universitário;&lt;br /&gt;e) Aumento de 33% do valor de todas as modalidades de bolsa de assistência, exceto da modalidade ?Auxílio Pecuniário?. Aumento da quantidade de todas as bolsas; E que a distribuição dessas bolsas seja proporcional ao número de alunos em cada centro e que as bolsas que sobrarem (não preenchidas) sejam redistribuídas, também de forma proporcional, entre os outros centros;&lt;br /&gt;f) Fechar convênio com as Prefeituras onde existe campus para ter suporte de Creche para estudantes e funcionários, até que a creche da UFRB seja construída;&lt;br /&gt;g) Ampliação da circulação do ônibus do campus de Cruz das Almas para o centro da cidade abrangendo todos os horários de aula;&lt;br /&gt;h) Que se prorroguem os prazos de inscrição para o processo de seleção dos bolsistas e para trancamento de matrícula, que devido à ocupação foram prejudicados;&lt;br /&gt;i) Aumento do número de isentos da taxa de inscrição para o vestibular e que não seja cobrado nenhum valor pela solicitação da isenção da taxa supracitada.&lt;br /&gt;j) Discutir com a PROPAAE o processo de seleção dos bolsistas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2) ADMINISTRAÇÃO POLÍTICA E FINANCEIRA;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a) Descentralização e transparência financeira, técnica, administrativa da Universidade, com prestação de contas, orçamento participativo detalhado e histórico do uso do dinheiro público pela UFRB;&lt;br /&gt;b) De acordo com deliberação em Conselho de Entidade de Base (CEB), ter direito a voto no Conselho Universitário (CONSUNI) apenas detentores de cargos eletivos;&lt;br /&gt;c) Os estudantes de todos os Centros deverão ter poder de voto no orçamento da PROPAAE, sendo ele participativo.&lt;br /&gt;d) Audiências públicas sobre a avaliação e classificação da UFRB pelo MEC - 2008;&lt;br /&gt;e) Eleição direta dos diretores de centro com eleições com paridade de votos (professor, estudantes e técnicos), respeitando a autonomia dos centros e que os estudantes possam avaliar as pró-reitorias, mudando-as de acordo com a avaliação.&lt;br /&gt;f) Contratação de nutricionista para os RU?s, imediato para Cruz das Almas;&lt;br /&gt;g) Aumento de Pesquisa e Extensão nos Campi, criando convênios com instituições, prioritariamente estatais e movimentos sociais, levando em consideração a autonomia da Universidade pública no direcionamento das pesquisas;&lt;br /&gt;h) Abertura de licitações pelos centros, para outras empresas de fotocópia, sendo o dinheiro do aluguel destinado aos diretórios acadêmicos. Criar auxílio xérox, podendo participar qualquer estudante, bolsistas ou não;&lt;br /&gt;i) A Universidade deverá ser responsável pela diária dos motoristas e combustível para as aulas de campo e eventos acadêmicos independente do dia em que ocorra;&lt;br /&gt;j) Rediscutir o método de realização do vestibular com os corpos discente, docente e técnicos administrativos, com garantia de deliberação;&lt;br /&gt;l) Que o ônibus para os eventos da UNE não seja prioridade;&lt;br /&gt;m) Que a Universidade garanta a logística para a discussão do REUNI, dentro e fora da Universidade, e o ônibus com todos os custos pagos, para estar em Brasília no dia 12 de novembro, na Caravana de Revogação do REUNI.&lt;br /&gt;n) Garantia de logística para atividades acadêmicas, culturais e políticas entre os campi, sempre quando for solicitado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3) ESTRUTURAÇÃO DOS CAMPI;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a) Estrutura física adequada e de qualidade para o desenvolvimento das aulas práticas, como: Laboratórios de conservação, restauração, TV e rádio, microfilmagem, fotografia, Informática, anatomia, bioquímica, física, biologia, pedagogia, química, laboratório de reprodução, inseminação artificial, melhoramento genético, embriologia, biofísica e equipamentos (câmeras de vídeo, câmeras fotográficas, microscópio dentre outros);&lt;br /&gt;b) Revitalização e expansão das estruturas físicas já existentes no CCAAB (granja, aviário, aprisco, eqüino, bovino e ovino) e compra de animais. Abastecer os RU?s estabelecendo convênio através do Programa de Aquisição de Alimentos da Conab e, posteriormente, com a produção do campus de Cruz das Almas com a sua revitalização e expansão das estruturas físicas, proporcionando condições de interação entre agricultores familiares da região e aulas práticas;&lt;br /&gt;c) Mais livros, estantes e funcionários para as bibliotecas, que deverão funcionar das 8h às 23h nos centros que têm cursos noturnos. Autonomia para todas as bibliotecas e acesso garantido aos estudantes da UFRB independente do campus no qual estuda. Além da assinatura de periódicos e garantia de participação dos Diretórios Acadêmicos (D.A.) e Centros Acadêmicos (C.A.) na compra de livros, inclusive sugerindo títulos; Além da informatização das bibliotecas;&lt;br /&gt;d) Planos de compensação realizado com os estudantes, para as disciplinas que não puderam ser realizadas por conta de déficits de equipamentos e/ou professores;&lt;br /&gt;e) Criação de bolsas de monitoria e extensão, e aumento do número de bolsas de pesquisa;&lt;br /&gt;f) Contratação de mais professores, técnicos e servidores, através de concurso, podendo ser contratados professores substitutos;&lt;br /&gt;g) Transporte inter-campi para a execução de atividades acadêmicas adaptados para portadores de deficiência física;&lt;br /&gt;h) Ampliação da segurança nos Centros, com a criação da Guarda Universitária da UFRB;&lt;br /&gt;i) Acréscimo da Licenciatura para o curso de Ciências Sociais;&lt;br /&gt;j) Construção imediata de ginásios poliesportivos em todos os centros;&lt;br /&gt;k) Exoneração de Júlio César do cargo de Coordenador de Assuntos estudantis da PROPAAE;&lt;br /&gt;l) Construção de um curso de línguas em TODOS os campi da UFRB;&lt;br /&gt;m) Implantação imediata do Centro Pesqueiro em Valença, da Unidade Pesqueira Continental em Cruz das Almas para o desempenho pleno das atividades do curso de Engenharia de Pesca e aquisição do Barco Escola;&lt;br /&gt;n) Que o jornal impresso das disciplinas Jornalismo Impresso I e II tenha o processo licitatório de impressão feito por, no mínimo, um ano.&lt;br /&gt;o) Cumprimento da legislação ambiental no cuidado dos recursos naturais, e campanhas de conscientização ecológica nos campi da UFRB, Ex: Coleta Seletiva, Consumo Consciente, Reduzir os desperdícios.&lt;br /&gt;p) Abertura imediata de licitação para construção do hospital veterinário juntamente com o canil e gatil assim como contratação dos técnicos específicos para os laboratórios;&lt;br /&gt;q) Ampliação de centros informatizados com computadores para o uso dos estudantes nos centros;&lt;br /&gt;r) Implantação do curso de Letras e de Artes no campus de Cachoeira;&lt;br /&gt;s) Construção de laboratórios integrados com os gabinetes dos professores para os cursos;&lt;br /&gt;t) Agilidade nos processos de construção dos prédios;&lt;br /&gt;u) Implantação e expansão de telefonia pública nos Centros;&lt;br /&gt;v) Criação do arquivo público de Cachoeira, em parceria com a Prefeitura;&lt;br /&gt;w) Replanejamento do calendário acadêmico após o término da paralisação estudantil.&lt;br /&gt;x) Implantação de chuveiros nos banheiros de todos os Centros;&lt;br /&gt;y) Cobrar do corpo docente a atualização pedagógica através de cursos, bianualmente, com acompanhamento avaliativo por parte da PROGRAD.&lt;br /&gt;z) Criação de um curso de nivelamento, optativo aos alunos, anterior ao início do primeiro semestre, para os cursos que apresentarem necessidade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2856948675440007008-124536046415070226?l=marcusfluder.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcusfluder.blogspot.com/feeds/124536046415070226/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2856948675440007008&amp;postID=124536046415070226' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2856948675440007008/posts/default/124536046415070226'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2856948675440007008/posts/default/124536046415070226'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcusfluder.blogspot.com/2008/10/extrado-do-site-do-cmi-mais-uma.html' title=''/><author><name>Marcos F. Luder</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06016822686787109675</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2856948675440007008.post-8191630896840108507</id><published>2008-10-09T07:52:00.001-07:00</published><updated>2008-10-09T07:55:39.373-07:00</updated><title type='text'>Notícia interessante diante do que está acontecendo no ICHF</title><content type='html'>Extraído do site: http://jbonline.terra.com.br&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NORMA ANTITERROR PÕE ALUNOS SOB VIGILÂNCIA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;INGLATERRA - Os professores britânicos estão sendo orientados a observar o comportamento dos seus alunos e informar às autoridades - inclusive a polícia - se perceberem algum comportamento extremista que possa estar ligado a práticas terroristas, informou o The Guardian nesta quarta-feira.&lt;br /&gt;Segundo o jornal britânico, a partir de uma nova norma do governo, as escolas serão colocadas no centro a "agenda de prevenção" contra o terrorismo. Em reuniões nos estabelecimentos de ensino, as autoridades vão orientar professores a discutir em sala de aula sobre extremistas islâmicos e grupos racistas de extrema direita. &lt;br /&gt;Para isso, receberão um "kit" com instruções para esses tipos de conversa. O objetivo é prevenir visões extremistas passem despercebidas. No verão, uma norma sugeriu que as escolas levassem chefes de mesquitas nascidos na Grã Bretanha para conversar com os alunos e promover os direitos universais. &lt;br /&gt;A polêmica nesta nova norma é fazer com que os professores monitorem seus alunos e avisem as autoridades se perceberem o desenvolvimento de visões extremistas. O governo enfatiza que não visa buscar encontrar terroristas em playgrounds, mas sim que os mestres usem sua capacidade para vigiar os alunos com comportamento suspeito. &lt;br /&gt;O mesmo já acontece, segundo as autoridades britânicas, em outros casos. Se o professor percebe que um aluno está envolvido com drogas ou está participando de gangues perigosas, os pais são avisados. O novo kit que será distribuído nas escolas conterá contatos de serviços sociais, líderes comunitários e até a polícia. &lt;br /&gt;[13:14] – 08/10/2008&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;COMENTO: É isso aí!  Em breve isso vai chegar aqui também. Vai ser interessante ver que tipo de atitude os nossos professores vão tomar, principalmente os que gostam de ostentar um discurso libertário, marxista e tal. Algumas pessoas poderão dizer que se trata de uma situação emergencial, que o combate ao terrorismo exige a tomada de decisões radicais. Eu digo que o que é chamado de decisão radical num momento de emergência, tem uma grande possibilidade de acabar se naturalizando quando essa emergência deixa de existir, a história está cheia de exemplos desse tipo. Essa notícia apenas mostra o quanto cada vez mais vem se tornando impossível esconder que a democracia liberal burguesa mantém esse ideal de liberdade de pensamento enquanto os seus fundamentos básicos não são ameaçados, enquanto não aparece nenhuma contestação ao dogma de que não há outra forma possível de democracia fora do modelo liberal, burguês e representativo. Os ataques terroristas são uma situação emergencial que justificaria transformar os professores em X-9 dos seus alunos, mas as implicações desse poder vão acabar indo muito mais além disso e qualquer pessoa com mais sagacidade e experiência social, principalmente num ambiente de forte embate político e ideológico sabe disso.  Aqui na UFF, com o acirramento das posições que tivemos ontem, por conta do piquete isso ficou bem claro. Várias imagens foram feitas, não só por nós, mas também pelos próprios professores, eles que não gostam de ser filmados nas suas atividades políticas, como a reunião do Colegiado filmaram a nossa ação, mas tudo bem, é assim que tem de ser mesmo. As pessoas é que decidiram quem estava com a razão. Da minha parte, eu não pude resistir em postar essa notícia para mostrar as possibilidades a que estão sujeitos todos os que se colocam contra a ordem instituída, seja da maneira bárbara e destrutiva de um ato terrorista, seja da maneira a confrontar ideologicamente um modelo de universidade e sociedade, como estamos fazendo na UFF. Não importa realçar as diferenças, o que importa, ao contrário, é homogeneizar para dizer que&lt;br /&gt;para melhor calar quem se propõe a discutir o que não se quer discutir, ou seja, o modelo de universidade e sociedade que aí está. O que se quer é reafirmar a autoridade de quem não quer abrir mão do seu “direito” aristocrático de decidir “o que é melhor para todos”. Eu não tenho dúvida que a política da discussão rasteira vai ser empregada contra os que fizeram o piquete no ICHF. Na verdade, isso já estava acontecendo. Eu estou num dos laboratórios de informática do Bloco O, um dos que fechamos no piquete de ontem. No caminho encontrei uma colega que me falou das críticas que estavam fazendo e que se reduziam a dizer que estávamos usando os banheiros dos blocos bloqueados para fumar maconha. É basicamente nesse nível que estão as coisas, mas não há outra solução a não ser enfrentar esse debate, nas salas de aula, nos corredores, na internet  e nas Assembléias. Hoje, por exemplo, vai haver a primeira Assembléia Comunitária do Gragoatá. Não creio que vá muita gente, mas vamos ver. O importante é que o debate seja mantido e que as pessoas não fiquem se escondendo atrás de um discurso que não é referendado pela prática que elas têm sempre que a conjuntura política as obriga a sair do seu confortável casulo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2856948675440007008-8191630896840108507?l=marcusfluder.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcusfluder.blogspot.com/feeds/8191630896840108507/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2856948675440007008&amp;postID=8191630896840108507' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2856948675440007008/posts/default/8191630896840108507'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2856948675440007008/posts/default/8191630896840108507'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcusfluder.blogspot.com/2008/10/notcia-interessante-diante-do-que-est.html' title='Notícia interessante diante do que está acontecendo no ICHF'/><author><name>Marcos F. Luder</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06016822686787109675</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2856948675440007008.post-8263142322986102323</id><published>2008-10-09T07:43:00.000-07:00</published><updated>2008-10-09T07:52:46.160-07:00</updated><title type='text'>Rescaldos do piquete</title><content type='html'>Ontem foi feito o piquete aqui no ICHF ( Instituto do Ciências Humanas e Filosofia ). Foi um piquete tenso em dois momentos, de manhã quando o professor Palharini, diretor do instituto, tentou, com a ajuda de dois funcionários, abrir a força os dois blocos que estavam fechados, mas o momento mais tenso foi de tarde quando boa parte dos membros que compõem o Colegiado do ICHF tentou forçar a entrada no bloco O para fazer ali a reunião do Colegiado. Tudo foi filmada, não só por nós como também pelos próprios professores, os mesmos que se recusaram a permitir que as duas reuniões anteriores do Colegiado fossem filmadas. Já soube que hoje de manhã as discussões sobre o piquete já estavam sendo feitas, infelizmente de modo rasteiro, dizendo que estávamos usando os banheiros do blocos interditados para fumar maconha. Fico imaginando se quem faz esse tipo de acusação não seria também usuário de maconha. Geralmente essa é acusação de maconheiro, junto com a de não querer estudar sempre surge na hora de definir as pessoas que atuam politicamente na universidade, principalmente em momentos de confronto como os de ontem. Infelizmente esse tipo de debate rasteiro tem de ser enfrentado com a disposição em confrontá-lo através de um debate politizante sobre o que realmente importa ser debatido, o plano de expansão no aspecto conjuntural da UFF e o próprio modelo de universidade e sociedade que temos, no que se refere ao plano estrutural da UFF. Será uma luta duríssima, mas que tem de ser feita.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2856948675440007008-8263142322986102323?l=marcusfluder.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcusfluder.blogspot.com/feeds/8263142322986102323/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2856948675440007008&amp;postID=8263142322986102323' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2856948675440007008/posts/default/8263142322986102323'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2856948675440007008/posts/default/8263142322986102323'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcusfluder.blogspot.com/2008/10/rescaldos-do-piquete.html' title='Rescaldos do piquete'/><author><name>Marcos F. Luder</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06016822686787109675</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2856948675440007008.post-3522544161446313994</id><published>2008-10-08T06:36:00.000-07:00</published><updated>2008-10-08T06:46:11.344-07:00</updated><title type='text'>Piquete ao vivo</title><content type='html'>Passei ontem a noite na preparação do piquete que foi realizado hoje de manhã no ICHF (Intituto de Ciências Humanas e Filosofia ). Houve um momento de tensão quando o diretor do instituto, Francisco Palharini tentou abrir os dois blocos que estavam fechados a força. Ele contou com a ajuda de dois funcionários, um deles chegando a entrar por uma porta traseira e se trancando dentro do Bloco O. Entretanto, o nosso grupo se manteve firme em bancar o piquete que fora decidido numa Assembléia Comunitária. Com isso o diretor teve que recuar, pois percebeu que só acionando a polícia poderia forçar a abertura dos blocos. A tensão diminuiu um pouco, mas pode vir a aumentar, pois há uma Assembléia Comunitária marcada para as 10 horas em que o piquete será certamente discutido e vai ser muito difícil impedir que uma maioria vote pelo seu fim. Da minha parte eu acho importante o debate e ele tem que ser feito com firmeza, expondo os que se colocam contra o piquete por mero oportunismo político, bem como aqueles que se colocam contra por concordarem com o tipo de universidade e sociedade que nós temos atualmente. Essa discussão tem que ser feita, mas o fundamental é ter em mente que a Assembléia não está livre das contradições que são verificadas na nossa universidade e sociedade. Entendo que se a Assembléia votar pelo fim do piquete temos que respeitar essa desisão, pois é um espaço que queremos construir, mas sem a ilusão que vamos ter todas as nossas posições contempladas nela. A luta vai continuar se dando independente da decisão que for tomada na Assembléia que ocorrer hoje.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2856948675440007008-3522544161446313994?l=marcusfluder.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcusfluder.blogspot.com/feeds/3522544161446313994/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2856948675440007008&amp;postID=3522544161446313994' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2856948675440007008/posts/default/3522544161446313994'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2856948675440007008/posts/default/3522544161446313994'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcusfluder.blogspot.com/2008/10/piquete-ao-vivo.html' title='Piquete ao vivo'/><author><name>Marcos F. Luder</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06016822686787109675</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2856948675440007008.post-5322506621171969118</id><published>2008-10-07T15:01:00.000-07:00</published><updated>2008-10-07T15:12:49.786-07:00</updated><title type='text'>Está chegando a hora</title><content type='html'>Estou aqui num dos laboratórios de informática da UFF para junto com vários outros companheiros iniciar o piquete. Como da outra vez, vamos esperar até fecharem os prédios e depois iniciar a ação. Entretanto, ao chegar já constatamos que os que não querem o piquete já começaram a agir, primeiro tirando os tablados que usamos da outra vez para fechar as entradas do prédio. Nada demais, pior mesmo foi a atitude de alguns dos membros da Chapa Ocupação do CAHIS ( Centro Acadêmico de História ), que ontem tentaram convencer alguns dos nossos a desistir do piquete. A coisa chegou ao ponto de proporem um piquete para o meio-dia, um absurdo. Não temos dúvida que se Assembléia Comunitária que foi marcada para as dez horas estiver cheia o piquete será derrubado, mas estaremos lá para fazer o debate sobre o tipo de universidade que as pessoas querem afinal. Já chega de ficarem em cima do muro, se declarando de esquerda, mas na hora de ser confrontado com as contradições da universidade e da sociedade, revelar um comportamento absurdamente aristocrático. Chega também de estudantes que insistem em não assumir uma posição clara sobre o que querem realmente realizar enquanto projeto político. É em momentos como esse, onde as posições se acirram que as pessoas deixam cair as máscaras e se revelam de verdade. Ainda que o piquete seja derrubado na próxima Assembléia e o movimento político no ICHF volte ao mesmo marasmo em que estava antes do primeiro piquete, se conseguirmos que as pessoas assumam as suas verdadeiras posições já será um ganho, mais ainda se aqueles que pautem uma discussão séria sobre o tipo de universidade e sociedade que se quer construir. Será muito bom se aqueles que desejam uma universidade e uma sociedade em que todos tenham a responsabilidade e a possibilidade de contribuir para a solução dos seus problemas e a aproveitamento dos seus recursos, puderem se articular para levar esse projeto adiante.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2856948675440007008-5322506621171969118?l=marcusfluder.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcusfluder.blogspot.com/feeds/5322506621171969118/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2856948675440007008&amp;postID=5322506621171969118' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2856948675440007008/posts/default/5322506621171969118'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2856948675440007008/posts/default/5322506621171969118'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcusfluder.blogspot.com/2008/10/est-chegando-hora.html' title='Está chegando a hora'/><author><name>Marcos F. Luder</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06016822686787109675</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2856948675440007008.post-1943554885865426875</id><published>2008-10-07T09:23:00.000-07:00</published><updated>2008-10-07T09:29:35.590-07:00</updated><title type='text'>Amanhã é dia de piquete 2</title><content type='html'>Estou postando aqui um panfleto que foi feito por nós do Acampamento Maria Júlia Braga: O Quilombo do Século XXI para chamar as pessoas que compõem a comunidade do ICHF em particular, e da UFF em geral a participar da luta política que ocorrerá a partir de amanhã. O novo piquete se justifica pela total incapacidade do Colegiado em atender qualquer das demandas políticas levadas até ele pelas diversas Assembléias Comunitárias que foram feitas. Nem se pode dizer que foram demandas absurdas, até mesmo do ponto de vista institucional, pois algumas propostas eram até recuadas, como a realização de um Seminário propositivo e deliberativo, mas com voto paritário, o que manteria o predomínio dos professores, até mesmo porque estes certamente teriam o reforço de diversos estudantes que se deixam levar por suas determinações. O panfleto segue abaixo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Breve reflexão sobre este processo de luta!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Este é um texto dedicado a você, estudante preguiçoso, que não se dispõe a ler um texto muito longo. Nesta breve reflexão de uma página, iremos resumir os nossos argumentos para tentar instigar você a ler (e criticar) o texto que nós realizamos na integra*. O desafio está lançado!&lt;br /&gt; Palavras-chave (para facilitar a leitura!): REUNI, Projeto de Expansão, Colegiado ICHF, Assembléia Comunitária, Piquete, Estrutura de Poder.&lt;br /&gt; No final do ano passado o REUNI  foi imposto à UFF após uma longa luta política em que o poder constituído da universidade, ou seja, a REItoria, resolveu utilizar o braço armado do Estado para impor a sua vontade. Neste ano, o projeto de expansão do ICHF, que é nada menos do que um desdobramento do REUNI, acabou sendo imposto de forma autocrática pela direção do ICHF, que se estrutura de forma extremamente hierarquizada, reproduzindo a lógica predominante na sociedade burguesa. Diante de tal situação e da possibilidade concreta do Colegiado aprovar o projeto político pedagógico dos cursos de Antropologia e de Segurança Pública, que na prática seria a ratificação completa da aprovação de todo o projeto de expansão, a Assembléia dos Estudantes do ICHF decidiu pela realização de um piquete no dia 11 de setembro.&lt;br /&gt; O piquete foi realizado e gerou um grande debate a respeito da sua legitimidade enquanto ação política. Palavras como “democracia”, “autoritarismo” e “violência” eram atiradas a esmo pelos que se colocaram contra a sua realização. A alienação das pessoas, muitas delas ignorando que o Colegiado iria votar sobre questões que se refletiriam no seu futuro na universidade, as levava a criticar o piquete sem se preocupar em conhecer os motivos de sua realização, bem como o que estava para acontecer no ICHF no dia de sua realização.&lt;br /&gt; Da parte das pessoas que bancaram o piquete havia um claro entendimento de que somente com uma ação radicalizada seria possível obrigar a direção do ICHF a recuar de sua postura aristocrática, concentrando a decisão sobre o futuro do instituto nas mãos de um pequeno grupo de pessoas. Antes do piquete do último dia 11 o que tínhamos era uma situação de completa apatia política por parte de todos os setores do ICHF. A realização das Assembléias Comunitárias, que é um espaço horizontal, bem como a participação ativa dos estudantes em diversos Colegiados injetou um ânimo político até então inexistente na discussão, não só a respeito do plano de expansão ou dos cursos de Antropologia e Segurança Pública, mas também da própria estrutura de poder dentro da universidade.&lt;br /&gt; Cabe lembrar que o Colegiado do ICHF não acatou nenhum ponto do que foi deliberado pela Assembléia Comunitária, somente a realização de um Seminário, mas castrou-lhe o poder de deliberação, sendo apenas indicativo. Do que adianta debater um tema, se, em última instância, quem decidirá será o próprio Colegiado do ICHF!?  Repudiamos a Estrutura atual por entendermos que desta forma projetos que pautem a superação da sociedade de classes jamais serão aprovados. O que também não aconteceria necessariamente em um espaço horizontal. Mas, sem dúvida, seria um avanço.&lt;br /&gt;O que se vê hoje, quando estamos às voltas com um novo piquete a mobilizar as opiniões no ICHF, é uma discussão efetiva sobre que projeto de universidade cada pessoa defende e deseja construir. Os debates nas listas de discussões, nas Assembléias Comunitárias têm servido para obrigar as pessoas, independente de segmento ou agrupamento político a que pertence, a se posicionarem sobre as estruturas de poder existente na universidade. Provocar tal debate, por si só, já torna o piquete válido como ação politizadora do processo político que está ocorrendo no ICHF.&lt;br /&gt; Agora é com você...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* O mesmo será entregue aos interessados na barricada atual e nas que virão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2856948675440007008-1943554885865426875?l=marcusfluder.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcusfluder.blogspot.com/feeds/1943554885865426875/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2856948675440007008&amp;postID=1943554885865426875' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2856948675440007008/posts/default/1943554885865426875'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2856948675440007008/posts/default/1943554885865426875'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcusfluder.blogspot.com/2008/10/amanh-dia-de-piquete-2.html' title='Amanhã é dia de piquete 2'/><author><name>Marcos F. Luder</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06016822686787109675</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2856948675440007008.post-4708624299903274688</id><published>2008-10-07T09:14:00.000-07:00</published><updated>2008-10-07T09:23:36.003-07:00</updated><title type='text'>Amanhã é dia de piquete</title><content type='html'>Amanhã teremos um novo piquete no ICHF ( Instituto de Ciências Humanas e Filosofia ) aqui na UFF. Será mais um momento nesse processo de luta que se iniciou no dia 09 de setembro numa Assembléia de Estudantes do ICHF que aprovou um piquete na quinta-feira seguinte, como forma de se contrapor à decisão do Colegiado que se preparava para ratificar a aprovação do projeto de expansão do instituto sem que tivesse havido qualquer debate sobre o mesmo junto a comunidade do ICHF. Essa mesma reunião ia aprovar mais dois cursos: Antropologia e Segurança Pública, esse o mais polêmico de todos. O piquete foi feito e teve sucesso em mobilizar a comunidade do ICHF sobre o que estava acontecendo. O debate foi intenso, assim como as críticas, que devem ser ainda mais fortes nesse novo piquete de amanhã. O fato é que desde o último piquete foram feitas várias Assembléias Comunitárias e reuniões de Colegiado, mas a luta continua cada vez mais intensa, principalmente por conta  da atuação de um grupo a quem denominamos ao longo do processo de Burocracia Estudantil. Segue abaixo um texto onde eu procuro dar uma breve definição do que seria essa Burocracia Estudantil e de como tem agido dentro do Movimento Estudantil como fator de freamento das lutas políticas mais contestadoras da ordem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entendo como Burocracia Estudantil toda e qualquer organização política que paute sua ação visando, fundamentalmente, a busca, reprodução ou manutenção de sua Organização a frente do Movimento Estudantil ( ME ) por meio da representatividade. A partir dessa concepção, reproduzem, sempre que conseguem se colocar a frente dos Diretórios, Centros Acadêmicos e/ou DCE’s, os mesmos paradigmas de atuação do que eu chamo de espaços institucionais burgueses. &lt;br /&gt;Uma burocracia estudantil só se forma por meio da ocupação de cargos nos espaços institucionais dos locais onde atua. Seu tipo de militância não deixa espaço para qualquer luta política que não se paute na sua atuação junto aos espaços institucionais burgueses, o que no caso das universidades, não poderia ser melhor representado do que o seu Conselho Universitário ( CUV ). Por depender de espaços como este para manter a sua hegemonia no ME, a burocracia estudantil não pode deslegitimá-lo em prol da construção de espaços verdadeiramente democráticos. Com isso, essa mesma burocracia estudantil acaba opondo-se assim, a qualquer forma de luta política que vise se contrapor ao modelo de universidade atualmente existente.&lt;br /&gt;A Burocracia Estudantil se apresenta de forma constante no ME (se organizam nacionalmente, estão no movimento secundarista, mantém relações, principalmente de ordem financeira, com sindicatos e parlamentares). Quando o movimento real não está forte, eles mantém com facilidade a hegemonia. No entanto, existem momentos em que o movimento cresce, e começa a se radicalizar. Em momentos como esse é que se costumam surgir propostas de contestação aos paradigmas da democracia liberal burguesa, eleições, representatividade, modelos hierárquicos de tomada de decisões, ou a preponderância do que eu chamo de direitos individuais absolutos sobre qualquer forma de ação política coletiva e radicalizada. Em situações como essa, a burocracia estudantil, até mesmo por conta dos seus paradigmas de funcionamento, acaba cumprindo o papel de frear o movimento. &lt;br /&gt;É justamente a concepção desses grupos de movimento político que os levam a reconhecerem a necessidade de atuar nos espaços institucionais burgueses. Essa mesma concepção que os leva a transformar o que poderia ser um espaço classista, como DAs e DCEs, em cópias desses espaços institucionais, no que podemos chamar de parlamentarismo estudantil. É a mesma concepção que leva os representantes dessa mesma burocracia estudantil a se colocar contra qualquer movimentação política que busque horizontalizar os espaços de disputa, o que diminuiria seriamente a sua influência.&lt;br /&gt;“A crise do movimento é a crise da direção”. A partir desse axioma trotkista temos a justificativa que fundamenta as ações dessa burocracia estudantil, e estamos falando daquela que se reivindica de esquerda, socialista, com projeto revolucionário de sociedade. A partir dessa argumentação, o movimento estudantil só atingiria os seus objetivos sendo dirigido por essa burocracia estudantil. &lt;br /&gt;Espaços institucionais burgueses são táticos no discurso, mas tornam-se estratégicos na prática política cotidiana, diante da dependência que se estabelece entre a burocracia estudantil e esses mesmos espaços. Não existe burocracia estudantil sem espaço burocrático a ser defendido e legitimado pela mesma. A ausência de um movimento efetivo de luta política, sem um projeto que se contraponha a ordem liberal, burguesa e capitalista, só garante a hegemonia do espaço burocrático. O modelo representativo torna-se assim, a garantia do espaço burocrático a uma burocracia estudantil que não poderia sobreviver de outra forma.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2856948675440007008-4708624299903274688?l=marcusfluder.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcusfluder.blogspot.com/feeds/4708624299903274688/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2856948675440007008&amp;postID=4708624299903274688' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2856948675440007008/posts/default/4708624299903274688'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2856948675440007008/posts/default/4708624299903274688'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcusfluder.blogspot.com/2008/10/amanh-dia-de-piquete.html' title='Amanhã é dia de piquete'/><author><name>Marcos F. Luder</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06016822686787109675</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2856948675440007008.post-7600053002629615127</id><published>2008-10-06T13:07:00.000-07:00</published><updated>2008-10-06T13:25:48.814-07:00</updated><title type='text'>Ainda a carta do funcionários</title><content type='html'>Quem ler o conteúdo da carta atribuída aos funcionários do ICHF pode ver a tentativa de criminalizar aqueles que tem pautado uma política de claro enfrentamento diante da conjuntura que se afigura atualmente na UFF. Trata-se de uma conjuntura onde todas as decisões são tomadas de cima para baixo, sem qualquer consideração pelos interesses e opiniões da comunidade da UFF em geral. Em alguns trechos são ditas mentiras como a afirmação de que professores e técnicos foram impedidos de participar da mesa. Para rebater essa mentira nós do acampamento, que temos tido o cuidado de registrar ao máximo as atividades política de que participamos preparamos um pequeno vídeo menos de 3 minutos e o postamos no YOUTUBE, como forma de desmentir essa afirmação, o link está abaixo.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://br.youtube.com/watch?v=ap0e6cz1m-M&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O conteúdo da carta mostra claramente que a postura de muitas pessoas é seguir a linha imposta pela REItoria da universidade, ou seja, a linha do "cada um por si", na hora de se discutir o plano de expansão. Cada instituto está sendo levado a entrar numa briga de foice por recursos que não vão ser suficientes para as necessidades de todos, isso em vez de lutarem juntos por um plano de expansão onde se busquem mais recursos, pois é óbvio que essa política do "cada um por si" só favorece aos planos da REItoria e do governo federal em impor um plano de expansão aos moldes do REUNI. &lt;br /&gt;Está mais do que claro a tentativa de criminalização dos que querem que esse debate não fique restrito ao ICHF, pois isso seria o caminho certo para a derrota de qualquer pretensão de um plano de expansão que não ficasse a reboque dos ditames do mercado. Entretanto, o que está mais claro ainda nos objetivos da carta, que foi assinada por 24 dos 34 funcionários do instituto, é a tentativa de abafar qualquer discussão a respeito do caráter hierarquizado e aristocrático como a universidade é conduzida. Os diversos atos políticos ocorridos, o piquete, as assembléias comunitárias e as participações no Colegiado tem evidenciado a postura arrogante e aristocrática de professores, muitos deles que adoram alardear discursos "libertários", se declarando anarquistas, marxistas ou socialistas libertários, mas tendo uma postura e um discurso que vai contra essas posições ideológicas. Isso fica claro no pequeno vídeo que está no YOUTUBE. &lt;br /&gt;Nós do Acampamento Maria Júlia Braga: O Quilombo do Século XXI temos gravado o máximo de imagens dessas atividades políticas como forma de mostrar essas contradições e os interesses de classe que ficam evidentes por elas. O trabalho que estamos fazendo e que pretendemos publicizar em breve através de um novo documentário ao estilo do "REItor Ladrão: cadê nossos pertences", vai de encontro a necessidade de deixar registrado uma memória importante do movimento estudantil e de como os processos se dão ao longo da luta política. Essa é uma contribuição que pretendemos deixar para as gerações futuras.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2856948675440007008-7600053002629615127?l=marcusfluder.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcusfluder.blogspot.com/feeds/7600053002629615127/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2856948675440007008&amp;postID=7600053002629615127' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2856948675440007008/posts/default/7600053002629615127'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2856948675440007008/posts/default/7600053002629615127'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcusfluder.blogspot.com/2008/10/ainda-carta-do-funcionrios.html' title='Ainda a carta do funcionários'/><author><name>Marcos F. Luder</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06016822686787109675</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2856948675440007008.post-6073336557046156129</id><published>2008-10-03T08:47:00.000-07:00</published><updated>2008-10-03T08:58:14.101-07:00</updated><title type='text'>Conflito de interesses e de classe</title><content type='html'>Toda a discussão política que está sendo feita nas diversas atividade do ICHF tem sido importantes para fazer com que as pessoas tenham que assumir posições e saiam da cômoda situação de nada precisarem dizer. A falta de movimentação política ajudava nesse sentido, não é por acaso que tantos falaram mal do piquete, porque este obrigou muita gente que preferia ficar na sua, sem se posicionar, a tomar um posição. O caso dos Tecnicos-Admnistrativos aqui do ICHF dá uma boa medida disso. Um deles, chamado Wellington, que trabalha no laboratório de informática vem se destacando pela maneira sórdida de se posicionar. Primeiro levantando falsos acontecimentos nas Assembléias Comunitárias como o fato de que professores e funcionários não terem sido convidados para compor a mesa. Temos um vídeo onde isso é mostrado de forma clara. Outra mentira é a afirmação de sua participação foi impedida na Assembléia, no mesmo vídeo ele aparece fazendo um fala sem sofrer qualquer tipo de restrição e declarando o seu voto. Sua última intervenção, foi escrever uma carta e convencer a maioria dos funcionários do instituto a assinar, onde expõem uma posição em que procura deslegitimar as Assembléias Comunitárias que foram feitas. Esse tipo de situação é desagradável por um lado, mas também tem o seu ponto positivo, pois mostra que toda a movimentação que ocorreu está atingindo o seu objetivo de provocar o debate e chamar à discussão sobre os problemas e concepções de universidade que as pessoas têm. O conteúdo da carta segue abaixo, numa outra postagem eu pretendo comentá-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CARTA MANIFESTO&lt;br /&gt;DOS TRABALHADORES TÉCNICOS-ADMINISTRATIVOS DO ICHF À COMUNIDADE DO ICHF.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nós técnicos-administrativos do ICHF queremos nos manifestar ao conjunto de professores e alunos do ICHF com relação a diversos temas que estão em pauta, tanto nas áreas de circulação, quanto nas reuniões de categorias e de Colegiado. Como princípios embasadores,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;·         acreditamos que nada é estático e as transformações ocorrem em função de uma luta legítima por mudanças, desde que pautadas pelos princípios democráticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;·         afirmamos a legitimidade do nosso Colegiado e das eleições que escolheram os seus membros e não referendamos os atos que desrespeitam esta instância de decisão, muito menos aos seus membros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queremos afirmar que muitos de nós participamos nas lutas sociais em Representações Estudantis (Grêmios, DAs, CAs, etc.) e de Categoria (Associações e Sindicatos). Nossa luta marcou história nas diversas transformações que influenciaram diretamente o modo de vida de nossa universidade e da sociedade como um todo e nos orgulhamos do fato de que o ICHF sempre esteve à frente, em relação à UFF, nessas questões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por entendermos que as categorias e os interesses são diversos, sempre olhamos com respeito as lutas, tanto dos docentes quanto dos discentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por diversas vezes, tivemos interesses em comum, e isso fez com que estivéssemos lado a lado nas passeatas e manifestações, construindo assembléias conjuntas, defendendo a mesma bandeira. E isso nos tornou mais amadurecidos com relação à possibilidade de alinhamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda hoje, há interesses convergentes - como o é a ampliação da participação dos discentes e técnicos nos fóruns decisórios da UFF.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queremos esclarecer que nós não nos posicionamos contra o debate, ao contrário, queremos e incentivamos que o espaço de interlocução e negociação entre as categorias seja ampliado. Contudo, do ponto de vista dos técnicos-administrativos, um entrave que se apresenta é o seguinte: uma minoria, de segmentos mais radicais dos movimentos sociais discente, alguns alheios ao ICHF, está querendo impor à comunidade do ICHF suas posições. Em alguns momentos utilizando mecanismos autoritários, às avessas dos seus ideais propagados, que constrangeram todas as categorias, desrespeitaram direitos e quiseram colocar abaixo espaços conquistados com muito esforço por todos nós. Exemplificamos isso com as chamadas Assembléias Comunitárias do ICHF, utilizadas para legitimar seus interesses, porquanto em nenhum momento trouxe a verdadeira participação das categorias: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;·         o público definido para as assembléias era a comunidade do ICHF e isso não foi respeitado;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;·         na configuração das mesas diretoras não  houve representação docente, nem técnico-administrativa;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;·         o objeto inicial da reunião, avaliar e apresentar propostas ao Colegiado, relativas ao plano de expansão do Instituto foi modificado, em nome da revogação do projeto;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Respeitamos a proposta de reuniões com participação ampliada, representando todos os locais da Universidade, mas defendemos que o ICHF tenha as suas questões discutidas e avaliadas primeiramente em âmbito do instituto e, só então, com o amadurecimento da questão, sejam realizados debates ampliados com outros locais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em relação à proposta de um seminário para avaliação do projeto de expansão do ICHF, que foi aprovada pelo Colegiado, estaremos definindo uma data para nos reunirmos e avaliarmos a nossa forma de participação, desde que respeitados os princípios que esta nossa Carta Manifesto apresenta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saudações Universitárias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Niterói, 29 de setembro de 2008.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2856948675440007008-6073336557046156129?l=marcusfluder.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcusfluder.blogspot.com/feeds/6073336557046156129/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2856948675440007008&amp;postID=6073336557046156129' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2856948675440007008/posts/default/6073336557046156129'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2856948675440007008/posts/default/6073336557046156129'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcusfluder.blogspot.com/2008/10/conflito-de-interesses-e-de-classe.html' title='Conflito de interesses e de classe'/><author><name>Marcos F. Luder</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06016822686787109675</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2856948675440007008.post-3196202958316252018</id><published>2008-10-03T08:13:00.000-07:00</published><updated>2008-10-03T08:36:47.442-07:00</updated><title type='text'>Nova semana de lutas</title><content type='html'>Estas últimas semanas aqui na UFF tem sido muito agitadas por conta dos processos de discussão que têm ocorrido aqui no ICHF ( Instituto de Ciências Hunamas e Filosofia ). foram uma Assembléia do ICHF, um piquete, três Assembléias Comunitárias e duas participações ativas em reuniões de Colegiado. Tudo dentro de um objetivo que para aqueles que viam nessas movimentações muito mais do que discutir planos de expansão ou obter migalhas do tipo um aumento de vagas estudantis no Colegiado, a oportunidade de se discutir o tipo de unversidade que temos e o que queremos ter daqui para frente. Essas discussões permitem que se mostre a ampla diversidade de posições, objetivos e opiniões que compõem a comunidade estudantil. Normalmente os estudantes são tratados como uma massa homegênea, mas nós do Acampamento Maria Júlia Braga: O Quilombo do Século XXI temos a convicção de que isso não passa de bobagem, frequentemente utilizada pelas burocracias estudantis para não fazer um debate politizado sobre que tipo de universidade e sociedade os estudantes em seu conjunto desejam. A idéia de ter que confrontar os interesses de classe que movem muitas opiniões e atitudes dos estudantes apavora essa burocracia que não consegue viver fora dos espaços institucionais, que vive a legitimar o sistema que afirma combater ao participar das eleições burguesas sem se dispor a fazer com o eleitor um debate sério sobre a validade de tudo isso e os enganos e manipulações a que estão sujeitos. Não dá sequer para analisar essa participação dentro dos parâmetros leninistas que muitos membros dessa Esquerda Tradicional reinvindicam ao serem contestados. O que se vê é o discurso de que é necessário disputar esses Espaços Institucionais Burgueses, os parlamentos na sociedade, Colegiado do ICHF ou ou CUV ( Conselho Universitário ), no caso das unviersidades. O fato é que essa burocracia estudantil e os equivalentes dos partidos da Esquerda Tradicional acabam legitimando essa sociedade burguesa, liberal e capitalista que aí está, com essa Demcracia Liberal que dizem combater, mas que só fortalecem com suas atitudes. Quando se fala em disputar os Espaços Institucionais Burgueses, tanto na universidade quanto na sociedade, se está distorcendo o parâmetro leninista que admite a participação, não para participar, mas para denunciar esses espaços. Na verdade o que esses partidos e seus representantes na burocracia estudantil fazem mesmo é o que o professor da Universidade Estadual de Goiás, Nildo Viana, afirma em seu livro "O que são partidos políticos", trata-se de "um processo de simulação dissimulação", ou seja, simula-se um discurso para dissimular para as pessoas um objetivo. O grande problema é que a simulação e a dissimulação tende a gerar uma identificação com o processo de tal forma que com o tempo acaba ganhando ares de "verdade" e o objetivo original se perde na simples busca de manter os espaços mínimos concedidos pelo sistema liberal-burguês. Com o tempo o que se vê é o que está acontecendo agora com o PT, um partido que não tem mais projeto de sociedade, e sim um projeto de poder, em nome do qual todas as convicções são sacrificadas. Nao é nada fácil lutar contra isso, denunciar isso já é extremamente difícil. Aqui na UFF, nós do acampamento somos tachados de sectários, "esquerdistas", de fazer "picuinhas", quando procuramos evidenciar essa contradição. Infelizmente é um fato que está colocado e o nosso objetivo é nos qualificarmos para continuar essa luta.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2856948675440007008-3196202958316252018?l=marcusfluder.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcusfluder.blogspot.com/feeds/3196202958316252018/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2856948675440007008&amp;postID=3196202958316252018' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2856948675440007008/posts/default/3196202958316252018'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2856948675440007008/posts/default/3196202958316252018'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcusfluder.blogspot.com/2008/10/nova-semana-de-lutas.html' title='Nova semana de lutas'/><author><name>Marcos F. Luder</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06016822686787109675</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2856948675440007008.post-8014552568959614950</id><published>2008-10-02T14:17:00.000-07:00</published><updated>2008-10-02T14:28:20.925-07:00</updated><title type='text'>Rescaldos da Assembléia Comunitária</title><content type='html'>Na terça-feira tivemos mais uma Assembléia Comunitária aqui no ICHF ( Instituto de Ciências Humanas e Filosofia ). Foi uma Assembléia que a meu ver começou mal ao se render a lógica do taticismos, aprovando a participação no seminário que o Colegiado aprovou para tentar diminuir a tensão entre os estudantes que exigem um espaço mais abrangente de tomada de decisões dentro do instituto. Ao final a Assembléia aprovou um novo piquete na quarta-feira que vem, dia seguinte ao término do seminário. É claro que para muitos o piquete será apenas uma forma de pressionar o Colegiado que ocorrerá naquele mesmo dia a aprovar as decisões que esperam conseguir aprovar no seminário. Da nossa parte, eu falo enquanto membro de um coletivo político que tem lutado para construir a Assembléia Comunitária como forma de contestar esse modelo de universidade que nós temos, a luta vai se dar de forma bem diferente. O nosso objetivo com o piquete é promover um debate sobre o tipo de universidade as pessoas querem, e caso queram uma universidade que se disponham a dar a todos os membros de sua comunidade a oportunidade de decidir o seus objetivos, se estão dispostas a lutar para que este tipo de universidade se torne uma realidade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2856948675440007008-8014552568959614950?l=marcusfluder.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcusfluder.blogspot.com/feeds/8014552568959614950/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2856948675440007008&amp;postID=8014552568959614950' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2856948675440007008/posts/default/8014552568959614950'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2856948675440007008/posts/default/8014552568959614950'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcusfluder.blogspot.com/2008/10/rescaldos-da-assemblia-comunitria.html' title='Rescaldos da Assembléia Comunitária'/><author><name>Marcos F. Luder</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06016822686787109675</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2856948675440007008.post-2088318931511641522</id><published>2008-09-30T10:16:00.000-07:00</published><updated>2008-09-30T10:26:23.833-07:00</updated><title type='text'>Assembléia Comunitária hoje na UFF</title><content type='html'>Hoje teremos mais uma Assembléia Comunitária no ICHF ( Instituto de Ciências Humanas e Filosofia ). Eu e mais duas pessoas fizemos passagens em sala de manhã para chamar estudantes e professores para essa assembléia que deve tomar uma posição em relação ao seminário que o Colegiado aprovou para os dias 6 e 7 de outubro. Será o momento de mais uma vez colocar as diferentes posições sobre qual o objetivo final das pessoas que se fazem presentes nessas assembléias. Eu não tenho dúvidas que muitos querem acabar com o movimento que se iniciou com a decisão da Assembléia dos Estudantes do ICHF de fazer um piquete contra a decisão do Colegiado do instituto em decidir às portas fechadas o futuro de mais de 2000 estudantes, sem que estes fossem ouvidos. Será uma luta muito dura e que vai continuar após uma outra reunião que teve ontem à noite e que decidiu uma data para a Assembléia Comunitária do Gragoatá. Enfim, essa luta se dá, principalmente, no campo da consciência, colocar em debate que tipo de universidade e de sociedade as pessoas querem e se estão dispostas a lutar por isso. Disputar consciências, politizar o debate sobre o tipo de universidade e sociedade que se quer  construir é o principal objetivo dos que não vão se limitar a pretensas "vitórias" no campo institucional e burocrático. Esse é o nosso objetivo nessa assembléia e é para isso que estaremos lá.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2856948675440007008-2088318931511641522?l=marcusfluder.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcusfluder.blogspot.com/feeds/2088318931511641522/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2856948675440007008&amp;postID=2088318931511641522' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2856948675440007008/posts/default/2088318931511641522'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2856948675440007008/posts/default/2088318931511641522'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcusfluder.blogspot.com/2008/09/assemblia-comunitria-hoje-na-uff.html' title='Assembléia Comunitária hoje na UFF'/><author><name>Marcos F. Luder</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06016822686787109675</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2856948675440007008.post-6438465632342567550</id><published>2008-09-30T10:12:00.000-07:00</published><updated>2008-09-30T10:16:25.660-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='UERJ'/><title type='text'>Texto antigo</title><content type='html'>Esse é um texto escrito no final do ano passado por Rafael Viana, um militante da FARJ ( Federação Anarquista do Rio de Janeiro ). O texto foi escrito por conta da indignação do Rafael pela maneira como a Rede Globo tratou a questão das ocupações de reitorias e o Movimento dos Sem-Teto na novela Duas Caras, em exibição na época. Estou reproduzindo esse texto aqui com muito atraso, mas a ocasião não deixa de ser oportuna por conta de todos os acontecimentos que vem ocorrendo aqui na UFF, na UERJ e na UNIFESP, bem como em outras universidades pelo país. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O MOVIMENTO ESTUDANTIL E O&lt;br /&gt;MOVIMENTO SEM-TETO&lt;br /&gt;SEGUNDO A REDE GLOBO, AMÉM!&lt;br /&gt;Por Rafael Viana&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Ninguém em sã consciência ou com o mínimo espírito crítico guarda alguma dúvida acerca da manipulação grosseira realizada pela Rede Globo utilizando seus meios de comunicação. Muito menos de sua relação excusa com as elites privadas e os grandes interesses do capital financeiro. Ninguém tem mais dúvida sobre seu papel infame na ditadura militar, seu ataque sistemático aos movimento sociais, sua função ideologizadora e mantenedora da ordem burguesa na sociedade brasileira, que legitima a exploração, a miséria, a desigualdade social oriunda da sociedade de classes; contudo no dia 07 de novembro a Rede Globo deu um passo a mais em todo este processo infame, mostrando-se sempre atenta com os acontecimentos sociais e desejosa por fazer valer sua versão dos fatos, a Rede Globo resolve atacar o movimento sem-teto e o movimento estudantil por meio de seus infelizes meios de distribuição de mentiras: as novelas. &lt;br /&gt; Quem teve o azar de acompanhar os dois últimos capítulos da novela das oito(no meu caso um eventual esbarrão que me aguçou a tentar entender melhor a  finalidade ideológica daquela mixórdia fictícia) intitulada "Duas Caras", pôde ver a opinião ideológica da Rede Globo aflorar de maneira mais nítida. Além de ter como cerne principal uma comunidade, cuja origem era uma ocupação, onde seu líder é interpretado por Antônio Fagundes, um caudilho autoritário, uma espécie de miliciano que impõe a lei e a ordem na favela a partir de uma associação de moradores submetida aos seus desmandos autoritários. A novela ainda tem a cara de pau de confeccionar um retrato dessas comunidades a partir de sua ótica pervertida, burguesa, elitizada, fomentadora de estereótipos baratos.&lt;br /&gt; Podemos ver claramente a dicotomia artificializada pela vênus platinada, enquanto os trabalhadores da comunidade fictícia apenas estão envolvidos com pequenas e irrelevantes discussões de senso comum&lt;br /&gt;e não muito ocupados com ofícios laboriosos, os ricos e poderosos estão envolvidos com negócios, dedicando-se exclusivamente ao árduo trabalho diário de gerirem empresas e administrarem negócios. É o mito do rico "trabalhador" e do pobre que é pobre pois não se esforçou suficientemente para sair desta condição.&lt;br /&gt; Mais a cena mais polêmica, é a que estudantes de uma universidade particular, cuja reitora e dona é interpretada pela atriz Suzana Vieira, resolvem realizar um protesto em frente a universidade. Diante do protesto, a personagem "Branca" interpretada por Suzana Vieira pergunta a um dos estudantes quem é o líder do protesto, da baderna. Este relata que é o coletivo, a qual a personagem irônicamente responde que na verdade "Alguma liderança por trás que decide tudo por esse coletivo, sei muito bem como é...". É claro, jamais a globo entenderá nenhum mecanismo de decisões coletivas, afinal a globo e seus asseclas só conseguem pensar hierárquicamente. &lt;br /&gt; Interessante comentar o personagem do chamado "líder estudantil", um ator negro, que se caracteriza por usar roupas despojadas, camisa vermelha e ao contrário da placidez racional da personagem interpretada por Suzana Vieira, a "Branca"(branca, anglo-saxã, rica) transparece impulsividade e emoções a flor da pele. É inconsequente e agressivo. Requer lembrar também que a personagem "Branca" é uma das personagens centrais da trama. Os núcleos ricos nas novelas globais sempre existiram, a idéia é fazer com que nos identifiquemos com o discurso burguês desses personagens, mocinhos e vilões. &lt;br /&gt; Uma das partes mais interessantes é quando os estudantes resolvem ocupar a universidade. Estes invadem a universidade, quebram vidros, rasgam livros(???), causando a maior destruição possível. É claro que a Rede Globo, apesar de não ter noticiado uma única notícia relevante sobre as ocupações das reitorias pelos estudantes contra o maldito projeto do Governo, o temível REUNI que privatiza as universidades públicas em detrimento da iniciativa privada, resolve agora se posicionar em relação às ocupações das reitorias. Posicionar-se não, pois quem o faz, faz publicamente e com transparência. No caso da Rede Globo, o objetivo é criar uma falsa representação da realidade, dizendo que as ocupações das reitorias na verdade são atos de vandalismo, de baderna, que os estudantes são bárbaros sem objetivos que destróem o patrimônio das universidades. &lt;br /&gt; Imagine um trabalhador ou trabalhadora que resolva assistir este capítulo, depara-se além de estudantes saídos de algum filme de ficção científica de mau gosto, com a imagem deturpada da Globo sobre os movimentos de ocupação Urbana e os movimentos social em geral. Enquanto isto, a dona da faculdade, pede à um de seus advogados que chame a polícia, este responde que esta é uma atitude que poderá ser vista como antidemocrática, de resquícios da época da ditadura a qual a personagem responde: "Esses movimentos se aproveitam das liberdades da democracia para serem anti-democráticos." &lt;br /&gt; Olhando assim há até quem acredite que a Globo é o último bastião de defesa da democracia. Entidade que cresceu sob as asas da ditadura, manipulava e censurava notícias antes mesmo da atuação dos órgãos de censura da época, cumprindo muito bem seu papel de classe, exemplarmente, a ponto de no Editorial do Jornal "O Globo" de 7 de outubro de 1984, Roberto Marinho elogiar o golpe militar de 64 e se posicionar contra a campanha pelas eleições diretas para a Presidência da República&lt;br /&gt; Quanto a presença do fictício MSC ( Movimento dos Sem-Casa ), na ocupação da reitoria a personagem de Suzana Vieira solta a seguinte pérola: "Eles deveriam estar trabalhando" diz Branca. É a opinião da Rede Globo sobre o movimento social. O trabalhador bom para a Rede Globo, é o que trabalha de segunda a sexta, e jamais reivindica seus direitos, quando o faz, deve fazer sempre dentro das estruturas do Estado Burguês. Quanto ao fictício MSC, que nada mais é do que a representação esdrúxula do movimento sem-teto e de ocupações urbanas na novela, a personagem emite a seguinte opinião: "Eles não são estudantes, não pagam nossa universidade, não fizeram vestibular, o que estão fazendo aqui?".&lt;br /&gt; A solidariedade entre os diferentes participantes do movimento social não deve existir segundo a Rede Globo, cuja visão individualista burguesa do "cada um correndo atrás do seu" prevalece como agente&lt;br /&gt;principal em seu discurso. Trabalhadores e estudantes não podem estar juntos numa mesma luta, jamais!&lt;br /&gt;Há inúmera pérolas a serem mencionadas, das quais podemos traduzir ideológicamente de maneira clara:&lt;br /&gt;"Vamos deixar o MSC na frente que eles tem mais experiência, diz o personagem do militante estudantil referindo=se a resistência frente a polícia". Tradução: Militantes sem-teto tem experiência em enfrentamentos com a polícia e são violentos. "Não são eles mesmo que dizem que os fins justificam os meios?", diz Branca, então que a polícia faça alguma coisa!" Tradução: Reprimir estudantes e trabalhadores de forma violenta se justifica pelo objetivo final que é o de conseguir a paz diante da invasão de propriedade privada.&lt;br /&gt; Depois de diversas pérolas, há ainda, além da tentativa de deturpar o presente, fazer o mesmo com o passado. Uma coadjuvante, em meio ao enfrentamento dos estudantes, solta a seguinte pérola final: "Até&lt;br /&gt;parece 1968”, diz outra personagem, referindo-se ao movimento anti-autoritário e revolucionário dos estudantes e trabalhadores franceses no Maio de 1968 na França, que questionou duramente a democracia burguesa, o capitalismo e outros valores e instituições conservadoras à época.&lt;br /&gt; Poderia-se dizer muito mais acerca dessa obra de ficção, que deseja não apenas entreter, mas exercitar o domínio ideológico, estabelecer e dar a última visão acerca da realidade. Cunhar valores, embutir&lt;br /&gt;regras, naturalizar o que não pode ser naturalizado: desigualdades sociais, relações de classes, luxo, miséria, conformismo, etc. Reparem nos personagens da Globo, a riqueza é sempre vista como um incômodo, se não me engano é da mesma novela a afirmação de uma personagem vivida por Marília Gabriela, de que a riqueza pode trazer a desgraça. O pobre perfeito da Rede Globo é o pobre da novela, o que trabalha e vive feliz, está sempre bem humorado, enquanto a riqueza dos chamados núcleos de ricos das novelas da globo estão sempre envolvidos em tramóias, chantagens, conspirações, onde tudo acaba em assassinato ou loucura. O empregado dos ricos e milionários das novelas globais, é sempre feliz, submisso ao patrão e fiel à ideologia burguesa. A novela de opostos que a Rede Globo permite mostrar, nada mais é do que a visão elitista e burguesa de seu autor, alinhado com o discurso oficial da platinada, sobre assuntos como movimento estudantil, ocupações urbanas, comunidades, questões de gênero.  Nenhum discurso é neutro, todo discurso está situado históricamente e ideológicamente. A Rede Globo nada mais faz do que propagar e reforçar estereótipos baratos, cunhar mentiras, propagar inverdades! Mas NÓS sabemos! NÓS, estudantes, trabalhadores, trabalhadoras, sem-teto, unidos no horizonte da mesma luta, que o MOVIMENTO SOCIAL não é ESTE movimento social que a Rede Globo quer representar!!! NÓS sabemos que um dia este mar de mentiras que inunda o coração de nossos irmãos, este veneno escorrido pela mais escroque representante do capital assassino irá sucumbir diante da JUSTIÇA da classe trabalhadora!!! E neste dia não haverão nem novelas, nem atores medíocres para proteger a Rede Globo!!! Parafraseando o anarquista peruano Manuel González Prada nós não somos a inundação da barbárie como quer descrever a Rede Globo, nós  somos o dilúvio da justiça!!! E SEREMOS!!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rafael não assiste novelas, mas ocasionalmente esbarra com representações ideológicas que não podem ser esquecidas e merecem ficarem registradas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2856948675440007008-6438465632342567550?l=marcusfluder.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcusfluder.blogspot.com/feeds/6438465632342567550/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2856948675440007008&amp;postID=6438465632342567550' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2856948675440007008/posts/default/6438465632342567550'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2856948675440007008/posts/default/6438465632342567550'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcusfluder.blogspot.com/2008/09/texto-antigo.html' title='Texto antigo'/><author><name>Marcos F. Luder</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06016822686787109675</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2856948675440007008.post-3031488787666411741</id><published>2008-09-29T08:50:00.000-07:00</published><updated>2008-09-29T09:04:33.267-07:00</updated><title type='text'>Uma nova semana de lutas</title><content type='html'>Hoje de manhã participei de um passagem em sala e de uma panfletagem no ICHF ( Instituto de Ciências Humanas e Filosofia ). Trata-se de mais um passo na luta pela construção da Assembléia Comunitária aqui na UFF. Depois dos acontecimentos no Colegiado do instituto na última sexta-feira tivemos que convocar mais essa assembléia para manter viva a luta contra esse modelo de universidade verticalizado e hierarquico que muitos insistem em manter. A maneira como se deu o último colegiado, não só em relação a atuação dos professores, mas também a partir das posturas de muitos estudantes já mostra que essa luta tem dimensões muito diferenciadas. A luta pela construção da Assembléia Comunitária mostra que para muitas pessoas trata-se de uma questão pontual do ICHF e não deve ser espraiada. Eu faço parte de um movimento político, o Acampamento Maria Júlia Braga: O Quilombo do Século XXI, que defende a Assembléia Comunitária como parte de um processo de contestação do modelo de universidade que temos e que desemboca no próprio modelo de sociedade existente. Existem outros que não fazem parte do acampamento, como os integrantes da ADE ( Ação Direta Estudantil ), bem como pessoas que não fazem parte de nenhum grupo ou movimento político específico, mas que tem referenciais políticos e ideológicos semelhantes, e que comungam dessa mesma idéia. No entanto, existem grupos e pessoas que tem a idéia dessa assembléia como parte de um processo de negociação com os poderes institucionais do instituto, uma ação tática em que concessões seriam feitas em troca do que seria chamado de "avanços". Esses avanços seriam inicialmente barrar o curso de Segurança Pública, mas agora, pelo que se lê na lista de e-mails do curso de História, já há quem diga "estar refletindo melhor" sobre a sua posição contrária. Já se fala em disputar o curso de Segurança Pública, na possibilidade de uma "polícia mais humana". Na verdade, é a boa e velha pelegagem de volta, tudo isso em nome de um taticismo que virou a religião desses grupos políticos que chamo de Burocracia Estudantil. A assembléia de amanhã terá que pôr essas questões em pratos limpos para que ninguém fique escondendo as suas ações por trás de discursos pretensamente de esquerda e práticas absurdamente pelêgas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2856948675440007008-3031488787666411741?l=marcusfluder.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcusfluder.blogspot.com/feeds/3031488787666411741/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2856948675440007008&amp;postID=3031488787666411741' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2856948675440007008/posts/default/3031488787666411741'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2856948675440007008/posts/default/3031488787666411741'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcusfluder.blogspot.com/2008/09/uma-nova-semana-de-lutas.html' title='Uma nova semana de lutas'/><author><name>Marcos F. Luder</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06016822686787109675</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2856948675440007008.post-3595545615777718819</id><published>2008-09-26T08:52:00.000-07:00</published><updated>2008-09-26T08:59:08.164-07:00</updated><title type='text'>A luta na UFF continua</title><content type='html'>Daqui a pouco vai haver uma nova reunião do colegiado do ICHF ( Instituto de Ciências Humanas e Filosofia ), mais uma vez vamos observar como se processam as relações de poder em nossa sociedade. O Colegiado do nosso instituto é um micro-cosmo de como essas relações se processam e os filmes que fizemos mostram bem isso. Essa luta que está sendo travada pelos estudantes, e que tem diversos graus de entendimento, serve para mostrar como as relações de poder hierarquizadas e verticalizadas se dão e como acabam condicionando até mesmo aquele que, no plano das idéias, defendem teses que vão contra essas mesmas relações, mas que na hora H acabam legitimando. Essa é uma luta contra toda uma estrutura de poder que existe na universidade e reflete o que já existe na sociedade, mas não é uma luta que está restrita à UFF. Esse manifesto que vou postar logo abaixo mostra isso. Na minha próxima postagem eu vou relatar o que aconteceu na reunião do Colegiado que vai acontecer daqui a pouco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MOÇÃO DE APOIO AS UNIVERSIDADES MOBILIZADAS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por Acampados na Vila Fora Consu 19/09/2008 às 00:38&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso não é apenas uma moção de apoio, mas um chamado à luta unificada pela total reestruturação do poder na universidade.&lt;br /&gt;Os estudantes da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) estão acampados na frente da reitoria, reivindicando principalmente a participação efetiva dos estudantes nos órgão de deliberação da universidade, com o intuito de transformar esta, que está falida e não produz mais conhecimento útil para o desenvolvimento da humanidade, atendendo apenas a uma lógica de mercado que só visa obter lucro para a classe burguesa. Isso fica muito claro se observarmos a quantidade de capital privado que é ?injetado? nas pesquisas das universidades, como se fossem investimentos em bolsas de valores. Enquanto isso, as salas de aulas das estão caindo aos pedaços, há falta de professores e não existe assistência estudantil de verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso apoiamos a luta dos companheiros da UERJ, UFSJ, Uncisal, Unir, UFF, UENF, por entendermos que é preciso construir a unidade na luta do movimento estudantil para reivindicarmos a proporcionalidade nos órgão de deliberação da universidade, pois somente os estudantes, que são os menos atrelados à burocracia universitária, ao lado dos trabalhadores em defesa do poder popular, podem enfim mudar os rumos da universidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A proporcionalidade (governo tripartite) é o autogoverno proporcional aos três setores que compõe a universidade: professores funcionários e estudantes. Esta proposta garante representação real da base que compõe a comunidade acadêmica. Diferentemente da paridade, que não passa de uma farsa mascarada de democracia. A paridade mantém a eleição e a lista tríplice, além disso, o voto de estudantes e funcionários continua valendo menos do que o dos docentes. Isso porque o calculo é feito em cima do total de integrantes de cada segmento, portanto na universidade, onde a maioria é de estudantes, a porcentagem que lhe é referida é dividida em muito mais membros, fragmentando o peso do voto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chamamos a todos a levar a discussão da estrutura de poder na universidade, atualmente imposta pelo governo e que é o principal gerador dos problemas apresentados, como a falta de assistência estudantil, professores, infra-estrutura e o autoritarismo dos docentes, entre outras coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acampados Vila fora CONSU, Unifesp ? São Paulo, 15 de setembro de 2008.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2856948675440007008-3595545615777718819?l=marcusfluder.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcusfluder.blogspot.com/feeds/3595545615777718819/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2856948675440007008&amp;postID=3595545615777718819' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2856948675440007008/posts/default/3595545615777718819'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2856948675440007008/posts/default/3595545615777718819'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcusfluder.blogspot.com/2008/09/luta-na-uff-continua.html' title='A luta na UFF continua'/><author><name>Marcos F. Luder</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06016822686787109675</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2856948675440007008.post-7865136936405676431</id><published>2008-09-25T14:26:00.000-07:00</published><updated>2008-09-25T14:43:25.411-07:00</updated><title type='text'>Assembléia de ontem no ICHF</title><content type='html'>Ontem teve uma nova Assembléia Comunitária no ICHF ( Instituto de Ciências Humanas e Filosofia ). Por conta do que aconteceu no colegiado do dia anterior nós tivemos que confrontar as falas da UJS ( União da Juventude Socialista ), ligada ao PCdoB, por sua tentativa de corroborar a ação dos professores no colegiado, dizendo em passagens de sala que nós implodimos o colegiado, tentaram criminalizar o Acampamento em especial por isso. É claro que a UJS está agindo como correia de transmissão da direção do instituto, mas o pior mesmo é constatar que até entre os que estão na luta contra o REUNI e a maneira como o projeto de expansão está sendo conduzido no ICHF, existe uma clara tendência em conseguir um acordo com o Palharini, diretor do ICHF. A verdade é que existem projetos diferenciados entre os que estão bancando essa luta política. Nós do Acampamento Maria Júlia Braga: O Quilombo do Século XXI e a ADE ( Ação Direta Estudantil ), além de outros que não se referenciam por nenhum grupo específico, temos um projeto de construção de um Contra-Poder na universidade, que se contraponha a órgãos burocráticos, hierárquicos e verticalizados como o Colegiado do ICHF e o CUV ( Conselho Univeristário ). Esse projeto não é compartilhado por muitos dos que estão conosco nessa luta política pela construção da Assembléia Comunitária, que não deve ser limitada ao ICHF, mas ser espraiada por toda a UFF. Infelizmente muitos segmentos estão limitados ao horizonte de um seminário com votação paritária para definir o projeto de expansão, conseguindo isso e o fim do curso de Segurança Pública, com certeza deixarão que tudo volte ao normal, sem tocar na estrutura de poder da universidade. Entretanto, nós não vamos nos limitar a isso e estamos deixando bem claro esse fato. Na Assembléia de ontem tivemos um confronto com alguns dos integrantes da chapa Ocupação do CAHIS ( Centro Acadêmico de História ) por conta disso, pois fizemos questão de deixar claro a nossa diferença em relação a eles. Foi um debate complicado e com respostas vazias e desonestas, felizmente o nosso costume de filmar as intervenções está se revelando fundamental em nossa luta política, pois isso nos fornece as ferramentas necessária para rebater as críticas que nos fazem. Estamos trabalhando esse material e logo ele vai estar disponível na internet, tornando público todos os embates políticos que estão ocorrendo na UFF, bem como as posições assumidas por todas as pessoas e grupos políticos. Essa memória do movimento estudantil que estamos construíndo será muito importante para que vier no futuro, principalmente porque agora as outras pessoa estão vendo a importância disso e estão filmando também. No futuro as pessoas vão ver o que aconteceu, ter acesso às várias versões e poderão decidir quem estava ou não com a razão, poderão decidir com quem se identificar e ter como parâmentro para os seus próprios embates.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2856948675440007008-7865136936405676431?l=marcusfluder.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcusfluder.blogspot.com/feeds/7865136936405676431/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2856948675440007008&amp;postID=7865136936405676431' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2856948675440007008/posts/default/7865136936405676431'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2856948675440007008/posts/default/7865136936405676431'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcusfluder.blogspot.com/2008/09/assemblia-de-ontem-no-ichf.html' title='Assembléia de ontem no ICHF'/><author><name>Marcos F. Luder</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06016822686787109675</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2856948675440007008.post-6202811152672134254</id><published>2008-09-24T11:05:00.000-07:00</published><updated>2008-09-24T11:10:22.566-07:00</updated><title type='text'>Notícias sobre a ocupação da UERJ</title><content type='html'>Extraído do site: http://g1.globo.com&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;21/09/08 - 19h24 - Atualizado em 22/09/08 - 10h11&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ALUNO QUE OCUPAM A REITORIA DA UERJ RECLAMAM QUE ESTÃO SEM LUZ&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo universidade, desligamento é rotina nos fins de semana. Protesto conta com 60 estudantes e já dura 13 dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estudantes que ocupam desde o dia 10 de setembro a reitoria da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) reclamaram neste domingo (21) da falta de luz no local. Cerca de 60 alunos, que ainda participam do protesto, estariam no escuro e impossibilitados de cozinhar, já que contam com um fogão elétrico. Segundo a assessoria de imprensa da instituição, o desligamento da luz em determinadas áreas da universidade faz parte de uma rotina dos fins de semana que não será alterada por causa da invasão.A estudante de Letras Fabiane Simão, de 29 anos, coordenadora do DCE da universidade, reclamou que saiu para comprar pão e foi impedida de retornar à reitoria. Segundo ela, cerca de 60 estudantes ainda participam da ocupação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Estamos sem luz e telefone desde as 14h. Saí para comprar pão e não me deixaram entrar, apenas deixaram buscar a comida. Na nossa avaliação eles estão cansando a gente, porque não querem negociar”, disse a estudante. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo a assessoria da universidade, o desligamento de serviços de água e luz aos sábados e domingos faz parte da rotina da Uerj e não foi posto em prática no último fim de semana porque ocorreu o vestibular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reivindicações&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No último dia 17, a reitoria da Uerj publicou em seu site, a pedido dos alunos, as reivindicações dos estudantes, entre elas a desistência de processos judiciais que envolvem estudantes do DCE, obras no bandejão no campus, transporte interno, alojamento estudantil e creche universitária, abertura de concurso público para professores, entre outros pontos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os alunos continuam acampados na universidade aguardando uma reunião com o reitor. A faculdade não tem uma previsão de data para este encontro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O reitor Ricardo Vieiralves se submeteu a uma cirurgia torácica na última sexta-feira (19) e, segundo a assessoria da universidade, recebeu alta do CTI do Hospital Pedro Ernesto (Hupe) neste domingo, (21).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2856948675440007008-6202811152672134254?l=marcusfluder.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcusfluder.blogspot.com/feeds/6202811152672134254/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2856948675440007008&amp;postID=6202811152672134254' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2856948675440007008/posts/default/6202811152672134254'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2856948675440007008/posts/default/6202811152672134254'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcusfluder.blogspot.com/2008/09/notcias-sobre-ocupao-da-uerj.html' title='Notícias sobre a ocupação da UERJ'/><author><name>Marcos F. Luder</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06016822686787109675</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2856948675440007008.post-6584551490171442747</id><published>2008-09-24T10:48:00.000-07:00</published><updated>2008-09-24T11:04:03.417-07:00</updated><title type='text'>Colegiado implodido</title><content type='html'>Ontem tivemos a reunião do Colegiado do ICHF que acabou implodindo pela ação dos professores, que não admitiram a filmagem da reunião. Essa filmagem foi feita por nós do Acampamento Maria Júlia Braga: O Quilombo do Século XXI, como parte de nosso objetivo de deixar um registro das lutas políticas ocorridas na UFF durante todo esse tempo em que estivermos envolvidos nela. Interessante é que somos praticamente o único movimento político que vem se preocupando em promover o registro histórico desses acontecimentos, pois ninguém mais tinha se preocupado efetivamente com isso. Só agora é que algumas pessoas têm imitado o nosso exemplo, mais ainda muito precariamente. Pretendo falar sobre esse processo de construção de uma memória histórica do movimento estudantil aqui na UFF em outra postagem, nessa eu pretendo me focar sobre o que aconteceu no colegiado. O que se viu ali foi a manifestação mais evidente de um poder institucional que não vai abrir mão de seus privilégios, que se puder vai compactuar com alguns grupos mais recuados a partir de algumas concessões, mas sem jamais abrir mão de seu poder efetivo. Isso ficou bem claro na medida em que se apoiaram numa situação absurda para implodir o colegiado. Alegar constrangimento por conta da filmagem coloca aquelas pessoas numa situação insustentável, pois todas participaram de um colegiado menos de duas semanas antes, num clima bem mais tenso, e não tiveram qualquer problema em serem filmadas. É óbvio que o desejo era implodir a reunião, pois não queriam discutir as decisões tomadas na Assembléia Comunitária da semana anterior e que ia contra a estrutura de poder que estes representam e da qual não querem abdicar. Não tenho a menor dúvida que aquela reunião não ia levar a nada, mesmo a proposta moderada de seminário paritário não contemplava aquele grupo reacionário, que quer manter a estrutura de poder medieval do ICHF. Hoje vamos ter uma nova Assembléia Comunitária no ICHF, amanhã vai ser no Serviço Social. É uma pena que tenhamos duas numa mesma semana, uma de certa forma vai estar enfraquecendo a outra, por isso mesmo, nós do Acampamento e alguns grupos políticos, além de indivíduos que tem um referencial político semelhante, iremos pautar a construção de uma Assembléia Comunitária da UFF, pois só unificando as lutas de todos os que desejam, não apenas barrar o REUNI, mas se dedicar à construção de um novo modelo de universidade e sociedade, é que vamos nos contrapor a esse projeto de universidade e sociedade que nos está sendo imposto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2856948675440007008-6584551490171442747?l=marcusfluder.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcusfluder.blogspot.com/feeds/6584551490171442747/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2856948675440007008&amp;postID=6584551490171442747' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2856948675440007008/posts/default/6584551490171442747'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2856948675440007008/posts/default/6584551490171442747'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcusfluder.blogspot.com/2008/09/colegiado-implodido.html' title='Colegiado implodido'/><author><name>Marcos F. Luder</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06016822686787109675</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2856948675440007008.post-4146383944683159960</id><published>2008-09-23T07:13:00.000-07:00</published><updated>2008-09-23T07:20:06.579-07:00</updated><title type='text'>Ato político no ICHF hoje</title><content type='html'>Hoje teremos a reunião do Colegiado do ICHF. De acordo com o que foi decidido na última Assembléia Comunitária vamos até lá para deixar claro o nosso desejo que seja ratificado o seminário que foi tirado para ser aquele que irá elaborar um plano de expansão do instituto. Não sabemos ainda qual será a reação a decisão política da Assembléia de votar pela rejeição do plano de expansão que nos foi empurrado goela abaixo pela direção do ICHF. O que temos definido é que estamos dispostos a implodir a reunião se for necessário. É claro que isto só será possível se houver uma boa concentração de pessoas dispostas a levar essa idéia adiante. Hoje iremos saber se o que está acontecendo no instituto pode apontar para uma nova forma de definir os rumos da universidade ou se foi só fogo de palha para um bom número dos que aprovaram as decisões da última assembléia. Afinal, qualquer decisão só tem valor efetivo se as pessoas que a aprovaram estiverem dispostas a bancar os embates e consequencias delas. Foi isso o que levou a efetivação e ao sucesso do piquete, é apenas isso que pode viabilizar o seminário e a próxiama assembléia comunitária e toda a luta política que for feita daqui para diante.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2856948675440007008-4146383944683159960?l=marcusfluder.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcusfluder.blogspot.com/feeds/4146383944683159960/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2856948675440007008&amp;postID=4146383944683159960' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2856948675440007008/posts/default/4146383944683159960'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2856948675440007008/posts/default/4146383944683159960'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcusfluder.blogspot.com/2008/09/ato-poltico-no-ichf-hoje.html' title='Ato político no ICHF hoje'/><author><name>Marcos F. Luder</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06016822686787109675</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2856948675440007008.post-4680896678331801132</id><published>2008-09-23T07:12:00.001-07:00</published><updated>2008-09-23T07:12:34.050-07:00</updated><title type='text'>Assembléia do  ICHF</title><content type='html'>Na última quinta-feira foi realizada uma Assembléia Comunitária no  ICHF ( Instituto de Ciências Humanas e Filosofia ). Tratou-se do desdobramento do piquete que foi feito na semana anterior para combater a forma como foi feito o projeto de expansão do instituto pelo seu colegiado. Na verdade, a luta que levou até aquela assembléia tem muitos matizes, entre os que se dispuseram a fazê-la estão colocados diferentes maneiras de ver a universidade e as lutas políticas a serem levadas adiante dentro dela. Entre os que fizeram a luta pelo piquete estão pessoas que votaram contra o mesmo na Assembléia dos estudantes do  ICHF. O piquete foi muito criticado como sendo incapaz de trazer os estudantes para a luta contra o REUNI e a maneira como as decisões que envolvem a universidade são tomadas. Um conjunto expressivo de estudantes não se dispõem mais a aceitar isso, mas é claro que mesmo entre estes existem diferentes concepções de universidade e sociedade. Essas diferenças ficam evidentes quando estas pessoas se posicionam nas assembléias e atos políticos. Eu faço parte de um grupo que defende uma concepção horizontalizada de universidade e sociedade, é claro que não temos ilusão de que essa concepção vai ser adotada dentro da realidade de uma sociedade capitalista. O que entendemos é que o processo que foi desencadeado a partir da luta política que está ocorrendo no  ICHF tem um efeito pedagógico, não temos a ilusão de mudar a universidade e a sociedade, mas sabemos que só será possível disputar a consciência das pessoas que se dispuseram a lutar por uma universidade e uma sociedade diferente. Não temos a ilusão de que todos na universidade querem isso. A universidade e seus integrantes tem concepções diferentes, interesses de classe e projetos de vida diferenciado. Achar que é possível unir a todos num projeto comum é uma ilusão pós-moderna, que membros da burocracia estudantil representada por coletivos como o “Nós Não Vamos Pagar Nada” tentam vender como forma de frear toda luta política radicalizada. Algumas falas na Assembléia Comunitária definem bem isso, algumas tentaram induzir as pessoas ao erro ao utilizar um exemplo de voto universal para defender o voto paritário, ou quando um membro do PC do B utilizando o nome de Marx para falar em convencimento e conciliação de classe. A Assembléia Comunitária não teve um começo promissor, pois a nossa proposta de que todos os presentes tivessem direito a voz e voto foi derrotada por uma concepção que repete os piores defeitos da nossa atual sociedade, essa idéia de diferenciação entre pessoas que deveriam se tratar como iguais, essa política do “cada um por si”. Felizmente o desdobramento permitiu que uma proposta de luta política efetiva foi aprovada e agora temos um ato no dia da próxima reunião de colegiado, na terça-feira que vem para tentar aprovar a proposta de um seminário onde um novo plano de expansão que efetivamente se contraponha ao REUNI seja definido. Será uma luta muito importante e poderá definir o tipo de universidade que teremos daqui a alguns anos, o mais importante porém, são as lições que poderão ser tiradas dessa luta política. O acúmulo que permitirá às gerações que vierem depois de nós continuar essa luta por uma nova universidade e sociedade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2856948675440007008-4680896678331801132?l=marcusfluder.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcusfluder.blogspot.com/feeds/4680896678331801132/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2856948675440007008&amp;postID=4680896678331801132' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2856948675440007008/posts/default/4680896678331801132'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2856948675440007008/posts/default/4680896678331801132'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcusfluder.blogspot.com/2008/09/assemblia-do-ichf_23.html' title='Assembléia do  ICHF'/><author><name>Marcos F. Luder</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06016822686787109675</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2856948675440007008.post-7170769517481059468</id><published>2008-09-18T07:25:00.001-07:00</published><updated>2008-09-18T07:39:21.260-07:00</updated><title type='text'>Informes de ontem e de hoje</title><content type='html'>Ontem tivemos um piquete na Escola de Serviço Social e a Assembléia dos Estudantes da UFF. No primeiro caso, nós do Acampamento Maria Júlia Braga: O Quilombo do Século XXI, estivemos desde cedo dando o nosso apoio e eu fiz uma fala convidando todos ali a participar da Assembléia Comunitária do ICHF, que vai acontecer hoje. Entendemos que essa Assembléia não pode ficar restrita apenas aos que estão ligados ao nosso intituto, pois os motivos que levaram ao piquete no Serviço Social são os mesmos que nos fizeram agir da mesma forma no ICHF na semana passada. Alguns grupos talvez defendam que só os ligados ao ICHF possam ter direito a voz e voto, mas eu e meus companheiros de luta vamos defender que todos os que ajudarem a construir a assembléia possam exercer esses direitos, pois não defendemos "cidadãos de segunda classe" nesse processo de luta. A Assembléia dos estudantes que ocorreu no mesmo local do piquete do Serviço Social não pôde ser acompanhada pessoalmente por mim devido ao fato de que eu tive de ir a uma aula que não poderia perder, de qualquer forma acho que não perdi nada que já não tenha visto em assembléias anteriores. O mais importante é o que vai ocorrer hoje e que poderá ser fundamental para as lutas políticas da universidade daqui por diante.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2856948675440007008-7170769517481059468?l=marcusfluder.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcusfluder.blogspot.com/feeds/7170769517481059468/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2856948675440007008&amp;postID=7170769517481059468' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2856948675440007008/posts/default/7170769517481059468'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2856948675440007008/posts/default/7170769517481059468'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcusfluder.blogspot.com/2008/09/informes-de-ontem-e-de-hoje.html' title='Informes de ontem e de hoje'/><author><name>Marcos F. Luder</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06016822686787109675</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2856948675440007008.post-3893118298874310155</id><published>2008-09-18T07:25:00.000-07:00</published><updated>2008-09-18T07:31:14.107-07:00</updated><title type='text'>As universidades se movimentam</title><content type='html'>Estou publicando aqui o manifesto dos estudantes que estão acampados na UNIFESP já há um bom tempo e que representam uma forma de luta que vem se espalhando pelas universidades do país e que buscam não mais se pautar pela modelo burocrático que parte do movimento estuantil ainda se propõem a fazer. Essa busca de uma concepção de movimento estudantil que se constrói de baixo para cima e por fora da ordem ainda está no seu início e busca se afirmar, não só contra a própria ordem burguesa em si, mas também contra os representantes da burocracia estudantil. Hoje teremos na UFF uma Assembléia Comunitária no ICHF ( Instituto de Ciências Humanas e Filosofia ), pessoas como eu estão tentando transformá-la num embrião da futura Assembléia Comunitária da UFF, mas é uma luta dura, assim como está sendo a da UNIFESP, da UERJ e de várias outras universidades pelo Brasil afora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MANIFESTO DO ACAMPAMENTO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelo governo tripartite com maioria estudantil&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BOICOTAR A FARSA DAS ELEIÇÕES PARA NOVO REITOR!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A crise aberta na Unifesp atingiu seu ponto mais alto com a renúncia do ex-reitor, Ulysses Fagundes Neto, do vice-reitor, Sérgio Tufik, e de todos os pró-reitores da instituição, envolvidos direta ou indiretamente nos inúmeros escândalos de corrupção divulgados pela imprensa desde fevereiro deste ano. Somente com o cartão corporativo da reitoria foram gastos mais 75,5 mil reais em uma viagem à Disney, em Orlando, e na compra de artigos de luxo, cosméticos e materiais esportivos. Também foram denunciados desvios de verbas de mais de 178 milhões de reais do orçamento dos anos de 2005 e 2006, um caso de corrupção de 800 mil reais na pediatria quando Ulysses Neto era diretor do departamento e por fim, o uso de mais de 250 mil reais do dinheiro da universidade em viagens particulares do ex-reitor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para os estudantes da Unifesp que sofrem, assim como todos os estudantes das universidades do País, com a falta total de condições de ensino e permanência, os escândalos revelaram, de uma vez por todas, o verdadeiro funcionamento da universidade: uma minoria de professores titulares dirige a universidade para atender a benefícios particulares e de grupos capitalistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por este motivo, após a queda do reitor corrupto a mesma burocracia que sempre compactuou com Ulysses tenta agora convocar uma eleição às pressas para, desta forma, esconder como funciona a estrutura de poder da universidade. A eleição é uma manobra da reitoria para tentar mudar um pouco, mas na verdade fazer as coisas permanecerem como estão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A eleição para reitor, mais do qualquer outra eleição, é uma grande farsa. A comunidade acadêmica não tem qualquer poder de decisão e os candidatos são sempre os mesmos porque apenas os professores titulares e livre-docência podem se candidatar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em primeiro lugar, independente do resultado da votação os três mais votados (lista tríplice) terão seus nomes enviados para presidente da República , que pode simplesmente nomear qualquer um deles. O que existe de fato não é uma eleição, mas apenas uma consulta que serve para referendar a escolha do presidente, que é quem realmente tem o poder da decisão. Em segundo lugar, as eleições obedecem critérios semelhantes ao do Consu (Conselho Universitário) onde o voto de um professor vale mais que o voto de dezenas de estudantes, uma aberração antidemocrática.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso os estudantes aprovaram em assembléia geral realizada dia 3 de setembro, em São Paulo, o boicote às eleições. É importante que fique claro que a comunidade universitária, principalmente os estudantes, não tem nenhum poder de escolha nestas eleições. Não adianta apenas mudar o reitor, é preciso modificar totalmente a estrutura de poder da universidade. Os candidatos que irão se apresentar, prometendo soluções milagrosas para a Unifesp disputarão apenas para saber quem será o próximo a usurpar a administração da universidade em beneficio próprio e dos grupos que representa. Boicotar as eleições é a única forma de luta contra a tentativa da reitoria em por panos quentes na crise e manter sua dominação da Unifesp em detrimento do interesse de todos, principalmente dos estudantes.&lt;br /&gt;A crise das universidades é a crise de sua estrutura de poder. O Consu, principal órgão de decisão da universidade, está dominado por uma casta de professores titulares que estão a serviço de implantar a política de destruição do ensino promovida pelo Governo Federal, são pessoas ligadas a interesses de grandes grupos e políticos burgueses. O setor dos professores é a camada mais conservadora da universidade, sustentam um claro interesse pela administração da vida universitária, como o controle de verbas, disputa por cargos, etc. Entre eles os mais graduados tornam-se uma extensão da política defendida pelo Estado, uma política de destruição da universidade pública com cortes de verbas para educação. Esta política, como podemos observar na Unifesp, está sustentada em um grande esquema de corrupção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A atual estrutura de poder exclui os estudantes de qualquer forma de decisão. O setor majoritário dentro da universidade possui apenas 15% de representantes dentro do Consu, contra 70% dos professores e 15% dos funcionários. Os estudantes representam o movimento transformador dentro da universidade; pois os nossos interesses são os mais atingidos pela política de destruição do ensino. A oposição do movimento estudantil à política de corte de verbas para limitar o acesso à cultura e o ensino promovido pelo Estado faz com que esta luta seja a representação da luta da sociedade que, excluída da universidade, almeja um acesso a uma universidade pública e de qualidade. O movimento estudantil é o movimento político do povo contra a política educacional do Governo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentro da universidade somos a maioria e a razão essencial de sua existência. Foram os estudantes ao longo da história os principais a desafiar o poder ditatorial daqueles que dominavam a universidade. A universidade não nos dá apoio algum, pelo contrário, somos obrigados, muitas vezes a abandonar o curso ou nos formarmos em péssimas condições de ensino, acabamos sendo o setor menos comprometido com a burocracia universitária e a política de destruição da universidade promovida por ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste sentido, as propostas que tentam impedir que a maioria estudantil dirija a universidade são apenas uma forma atenuada de dominação dos professores, que no fundo é a dominação do Estado sobre a universidade. Uma vez que a universidade possui um número maior de estudantes do que o número dos demais setores é evidente que na prática a proporcionalidade levaria à maioria estudantil. Entretanto, se os estudantes são o setor menos ligado a burocracia e a estrutura de poder que atravancam o funcionamento democrático da universidade, é fundamental que o setor estudantil tenha a maior participação nas deliberações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Convocamos todos os estudantes a derrubar a ditadura da minoria de professores titulares sobre a universidade. Ditadura, como demonstraram os escândalos de corrupção, a serviço dos interesses mais grosseiros e imorais, contra o ensino e a cultura, a favor da reação política e do obscurantismo mais atroz. Os estudantes devem lutar para conquistar o governo tripartite proporcional com maioria estudantil, pela autonomia universitária e para colocar a universidade a serviço dos interesses da população.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O teatro do absurdo é real,&lt;br /&gt;mostra-se nas esquinas,&lt;br /&gt;nos momentos, nos rostos pálidos,&lt;br /&gt;nos esternos estrangeiros,&lt;br /&gt;sem raízes, sombras do passado:&lt;br /&gt;anos do progresso&lt;br /&gt;"inocente" dos homens;&lt;br /&gt;perdidos no tempo - extemporâneos,&lt;br /&gt;sem sentido histórico&lt;br /&gt;DESCATRACALIZAÇÃO do ESPAÇO PÚBLICO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abaixo a autarquia, Abaixo a natureza autárquica do que é de domínio público: a Universidade Federal - gerida com recursos da união - só pode funcionar à orientação do que é público tendo autonomia; em direção do universo autônomo, gerida pelo popular e para o popular - para a sociedade, não pra o mercado capital. Maioria estudantil no setor administrativo e em todos mais! Estudantes não são mercadorias do sistema capital, devem ser nada mais que indivíduos membros da comunidade e da sociedade. Não são mercadorias do capital nem em função do mesmo, mas ao contrário: em função do popular, do público: não ao privado! Não a autarquia de natureza privada! Não representarão a estrutura autárquica que faz o sistema do capital-privado. Não deve haver um espaço público dividindo o mesmo espaço ao mesmo tempo e mesma mão de obra - do público - para interesses diferentes - público, privado. Uma pergunta: quem responde melhores os anseios da população? Estudantes, trabalhadores e professores. A autonomia da universidade existe na medida em que estes desconstroem o edifício de natureza autárquica das instituições privadas nos espaços públicos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inchaço acadêmico, de fato ocorre, quando se orienta em função dá quantidade, não da qualidade. Merece reflexão os números, também os discursos. Acelerar um crescimento meramente quantitativo, objetivado ao capital, em detrimento da qualidade, objetivo público, não é compromisso com a sociedade. Por isso, é nebulosa, a intenção oficial pela preferência de cursos noturnos. È obscuro tais números, não esta clara esta matemática do mercado, a lógica do capital. A elevação em demasia gera evasão em demasia...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abaixo às instituições de natureza autárquica e privada do espaço público, de domínio do povo! Funcionar pelo popular, para o público, para a comunidade, para a sociedade, de forma autônoma, deve a universidade pública caminhar...&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Universidade popular é universidade sem catracas, para anseios populares, livre acesso já! Descatracalização do espaço público; as instituições privadas impõem avaliações, burocracias, colocam catracas que fazem girar somente os números em benefício do estado acúmulo do capital que se utiliza não só do espaço público: mas de toda a mão de obra, exaure o Estado, ou melhor, o povo em função do mercado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Precisa cair o patrimonialismo que suga os recursos da universidade pública, abaixo aos ídolos do mercado! Universidade autônoma é aquela gerida pela comunidade popular - estudante, trabalhadores, professores - para o popular! Somente aí, a universidade será pública e gratuita de verdade - para qualidade, não para quantidades numéricas muito obscuras para o patrimônio cultural humano, não para o capital mercantil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Unifesp para tornar-se verdadeiramente publica, gratuita e de qualidade, deve alcançar autonomia como instituição; autonomia intelectual; autonomia da gestão financeira - autodeterminação das políticas acadêmica, dos projetos, e metas das instituições, da condução administrativa, financeira e patrimonial. A autonomia de caráter público, democrático, para que exista, necessita que haja discussão dos orçamentos da universidade, pois esta não pode deixar-se determinar pelo capital financeiro externo. A universidade deve recuperar, o poder e a iniciativa de definir suas próprias linhas de pesquisa e prioridades. Não confundir expansão com massificação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso reivindicamos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dissolução do Consu&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fim da comissão de reforma do estatuto Convocação de um Congresso Estatuinte com representação proporcional dos setores (professores, funcionários e estudantes) com delegados eleitos de forma direta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelo governo tripartite proporcional com maioria estudantil dos três setores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fim das eleições para reitor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Revogação da adesão da Unifesp ao REUNI&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abertura de processo criminal aos, responsáveis pela elaboração, publicação e distribuição do jornal "O Menisco", devido a conteúdo racista, de responsabilidade da Atlética medicina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fim dos processos de sindicância&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fim do Código de Ética&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fim das fundações privadas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pela autonomia universitária, fim da intervenção do Estado na administração da universidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Restaurante Universitário nos campi de expansão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Transporte gratuito dos campi até os pontos centrais&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Construção de moradia estudantil em todos os campi&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aumento e revisão do critério para aquisição de bolsa de auxílio estudantil&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fim dos cursos pagos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fora a policia do campus&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fim das câmeras&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Construção de centros esportivos nos campi&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2856948675440007008-3893118298874310155?l=marcusfluder.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcusfluder.blogspot.com/feeds/3893118298874310155/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2856948675440007008&amp;postID=3893118298874310155' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2856948675440007008/posts/default/3893118298874310155'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2856948675440007008/posts/default/3893118298874310155'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcusfluder.blogspot.com/2008/09/as-universidades-se-movimentam.html' title='As universidades se movimentam'/><author><name>Marcos F. Luder</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06016822686787109675</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2856948675440007008.post-2959273839910627206</id><published>2008-09-16T07:33:00.000-07:00</published><updated>2008-09-16T07:35:13.072-07:00</updated><title type='text'>Ato político no ICHF 3</title><content type='html'>Um argumento que costuma ser sempre sacado por aqueles que se opõe a uma particiapação mais ativa dos estudantes nos processos políticos e administrativos da universidade é o fato deste não ficar muito tempo na universidade, que o seu caráter provisório na instituição impediria que este pudesse ter uma visão de longo prazo com a mesma. Trata-se de um argumento falacioso, pois o que é provisório é a condição de estudante e não a ligação deste com a universidade. Essa ligação nós levaremos pela vida a fora. A universidade sempre vai fazer parte de nossas vidas, a sociedade em que vivemos vai ser afetada pelo tipo de universidade que será construída pelos que nela estão. Para aqueles que pensam que a universidade “deixa de existir” após a formatura é bom lembrar que será nela que os nossos filhos estudarão. É o caso de perguntar que tipo de universidade existirá daqui a vinte anos, ou mesmo se existirá uma Universidade Pública até lá. Entender que lutar por uma universidade melhor é lutar por um futuro melhor é fundamental para que os estudantes não se deixem levar por argumentos que os impedem de ver o papel que lhes cabe na construção de uma universidade comprometida com a luta por de uma sociedade melhor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2856948675440007008-2959273839910627206?l=marcusfluder.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcusfluder.blogspot.com/feeds/2959273839910627206/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2856948675440007008&amp;postID=2959273839910627206' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2856948675440007008/posts/default/2959273839910627206'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2856948675440007008/posts/default/2959273839910627206'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcusfluder.blogspot.com/2008/09/ato-poltico-no-ichf-3.html' title='Ato político no ICHF 3'/><author><name>Marcos F. Luder</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06016822686787109675</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2856948675440007008.post-7053083742518158013</id><published>2008-09-15T08:19:00.000-07:00</published><updated>2008-09-15T08:27:47.867-07:00</updated><title type='text'>A greve na UERJ</title><content type='html'>Extraído do site: http://g1.globo.com&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PROFESSORES DA UERJ ENTRAM EM GREVE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns cursos não aderiram à greve, segundo reitoria. Paralisação não tem data para acabar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os professores da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) iniciaram nesta segunda-feira (15), uma greve. Segundo os professores, a paralisação acontece por causa da falta de reajuste salarial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acordo com a assessoria de comunicação da universidade, alguns cursos não aderiram à greve, como biologia, física e enfermagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ALUNOS CONTINUAM OCUPANDO A REITORIA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cerca de cem estudantes da Uerj continuam desde quarta-feira (10) acampados na reitoria da Universidade. Segundo os próprios alunos, não há previsão para a desocupação. Eles aguardam o governador Sérgio Cabral se manifestar sobre o repasse dos 6% da verba do estado, o que é a principal reivindicação do grupo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vestibular aconteceu normalmente no domingo (14)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A prova, na manhã de domingo (14), ocorreu com tranqüilidade e os estudantes que estão acampados na universidade atenderam ao pedido da reitoria da Uerj, de não circular durante o exame. "Não queremos prejudicar os candidatos, apenas fizemos a panfletagem pela manhã, na entrada da universidade, para conscientizar os jovens que vieram fazer a prova e a sociedade, sobre a realidade que estamos vivendo aqui na Uerj", disse Rafael Tristão, porta-voz do Diretório Central dos Estudantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo a reitora em exercício, Christina Maioli, correu tudo dentro do esperado na entrada dos vestibulandos para a prova. Maioli afirmou que a reitoria ainda não recebeu a pauta oficial de negociação dos estudantes, com as reivindicações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Espero que eles formalizem essas questões, porque muitas delas exigem estudo e planejamento e não podem ser executadas imediatamente". &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;COMENTO: Isso que está acontecendo na UERJ é um fenômeno que já ocorreu no ano passado e que parece estar de volta agora. A ocupação dos estudantes se deu num contesto em que a situação da universidade está ainda mais precária do que nas federais. É como se os efeitos do REUNI que nós tanto tememos nas federais já tivesse chegado com força na UERJ. Depois de oito anos de governos "Molequinho" e "MentiRozinha" a universidade tem sorte de ainda se manter de pé. O atual governador parece que continua com o trabalho de destruição. Infelizmente isso está colocado também para nós e parece contar com a tola cumplicidade dos que se escondem em argumentos legalistas e pacifistas como os que ouvi agora a pouco em aula de uma professora. O fato é que só enfrentamento será capaz de garantir um mínimo de garantia de termos uma universidade pública de boa qualidade e realmente acessível a todos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2856948675440007008-7053083742518158013?l=marcusfluder.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcusfluder.blogspot.com/feeds/7053083742518158013/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2856948675440007008&amp;postID=7053083742518158013' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2856948675440007008/posts/default/7053083742518158013'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2856948675440007008/posts/default/7053083742518158013'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcusfluder.blogspot.com/2008/09/greve-na-uerj.html' title='A greve na UERJ'/><author><name>Marcos F. Luder</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06016822686787109675</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2856948675440007008.post-7228402614194152639</id><published>2008-09-15T08:16:00.000-07:00</published><updated>2008-09-15T08:18:29.738-07:00</updated><title type='text'>Ato político no ICHF 2</title><content type='html'>Os jornais do dia seguinte ao piquete que fechou o ICHF no dia 11 mostram que a desconfiança em relação a mídia burguesa é sempre fundada em situações concretas. A cobertura dessa mesma mídia acabam quase sempre com declarações dadas por pessoas que se dispõe a participar dos movimentos sociais sendo deturpadas em nome de um processo de criminalização desses movimentos. É o que sempre acontece quando estes se colocam contra a ordem vigente e advogam mudanças a partir de atos radicalizados, sem se pautar por movimentações na instâncias burocráticas. Ao longo dos quase dois anos que estivemos acampados no campus do Gragoatá, nós do Acampamento Maria Júlia Braga: O Quilombo do Século XXI passamos por situações análogas. Já fomos acusados de ter roubado energia elétrica da universidade, quando o ponto de luz que tínhamos fora instalado pela própria instituição. Um ativista nosso teve uma declaração falsificada, pois no jornal que o entrevistou publicou que este defendia a construção da moradia, pois era uma forma de economizar para poder fazer um dos cursos pagos oferecidos pela UFF. Esses são exemplos que nos ajudam a entender as reportagens do dia seguinte ao ato no  ICHF. As reportagens insistiam em afirmar que o nosso único intuito era ser contra o curso de Segurança Pública, quando estamos lutando por algo muito maior. O principal objetivo do ato foi contestar a própria maneira como as decisões são tomadas na universidade, sem se preocupar em conhecer a opinião daqueles que vão ser mais afetados por essas mesmas decisões. Essa luta que vai continuar na quinta-feira, na Assembléia Comunitária tem por objetivo criar um contra-poder dentro da UFF. O nosso objetivo é dar início a um processo de contestação do paradigma hierárquico de tomada de decisões na UFF. A nossa luta tem por objetivo colocar em evidência um novo paradigma, onde a hierarquia seja substituída pela responsabilização consciente de todos  os que desejam construir uma universidade voltada para a sociedade e não para o mercado&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2856948675440007008-7228402614194152639?l=marcusfluder.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcusfluder.blogspot.com/feeds/7228402614194152639/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2856948675440007008&amp;postID=7228402614194152639' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2856948675440007008/posts/default/7228402614194152639'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2856948675440007008/posts/default/7228402614194152639'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcusfluder.blogspot.com/2008/09/ato-poltico-no-ichf-2.html' title='Ato político no ICHF 2'/><author><name>Marcos F. Luder</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06016822686787109675</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2856948675440007008.post-3226287369561216300</id><published>2008-09-12T08:37:00.000-07:00</published><updated>2008-09-12T08:55:29.470-07:00</updated><title type='text'>Ato político no ICHF</title><content type='html'>Ontem ocorreu um ato político no ICHF ( Instituto de Ciências Humanas e Filosofia ) da UFF. Esse ato foi decidido numa assembléia ocorrida na terça-feira a partir de uma votação apertada, mas onde mesmo muito dos que não votaram na proposta vitoriosa se propuseram a construir o ato pois o viam como a legitimação do espaço em que este foi decidido. O ato foi noticiado em jornais e na internet e teve uma grande repercussão no instituto. Eu que faço parte do Acampamento Maria Júlia Braga: O Quilombo do Século XXI, votei pelo piquete, assim como os outros membros do acampamento, entendíamos que era necessário essa confrontação para acordar os estudantes da apatia em que se encontravam diante do estava acontecendo no ICHF, na UFF e na própria sociedade em que estamos inseridos. Essa confrontação, que já estávamos esperando aconteceu principalmente com os estudantes do curso de Relações Internacionais, um curso novo no instituto, juntamente com Filosofia. Esse confronto foi duro, ocorreu na parte da manhã, mas foi muito produtivo e, creio, foi um dos melhores resultados do ato. Essa confrontação acabou por mostrar que as diferentes posições dos estudantes a respeito do tipo de universidade se quer construir estava camuflada por um véu de mentiras e homogeneizações que eram convenientes para muito gente e muitos grupos políticos, mas não para para quem que defender um projeto concreto de universidade e sociedade de moldes classistas e voltado para a afirmação do proletariado. Essas mesmas mentiras e homegeneizações permitiam que grupos de estudantes comprometidos com projetos individualistas de vida, que usam a universidade apenas para conseguir um canudo e depois cuidar da própria vida, camuflar os seus objetivos fundamentalmente egoístas numa pretensa desilusão com os rumos do Movimento Estudantil ( ME ), numa falsa visão apolítica como forma de justificar a própria omissão com os destinos da universidade. O melhor do piquete foi mostrar essas contradições e obrigar muitas pessoas a sair de cima do muro, mostrar a sua cara e enfrentar o debate sobre que universidade quer, uma que seja um mero trampolim em sua vida, ou algo que ajude-o a refletir a sociedade em que vive e o seu papel nela. Outra razão para concluir que o piquete foi um sucesso foi a confontração com a ordem existente no instituto, a possibilidade de se criar um contra-poder ao modelo hierarquizado existente. É esse o nosso objetivo ao propor-mos uma Assembléia Comunitária, construir um espaço de decisão que garanta a todos a chance de decidir os rumos da universidade, sem hierarquizações. Esse é a primeira postagem que vou fazer sobre esse tema, o ato de ontem do ICHF ainda tem muita coisa para ser refletido.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2856948675440007008-3226287369561216300?l=marcusfluder.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcusfluder.blogspot.com/feeds/3226287369561216300/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2856948675440007008&amp;postID=3226287369561216300' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2856948675440007008/posts/default/3226287369561216300'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2856948675440007008/posts/default/3226287369561216300'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcusfluder.blogspot.com/2008/09/ato-poltico-no-ichf.html' title='Ato político no ICHF'/><author><name>Marcos F. Luder</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06016822686787109675</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2856948675440007008.post-7734721125368435011</id><published>2008-09-09T06:41:00.000-07:00</published><updated>2008-09-09T06:52:59.511-07:00</updated><title type='text'>Assembléia do ICHF</title><content type='html'>Hoje teremos uma Assembléia dos Estudantes do ICHF ( Instituto de Ciências Humanas e Filosofia ) aqui da UFF. Eu e o movimento político do qual faço parte, o Acampamento Maria Júlia Braga: O Quilombo do Século XXI, estaremos presentes lá para colocar a nossa opinião sobre os temas que serão discutidos e tentar mostrar como eles se relacionam com os problemas gerais da UFF e da própria sociedade em que vivemos. O projeto de expansão que é a razão principal da convocação dessa assembléia deve vir a ser votado na quinta-feira, isso é claro vai depender da atitude que for tomada a partir da assembléia, acreditando que alguma atitude vai ser tomada. Nosso maior receio é a total apatia dos estudantes em relação a esse processo que vai afetar a vida de todos. Infelizmente o que se vê é uma total alienação da maioria dos estudantes dos processos políticos que ocorrem na universidade. Essa alienação é responsabilidade, principalmente, dos próprios estudantes, mas não dá para evitar a crítica aos grupos políticos que chamamos de CETs ( Correntes Estudantis Tradicionais ) e a sua política focada na representação, que só contribui para fomentar ainda mais essa apatia e alienação dos estudantes. De qualquer forma estaremos lá para colocar essas questões e chamar os estudantes à responsabilização, tentar fazê-los entender que nada será feito por eles e que se quizerem ter alguma influência no tipo de universidade que deve ser construída, é necessário que entrem na luta, em vez de delegar essa tarefa  a outros. Esse é um embate que tentaremos fazer com os estudantes que desejam uma universidade voltada para a sociedade como um todo e, principalmente para o proletariado, uma universidade que não fique subordinada aos interesses do mercado. Para isso, no entanto, as pessoas que desejam esse tipo de universidade precisam assumir a sua responsabilidade nesse processo de luta política, em vez de se alienar na sua própria apatia e no seu individualismo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2856948675440007008-7734721125368435011?l=marcusfluder.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcusfluder.blogspot.com/feeds/7734721125368435011/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2856948675440007008&amp;postID=7734721125368435011' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2856948675440007008/posts/default/7734721125368435011'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2856948675440007008/posts/default/7734721125368435011'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcusfluder.blogspot.com/2008/09/assemblia-do-ichf.html' title='Assembléia do ICHF'/><author><name>Marcos F. Luder</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06016822686787109675</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2856948675440007008.post-554704374341034568</id><published>2008-09-05T09:02:00.000-07:00</published><updated>2008-09-05T09:04:50.005-07:00</updated><title type='text'>Comentários sobre o texto de Nildo Viana</title><content type='html'>Depois de muito tempo eu finalmente estou postando as minhas ponderações sobre algumas colocações do professor Nildo Viana sobre a questão das cotas, quem quizer ler o texto dele na integra é só procurar as postagens mais antigas. Eu estou colocando aqui alguns trechos que eu decidi comentar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É neste contexto que surge a chamada “política de cotas”. Este é um exemplo de política tipicamente paliativa, isto é, neoliberal. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;COMENTO: As cotas são realmente uma política paliativa e o maior erro em relação a elas seria mesmo considerá-las como um fim em si mesmo, mas considerá-la como neoliberal me parece uma simplificação em relação às possibilidades existentes de uma mudança efetiva nas condições sociais de largas parcelas da população que de outro modo não teriam chance de acesso a uma universidade. O simples fato de gerar uma discussão sobre as condições sócio-econômicas de uma parcela muito grande da população, relacionando essas condições com a questão étnica, já representa um grande avanço, a possibilidade de relacionar as cotas com a questão classista, não permitindo o discurso da mera reparação histórica pode garantir um grande avanço nas discussões a respeito das origens históricas das desigualdades da população negra no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As cotas (raciais, étnicas, sociais) não visam resolver nenhum problema social ou minimizá-lo consideravelmente. O que este tipo de política visa é beneficiar artificialmente uma parcela da população sem aumentar seus gastos e buscando cooptar tais “beneficiados”, legitimando o neoliberalismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;COMENTO: De fato, as cotas não podem ter mesmo a pretensão de resolver o problema social, trata-se de uma medida emergencial, para um problema que de outro modo só poderia ser resolvido por medidas de longo prazo; essas medidas, aliás, não podem ser deixadas de lado por causa das cotas, mas o fato é que esse é um problema urgente, não dá para esperar por mais 15 ou 20 anos. Quanto aos perigos da cooptação e legitimação do neoliberalismo, eles existem mesmo e só uma discussão séria que ligue a questão das cotas a um discurso de afirmação classista e anti-capitalista vai ser capaz de afastá-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Basta olhar os dados estatísticos sobre a população negra no Brasil, por exemplo, para ver que o sistema de cotas na universidade atinge uma ínfima minoria desta, que é justamente a sua parcela melhor posicionada na sociedade. Se observarmos que a maioria absoluta da população pobre e que não tem a menor possibilidade de acesso ao ensino superior é formada em torno de 70% por negros, então vemos o tanto que tal política beneficia uma pequena minoria, sendo que muitos desses se tornam ardorosos defensores da política de cotas e deixa de lado aqueles que são mais necessitados, e ainda podem posar de militantes em prol do interesse coletivo daqueles que são negros. Esta política de cooptação atinge a parcela da população negra com maior capital cultural e posição social, que, obviamente, possui uma maior penetração nos meios acadêmicos, nos meios de comunicação, nos movimentos sociais, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;COMENTO: Esse é um perigo que pode ser evitado se a questão das cotas estivesse atrelado a critérios sócio-econômicos. É evidente que nem todos os negros, ou os que se dizem negros podem ter acesso a essa política, com certeza o netinho do Pelé não deve ter direito a cotas, não importa quão negro ele seja. Cotas tem que ser um recurso para colocar os negros na universidade, mas os negros oriundos da classe proletária. O critério sócio-econômico, em certos casos, deve prevalecer até mesmo sobre o étnico, entre um negro de classe média alta, claramente em condições de ter seus estudos bancados pela família e um branco de origem proletária, é claro que este deve ter prioridade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta população negra cooptada também tem novos interesses criados, tal como núcleos de estudos, publicações, pesquisas, etc., ligados ao financiamento realizado por determinadas instituições (inclusive internacionais) e pelo Estado, movimentando grandes somas em dinheiro e criando uma rede de interesses em torno da política de cotas, de temáticas de estudo (“ações afirmativas”, cultura afro-brasileira, etc.) e isto encontra respaldo nas ideologias contemporâneas, especialmente na moda “pós-moderna” (o pós-estruturalismo de Foucault, Guatari, Deleuze, Lyotard, etc.), com seu discurso conveniente contra a totalidade, criando as bases ideológicas e fragmentárias do micro-reformismo. Nada disto é inocente e basta ver a influência das fundações norte-americanas na produção brasileira referente a questão racial para se ver isto (4).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;COMENTO: Não há dúvida que essa ideologia pós-moderna tende sempre a deixar as questões totalizantes de lado e fragmentar a luta política em nome de interesses localizados. O movimento negro não pode simplesmente achar que os seus problemas vão ser resolvidos com a simples adoção das cotas. Como eu já disse, essa é uma solução paliativa, emergencial e se não estiver ligada a toda uma discussão de cunho classista, onde as questões que envolvem as razões históricas da situação de opressão social e econômica da maioria da população de origem africana sejam claramente explicitadas, acabará sim, servindo para legitimar a mesma ordem social que criou essa mesma situação de opressão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Estado, ao invés de investir na educação, aumentando o número de vagas, apenas realiza um processo de substituição dos ocupantes das vagas, criando cotas que garantem tal troca. Abrir 50% de cotas para alunos oriundos do ensino público, significa que não haverá aumento de vagas, mas tão somente substituição dos ocupantes das vagas. Não ocorre gasto adicional nenhum e ainda há a propaganda que afirma que o Estado realiza políticas em benefício da população (em detrimento de outra parte da população). No caso de cotas para pessoas oriundas do ensino público, vemos apenas algumas pessoas serem beneficiadas em detrimento de outras e sem haver aumento de vagas. Nenhum governo neoliberal aponta para a criação de 50% de novas vagas no ensino superior. Pelo contrário, a política neoliberal sucateia o ensino superior público e incentiva a expansão das instituições privadas de ensino superior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;COMENTO: A solução para esse problema não é combater a política de cotas, mas sim os governos que se recusam a investir seriamente em educação, pois estes não fazem isso por causa das cotas, mas porque não tem interesse em faze-lo. Se não houvesse cotas esses mesmos governos encontrariam meios de continuar não investindo. Dizer que as cotas é a razão dos governos não investirem em educação é meio que livrar a cara desses governos. Nada impede um governo de adotar uma política de cotas, que é uma medida emergencial, e portanto de curto prazo, ao mesmo tempo em que investe em educação, que é uma política de médio e longo prazo. Ambas as medidas não são incompatíveis, ao contrário, são complementares e é nossa obrigação garantir que ambas sejam implementadas. Concordo com a posição do professor Viana quando diz que nenhum governo neoliberal tem real interesse em investir em educação de qualidade para toda a população, por isso mesmo é que é importante não permitir que o debate sobre as cotas não seja descolado da questão classista e da contestação da ordem capitalista vigente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A política de cotas não apresenta nem a solução do problema que diz vir para resolver e nem possui este nível de articulação com um projeto de transformação social. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;COMENTO: Se alguém diz que a política de cotas vai resolver os problemas a qual está relacionada, trata-se de um mentiroso e deve ser denunciado. Quanto a articulá-la com um projeto de transformação social, isso depende muito da disposição dos que almejam essa transformação em utilizar as cotas para esse objetivo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Basta ver o discurso de que é preciso, imediatamente, pagar a “divida histórica” com os negros, para ver que o microreformismo é a sua base. Se existe uma “dívida histórica” com a população negra, esta dívida não é do conjunto da população e sim da classe dominante ? já que foi ela que colonizou, escravizou, explorou, oprimiu ? e não é esta que irá pagar tal dívida, pois os que perderão suas vagas devido ao sistema de cotas são os setores mais pobres da população. Da mesma forma, se existe uma “dívida histórica” com a população negra, também existe a mesma “dívida” com os proletários, lumpemproletários, camponeses, índios, mulheres, jovens, crianças, e diversos outros grupos sociais oprimidos existentes na sociedade moderna. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;COMENTO: Eu também não concordo com esse discurso de “dívida histórica”, também acho que deve ser combatido, mas isso pode ser feito sem perder de vista que cotas são um meio tático de aumentar as chances de garantir a populações um acesso ao ensino superior que de outro modo não seria possível. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, se isola a questão negra das demais questões sociais e se cria um paliativo que beneficia apenas os mais bem posicionados desta população e isto permite se pensar que se trata de um projeto compromissado com toda uma população ? a negra, já separada dos demais grupos oprimidos e esta separação entre os oprimidos apenas reflete a estratégia da classe dominante de dividir para dominar mais facilmente ? e na verdade atende interesses de uma minoria no seu interior. Propor aumento das vagas ao invés de cotas, melhoria dos demais níveis de ensino ao invés de privilegiar os privilegiados de um grupo “desprivilegiado” (cuja maioria é desprivilegiada, mas não todos...), entre outras propostas, seria o caminho da articulação entre propostas imediatas e concretas com a formação de uma ação que não é produto de paternalismo estatal que beneficia uma minoria e sim de lutas populares que beneficiam a maioria. Ninguém nunca consegue sua libertação se assumindo como “vítima” e pedindo aos seus algozes a sua libertação, quando isto ocorre com alguns indivíduos, o que se faz é transformar a “vítima” num novo algoz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;COMENTO: O isolamento da questão só vai se dar se a política de cotas for tratada como um fim em si mesma e não como parte de uma discussão sobre o tipo de sociedade que obrigou à sua criação e que sociedade queremos daqui para frente. Quanto a questão do aumento de vagas em vez de cotas, eu creio ser esse um falso dilema, uma coisa não exclui a outra. Existe sim a possibilidade das cotas ajudarem a criar um elite de negros para se juntar à elite branca já existente e garantir a manutenção da sociedade exatamente do jeito que está, esse perigo está colocado sim e só o evitaremos se não fugirmos do debate sobre que tipo de sociedade nós queremos e como podemos instrumentalizar a política de cotas para atingir esse objetivo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2856948675440007008-554704374341034568?l=marcusfluder.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcusfluder.blogspot.com/feeds/554704374341034568/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2856948675440007008&amp;postID=554704374341034568' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2856948675440007008/posts/default/554704374341034568'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2856948675440007008/posts/default/554704374341034568'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcusfluder.blogspot.com/2008/09/comentrios-sobre-o-texto-de-nildo-viana.html' title='Comentários sobre o texto de Nildo Viana'/><author><name>Marcos F. Luder</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06016822686787109675</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2856948675440007008.post-5961662875805003828</id><published>2008-09-04T08:43:00.000-07:00</published><updated>2008-09-04T08:52:14.850-07:00</updated><title type='text'>Reunião no ICHF</title><content type='html'>Ontem aconteceu um debate no ICHF ( Instituto de Ciências Humanas e Filosofia ), onde fica o curso de História da UFF. Esse debate foi em função do plano de expansão que está sendo implantado a partir do REUNI. O diretor do instituto, professor Palharini vem tentando desvincular esse plano de expansão das metas estabelecidas pelo REUNI, é uma forma de diminuir a oposição que vem acontecendo. O fato é que o grande problema desse projeto é a sua pretensão de achar que é possível não se pautar pelas metas do REUNI e obter os recursos que estão vindo de quem exige o cumprimento dessas metar para liberar o dinheiro, ou seja, o governo federal. O debate esteve cheio durante um bom tempo, mas acabaria esvaziando-se no final. Nós do Acampamento Maria Júlia Braga: O Quilombo do Século XXI estivemos lá e fizemos algumas falas, eu mesmo me pronunciei duas vezes. Infelizmente não eu para ter uma participação mais ativa no debate, mas foi importante para entender-mos que não dá mais para debater a universidade da forma como vem sendo feito, em várias oportunidades foi enfatizado que o ICHF não é uma ilha e, portanto, não está desvinculado dos problemas da universidade, sendo que esta, por sua vez, não está desvinculada dos problemas da sociedade. Foi marcada o que está sendo definida como uma Assembléia Comunitária  do ICHF, vai ser na terça-feira, vai ser um oportunidade para fazer uma discussão que não vai ficar restrita ao ICHF, mas que terá de englobar toda a universidade e o tipo dela que queremos construir. Eu e os demais membros do acampamento estaremos lá para colocar o nosso projeto de universidade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2856948675440007008-5961662875805003828?l=marcusfluder.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcusfluder.blogspot.com/feeds/5961662875805003828/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2856948675440007008&amp;postID=5961662875805003828' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2856948675440007008/posts/default/5961662875805003828'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2856948675440007008/posts/default/5961662875805003828'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcusfluder.blogspot.com/2008/09/reunio-no-ichf.html' title='Reunião no ICHF'/><author><name>Marcos F. Luder</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06016822686787109675</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2856948675440007008.post-3699610126405845669</id><published>2008-09-02T10:37:00.001-07:00</published><updated>2008-09-02T10:53:03.558-07:00</updated><title type='text'>Visões de universidade</title><content type='html'>Na semana anterior eu entrei numa polêmica na lista de e-mails do meu curso de História aqui da UFF. Essa polêmica se deu porque eu postei uma mensagem na lista contestando a avaliação que havia sido feita numa outra postagem por um militante do coletivo "Nós Não Vamos Pagar Nada". Qualquer um que for ler as postagens mais antigas desse blog sabe que eu faço parte de um movimento político na UFF que vive entrando em confronto com o "Paga Nada" por conta de uma série de diferenças, tanto em termos ideológicos quanto táticos. No caso da lista de e-mail, eu contestei a avaliação que o militante do outro grupo fez sobre o último Conselho Universitário ( CUV ), onde este falou de uma série de "vitórias do movimento estudantil". Eu tratei de pontuar que o que ele chama de vitória não passavam de concessões feitas pela reitoria da UFF  e que nada mudava a estrutura de poder na universidade ou a implantação por parte da gestão do atual REItor de seu projeto de universidade totalmente mercantilizado. Não preciso dizer que a resposta foi imediata e bem dura, como abordagens desqualificadoras sobre o movimento de luta do Acampamento Maria Júlia Braga: O Quilombo do Século XXI, que eu tive que rebater. O que mais lamentei na verdade foi o fato de só nós dois termos debatido, tal como aconteceu no CUV apenas uma pequena minoria de pessoas tem se manifestado em relação ao que está acontecendo na UFF, e quando o faz se limita ao seu curso ou instituto, tal como aconteceu ontem aqui no ICHF ( Instituto de Ciências Humanas e Filosofia ) da UFF. Aqui está havendo uma polêmica a respeito do plano de expansão vinculado às metas do REUNI e também sobre um polêmico curso de Segurança Pública que estão querendo implantar, tendo de quebra uma nova tentativa de implantar também o ensino à distância. Infelizmente a grande maioria dos estudantes da universidade ainda está presa a uma série de lógicas que favorecem ao modelo dominante de sociedade, que por sua vez, só favorece ao projeto de universidade que a atual REItoria quer implantar: uns estudantes não conseguem enchergar a universidade como um todo, ficam limitados ao seu curso ou instituto, outros, vinculados a partidos políticos institucionalizados, preferem disputar os espaços institucionais burgueses, no caso da UFF, o CUV, e dentro das regras existentes nesse espaço, que foram feitas para garantir o poder aos grupos dominantes; a maioria, entretanto, segue omissa e apática, isso sem falar nos que aplaudem o projeto de universidade do REItor. Da nossa parte, seguiremos na luta, pautando as contradições e buscando afirmar o nosso projeto de uma universidade voltada para toda a sociedade e principalmente para o proletariado, enfim defenderemos um projeto classista dentro da UFF, pois esse é o caminho da afirmação por parte dos históricamente oprimidos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2856948675440007008-3699610126405845669?l=marcusfluder.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcusfluder.blogspot.com/feeds/3699610126405845669/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2856948675440007008&amp;postID=3699610126405845669' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2856948675440007008/posts/default/3699610126405845669'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2856948675440007008/posts/default/3699610126405845669'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcusfluder.blogspot.com/2008/09/vises-de-universidade.html' title='Visões de universidade'/><author><name>Marcos F. Luder</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06016822686787109675</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2856948675440007008.post-1350962537587837495</id><published>2008-08-29T14:59:00.000-07:00</published><updated>2008-08-29T15:16:21.906-07:00</updated><title type='text'>As experiências do ENEH</title><content type='html'>Recentemente eu estive no ENEH ( Encontro Nacional de Estudantes de História ) em São João Del Rey. Apesar de aspectos bem degenerados que eu pude ver naquele encontro, pelo menos duas situações fizeram com que valesse a pena a experiência: primeiro foi a oportunidade de ministrar, como mais três companheiros, de um mini-curso onde abordamos o movimento estudantil como um todo, tanto em relação a sua construção de memória, as suas abordagens e estratégias dentro do movimento social como um todo. Esse mini-curso me garantiu o acesso a leituras que me deixaram uma impressão muito forte. A partir dessas leituras eu me convenci que o grande problema do movimento estudantil é o fato de em sua grande maioria estar voltado para o próprio umbigo, preocupado com questões que não ultrapassam os muros da universidade e mesmo quando atua na luta social, o faz como algo vindo de fora, com um ar de superioridade sobre quem não faz parte da "elite" que estuda em universidade. Estou cada vez mais convencido que o movimento estudantil vive uma crise de concepção. Eu diria mesmo que até a palavra "movimento estudantil", por si só, já é problemática, pois dá impressão de que os estudantes vivem uma realidade a parte da sociedade, tem um texto chamado "A miséria do meio estudantil", que data da época do Maio de 68, que toca nesse assunto de maneira muito profunda, tanto que foi um dos textos utilizados no mini-curso. Essa reflexão foi uma das consequencias de minha participação no mini-curso. A outra boa experiência foi o contato que fizemos com pessoas que têm referenciais muito parecidos com os que temos tentado pôr em prática aqui na UFF com a luta do Acampamento Maria Júlia Braga: O Quilombo do Século XXI, esse contato tem sido mantido numa lista de e-mails que fizemos e que nos permite trocar experiências e textos, não deixando que o contato do ENEH se esfrie. Se não fosse por essas duas experiências eu diria que aquela semana em  São João Del Rey teria sido um desastre.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2856948675440007008-1350962537587837495?l=marcusfluder.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcusfluder.blogspot.com/feeds/1350962537587837495/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2856948675440007008&amp;postID=1350962537587837495' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2856948675440007008/posts/default/1350962537587837495'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2856948675440007008/posts/default/1350962537587837495'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcusfluder.blogspot.com/2008/08/recentemente-eu-estive-no-eneh-encontro.html' title='As experiências do ENEH'/><author><name>Marcos F. Luder</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06016822686787109675</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2856948675440007008.post-5441986826867585540</id><published>2008-08-28T15:08:00.000-07:00</published><updated>2008-08-28T15:17:24.016-07:00</updated><title type='text'>Notícias sobre educação</title><content type='html'>Extraído do site: http://revistaeducacao.uol.com.br&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em busca de centralidade&lt;br /&gt;Pesquisa concluída em 2006 e recém-divulgada pelo MEC mostra que é preciso mais do que distribuir acervos para fazer as bibliotecas escolares adquirirem importância no processo de valorização da leitura no país&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Rubem Barros&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Eu afirmo que a biblioteca é interminável", diz o narrador do conto Biblioteca de Babel, escrito ainda nos anos 40 pelo argentino Jorge Luis Borges. Na obra, o escritor discorre sobre as extensões do espaço físico consagrado ao livro, conectando-as a dimensões mais profundas da experiência humana. "Desde que ao menos a porta de entrada esteja aberta", poderia rebater quem quer que tenha acesso ao relato "Programa Nacional de Bibliotecas Escolares (PNBE): leitura e biblioteca nas escolas públicas brasileiras", resultado da avaliação diagnóstica feita pela Secretaria de Educação Básica do Ministério da Educação (SEB/MEC), em parceria com a Associação Latino-americana de Pesquisa e Ação Cultural e com o Laboratório de Políticas Públicas da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A conclusão hipotética não é fortuita. Segundo Jane Paiva, professora da Faculdade de Educação Uerj e coordenadora da pesquisa, "a chave é o grande símbolo da biblioteca na escola". Isso decorre de um processo de sacralização tão grande do livro que acaba por criar uma relação por demais cerimoniosa entre ele e os potenciais leitores, tornando-o muitas vezes mais objeto de guarda do que de usufruto. Por isso, deter a chave da biblioteca escolar, quando ela existe, é sinal de poder. Para Jane Paiva, as práticas escolares têm de se desvincular de uma cultura autoritária que impõe aos alunos que tem de ser lido&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O estudo analisa junto a alunos, professores, gestores, bibliotecários e membros das comunidades escolares a circulação dos acervos, tipos de uso, identificação de origem e outros aspectos ligados às diversas coleções distribuídas pelo PNBE desde sua implantação. A pesquisa de campo foi feita entre 2005 e 2006 junto a 196 escolas de ensino fundamental, de 19 municípios e 8 estados. O tempo que levou para vir a público - um ano apenas para o processo de confecção de um livro que servirá como devolutiva às escolas - sinaliza a dificuldade de se ajustar o leme das políticas públicas. Como resultado do diagnóstico, o MEC lançou, ainda em 2006, um documento intitulado "Por uma política de formação de leitores", em que alinhava, de forma genérica, três grandes eixos de ações para a finalidade contida no título: qualificação dos recursos humanos, ampliação das oportunidades de acesso a diferentes materiais de leitura e avaliação das ações desenvolvidas para tanto. E sublinha a necessidade de ação conjunta de todos os entes federados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PNBE em foco&lt;br /&gt;Num momento em que os indicadores educacionais têm apontado para um cenário de baixa proficiência no campo da leitura, o PNBE é hoje a principal ação pública voltada a fomentar o uso das bibliotecas escolares. Os acervos escolhidos em um ano são distribuídos no seguinte. De 20 mil acervos distribuídos em 1999, passou a 96,4 mil acervos e mais de 7,2 milhões de livros oferecidos em 2007 (PNBE 2006). No início, as coleções destinavam-se apenas aos alunos do ensino fundamental. Hoje, há material também para o ensino médio e educação infantil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A necessidade de avaliação foi apontada em 2002 em um questionamento do Tribunal de Contas da União (TCU) ao MEC. Na época, o TCU identificou a "descaracterização do programa originalmente concebido", em função de alteração na sistemática de distribuição. Isso se deveu ao fato de as coleções iniciais, voltadas para a constituição de acervo escolar e para os professores, terem se transformado na "Literatura em Minha Casa", cujo destino era a residência dos estudantes. O Tribunal, que vinha avaliando programas governamentais e sua eficácia, cobrou do governo uma mensuração de resultados de modo a saber se o dinheiro público estava sendo bem investido. Demorou quase seis anos, mas hoje há dados claros para balizar os gestores. Muitos deles, como admitem Jane Paiva e Jane Cristina da Silva, coordenadora geral de Materiais Didáticos da SEB/MEC, apenas corroboram aquilo que já se entrevia há muito tempo. Mas agora com a certeza de que não são apenas inferências de alguns.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diagnóstico&lt;br /&gt;Além da dificuldade do acesso, fartamente mencionada pelos pesquisadores que visitaram as escolas, o estudo registra outros problemas. Um deles é a necessidade de articulação entre o acervo distribuído, os responsáveis pelo processo de mediação e a existência de espaços adequados (apenas 27, 8 mil unidades de ensino fundamental entre 143,6 mil, 19,3% do total, dispõem de bibliotecas, segundo o Censo Escolar 2005).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No que tange à questão física, a existência de muitas salas ou cantinhos de leitura em substituição a bibliotecas indica uma tendência ao improviso que denota o lugar secundário que é destinado a esses espaços.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para Elizabeth Serra, ex-coordenadora e atual membro do Conselho do Programa Nacional de Incentivo à Leitura (Proler), que esteve à frente do PNBE quando de sua implantação, a oferta de espaços adequados de leitura não acompanhou a aceleração do processo de universalização da educação, ocorrido a partir dos anos 70. "O projeto pensado então não era de educação de qualidade", diz, lembrando que o PNBE retomou o antigo Programa Nacional Sala de Leitura, que nos anos 80 já distribuía acervos. "Ao trocar o nome, reintroduzimos o conceito de biblioteca no lugar de sala de leitura. Até então, praticamente não havia demanda das prefeituras por bibliotecas", relembra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A obrigatoriedade da biblioteca escolar já é vista como um caminho para a presença do livro e das práticas letradas nas escolas. Pelo menos no Congresso Nacional. O Projeto de Lei 3044/08, de autoria do deputado Sandes Júnior (GO), determina que, num prazo de cinco anos, todas as escolas do país devem ter bibliotecas com acervo mínimo de quatro livros por aluno. O PL teve voto favorável do relator da Comissão de Educação e Cultura e ainda tramita na Câmara dos Deputados. Prevê também que as bibliotecas devem ser supervisionadas por bibliotecários em um prazo máximo de dez anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas se em alguns locais - como uma escola baiana onde, em vez da biblioteca, o que havia era uma "armarioteca" - essa presença poderia ser auspiciosa, nem sempre ela é sinônimo de formação de leitores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como aponta a pesquisa, "uma característica tristemente representativa desses variados espaços e desenhos de ambientes de leitura esteve simbolizada pela chave - a síntese do inacessível, do inatingível -, que vedava inúmeros espaços e acessos: de salas de leitura, de bibliotecas, de armários, todos eles fechados, com portas escondendo o enigma atrás das muralhas instransponíveis ao acesso e fruição dos usuários - estudantes, professores, comunidade".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa inacessibilidade, aliada ao que Jane Paiva chama de uma cultura autoritária da escola, que obriga o aluno a ler apenas o que as disciplinas exigem, em horários agendados e em meio a uma atmosfera de controle, apesar de altamente inibidoras, não retiraram dos estudantes o prazer de ler. Porém, aquilo que lhes apraz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Nos grupos focais, os alunos mostraram que gostam de ler, mas não o que a escola quer que eles leiam. Em seu tempo livre, eles lêem quadrinhos, folhetins, romances do tipo Júlia e Sabrina. E gostam de levar livros para casa, para ler com os irmãos e pais", relata.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para Aparecida Paiva, professora do Ceale, da UFMG, e membro do corpo de avaliação dos acervos do PNBE, o caminho para que um leitor venha a se tornar um leitor literário é grande, e a escola não pode fazer da literatura um simples instrumento didático para melhorar a leitura dos alunos. "Eles têm de usufruir essa leitura literária sem condicionamentos escolares, sem ter prestação de contas. Temo que assim eles leiam apenas enquanto estão na escola, e deixem de ser leitores quando saírem dela", alerta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Noção sistêmica&lt;br /&gt;Por esses e por outros motivos, a simples distribuição de acervo, ainda que necessária, não é suficiente para, sozinha, constituir uma política pública de formação de leitores no âmbito escolar. "É preciso vincular as políticas de formação continuada aos acervos distribuídos", defende Jane Paiva, da Uerj, alertando para um problema: não é possível ser formador de novos leitores se não se é leitor. Numa escola burocratizada e irreflexiva, o professor abandonou o lugar da escrita e passou a habitar o lugar da cópia, diz ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já Edmir Perrotti, professor do departamento de Biblioteconomia da Escola de Comunicações e Artes da USP e coordenador do Colaboratório de Infoeducação, da mesma instituição, defende a introdução de uma noção sistêmica, dotada de intencionalidade e regida por critérios públicos. Para tanto, se deve envolver um arco grande de instituições e segmentos, e ter como princípio o fato de que não se pode querer, compulsoriamente, fazer com que os indivíduos gostem de ler, ou supervisionar suas práticas de leitura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O Estado tem de criar a condição para a leitura de dimensão pública, concebida a partir da vinculação de um sujeito com outros sujeitos, e não estimular a formação de leitores  desgarrados do mundo, à moda de Ema Bovary ou Dom Quixote. Gostar ou não de ler é uma questão individual. Ao Estado, cabe se preocupar com o direito do cidadão", argumenta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perrotti, que chegou a participar de reuniões no MEC quando a idéia de avaliar o PNBE ainda era embrionária, defende que as bibliotecas devem incorporar um novo conceito de espaço de leitura, que resulte numa rede de "estações do conhecimento", com várias unidades interligadas que propiciem aos usuários aprender como buscar informações para além de seu local de acesso e a navegar pelos mais diversos suportes de leitura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua proposta foi desenvolvida a partir de um projeto financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), que mantém uma linha de estudos para intervenção no espaço escolar. Depois disso, a experiência virou objeto de um convênio entre a USP e a Prefeitura de São Bernardo do Campo/SP, que a partir de 1999 começou a montar sua rede de "estações".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Partimos da crítica da biblioteca convencional, de preservação ou difusão, adjetivando-a até construir um substantivo", explica Perrotti. O ponto central na busca do modelo foi a constatação de que havia dois problemas e que era preciso desfazer o nó resultante de sua convergência: a falta de acesso e o excesso de informação. Ou seja, achar uma solução que desse conta do acesso num quadro de excesso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O jovem está estressado com tantas informações. Não adianta só oferecê-las, é preciso garantir a apropriação. Não há mais uma única biblioteca que consiga suprir as necessidades do sujeito. É preciso formá-lo para uma rede. A informação, como tal, é um conteúdo a ser aprendido", conceitua. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O raciocínio construído por Perrotti traz pontos de convergência e divergência com a visão de Elizabeth Serra. Defensora da distribuição dos acervos diretamente para os alunos, consubstanciada na coleção Literatura em Minha Casa, contestada pela TCU em 2002/03, ela defende a opção feita à época. "A compra dos livros para levar para casa é simbólica, mas o símbolo é muito importante. Até hoje, há relatos de pessoas que falam sobre esses livros. Há dinheiro para fazer isso e para as bibliotecas", diz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De fato, a pesquisa encomendada pelo MEC mostra que as coleções do "Literatura em Minha Casa", distribuídas tanto para escolas quanto para famílias de alunos foram bem recebidas por muitas delas e até provocaram iniciativas de reforço ao trabalho escolar para incrementar a aprendizagem de leitura. No Ceará, por exemplo, o acervo foi considerado excelente por todos os entrevistados. Mas também houve problemas. No Pará, em 40% das escolas os livros não foram suficientes para todos e as coleções foram repartidas para que atendessem o conjunto dos alunos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro aspecto dissonante na visão de Elizabeth, que também é a secretária geral da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil, é a questão de a biblioteca ter de abarcar outras linguagens, incluindo aquelas que não comportam a palavra escrita. Para ela, a falta de concentração na leitura resulta na má leitura. Ou seja, quando outros interesses como o teatro, por exemplo, são decorrência de práticas de leitura, há mais consistência no processo do que quando são usados como chamarizes para atrair leitores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A convergência fica por conta da necessidade de se criar redes de bibliotecas públicas. "É preciso criar uma biblioteconomia voltada ao atendimento da biblioteca pública. E isso tem de começar na escola, com uma rede competente de bibliotecas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aprende-se a ir à biblioteca na escola, pois a maioria das crianças não está acostumada a ver livros em casa", conclui.&lt;br /&gt;De fato, a criação de redes, se bem articulada, pode constituir-se num aspecto central de uma boa política de leitura, estejam as redes funcionando no âmbito das escolas ou não (aliás, uma reivindicação recorrente nos municípios pesquisados pelo MEC é a de que a biblioteca da escola possa ser utilizada pela comunidade). Um exemplo disso é a Biblioteca Luis Ángel Arango, de Bogotá, Colômbia, centro de uma rede de 17 bibliotecas regionais acopladas a centros culturais que funcionam em todos os estados do país. Com 50 anos de existência, a Luis Arango é uma biblioteca de dimensões antigas, com um acervo de 2 milhões de livros e quase 10 mil visitantes diários. Mas soube informatizar os dados sobre o acervo e interconectar todas as outras unidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro exemplo é a Direção de Bibliotecas, Arquivos e Museus do Chile, vinculada ao Ministério da Educação local, que começou em 2006 um processo de informatização em rede de todas as bibliotecas do país. Até o momento, 260 unidades já aderiram ao plano, que prevê a integração total até 2010, ano do bicentenário da independência do país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na avaliação, a biblioteca só aparece como esfera nuclear dos projetos pedagógicos em poucos discursos, o que não se verifica na prática. No caso dos mediadores, é notória a necessidade de formação para atividades de leitura, ainda muito ligadas a uma utilização disciplinar dos acervos, com atividades como cópias e leitura condicionada a avaliações, afugentando a iniciativa de leitura do aluno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tripé essencial&lt;br /&gt;Como diz o educador Edson Gabriel Garcia, autor de Biblioteca escolar, estrutura e funcionamento (Loyola, 1998), há um tripé essencial a ser pensado. Além do acervo e do espaço físico, há a questão central, que é a do mediador de leitura. Esse encargo pode ser levado a diante tanto por um professor como por um bibliotecário, advoga Garcia, mas é preciso que ele seja "senhor do processo de mediação", assim como o professor deve ser senhor "do seu processo pedagógico". "E precisa estar ancorado em um projeto concebido com o envolvimento de toda a escola ou comunidade", diz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Articulador do projeto de salas de leitura da rede municipal paulista levado a cabo nos anos 80 e consultor das salas de leitura comunitárias do Instituto C&amp;A, Garcia alerta que a falta de um processo orgânico nos leva a valorizar demais os grandes empreendedores que fogem à curva da ação burocrática e da pasmaceira. "Nada contra o protagonismo. Mas isso não resolve o problema estrutural", diz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pesquisa sobre o PNBE comprova esse fator. Mostra muitas iniciativas levadas adiante por abnegados que obtêm bons resultados. Elas não resolvem o todo. Mas indicam que não são necessárias grandes pirotecnias para se chegar a algum lugar. Bastam seriedade, criatividade, disposição, diálogo, formação e infra-estrutura. Condições básicas que fazem a diferença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PNBE ampliação&lt;br /&gt;Sucessor de outros projetos na área de leitura e bibliotecas, o Programa Nacional de Biblioteca da Escola foi implantado em 1998, com a primeira seleção de livros distribuída no ano seguinte para estimular a constituição de bibliotecas escolares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre 2001 e 2003, houve também distribuição diretamente para os alunos, com as coleções "Literatura em Minha Casa". A prática foi contestada pelo Tribunal de Contas da União, que em 2002 apontou um desvio de finalidade no projeto. A partir de 2005, o governo resolveu ampliar o leque de etapas da educação contempladas, antes restrito ao ensino fundamental e hoje estendido ao ensino médio e à educação infantil. O volume de recursos também cresceu, devendo atingir R$ 71 milhões na versão 2008 (distribuição em 2009).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também a partir de 2005, o MEC passou a eleger uma instituição responsável pela seleção dos títulos, alterando a forma anterior, em que especialistas de diversas universidades faziam um processo de imersão em Brasília.&lt;br /&gt;"Hoje temos um sistema melhor, pois o vínculo com a academia não fica assentado em pessoas, mas em grupos acadêmicos de pesquisa", diz Aparecida Paiva, do Ceale, da UFMG, instituição hoje responsável pelo processo seletivo. A professora, coordenadora geral do PNBE 2007, ressalva que a instituição não assume a tarefa sozinha: avaliadores de 13 estados trabalham sob a coordenação do Ceale.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste ano, serão distribuídos três acervos de 20 livros cada para a educação infantil e cinco acervos de 20 livros cada para o ensino fundamental 1. Cada escola recebe de um a três acervos, de acordo com o número de alunos. Foram inscritas 1.873 obras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A análise leva em conta três linhas mestras: a qualidade textual (aspectos éticos e estéticos da narrativa); qualidade temática (diversidade, pluralidade de contextos, adequação ao público); projeto gráfico (qualidade das ilustrações, articulação destas com o texto).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto a uma reclamação recorrente, a de que o acervo deveria contemplar mais títulos ou obras regionais, a ex-coordenadora pessoalmente, a considera justa, mas aponta dois aspectos que inviabilizam sua seleção: a circulação nacional dos livros, que têm de ter apelo universal, e a concentração de editoras no Sudeste do país. "No PNBE 2009, tivemos 61% de editoras paulistas, 23% do Rio de Janeiro, 9% de Minas Gerais, 3% do Rio Grande do Sul, além de Distrito Federal, Ceará, Paraná, Bahia e Espírito Santo, com 1% cada. O que tentamos é diversificar a partir do gênero", diz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pesquisa&lt;br /&gt;Coordenada pelas professoras Jane Paiva e Andréa Berenblum, da Faculdade de Educação da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), a pesquisa "Programa Nacional Biblioteca da Escola (PNBE): leitura e biblioteca nas escolas públicas brasileiras" foi realizada entre 2005 e 2006. Um grupo de 22 pesquisadores visitou, durante 11 dias, 196 escolas, localizadas em 8 estados e 19 municípios, amostra representativa do total de escolas que receberam os livros do PNBE de 1999 até hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos estados selecionados, abarcando todas as regiões do Brasil, foram escolhidas sempre a capital e mais um ou dois municípios que estivessem em um raio de até 100 km desta. A amostra teve 102 escolas de capitais e 94 de outros municípios; 100 escolas estaduais e 96 municipais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A coleta de dados envolveu quatro procedimentos: observação de campo; entrevistas com diretores, coordenadores pedagógicos e responsáveis por bibliotecas; grupos focais com estudantes e professores; entrevistas com pais e comunidade. Foram realizados 86 grupos focais, 46 com alunos e 40 com professores e membros de equipes pedagógicas. Já a pesquisa quantitativa ouviu 359 estudantes, 303 professores, 200 diretores, 5 bibliotecários, 152 responsáveis por bibliotecas, 31 pais e 37 profissionais da educação que desempenham funções diversas. Chama a atenção o baixo número de bibliotecários com formação específica, categoria em extinção nas escolas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As recomendações do estudo&lt;br /&gt;- Aperfeiçoar canais de comunicação entre o MEC e as escolas, fomentando maior participação da comunidade escolar nas definições da política;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Investir na formação dos profissionais responsáveis por bibliotecas e em todos os professores - não só nos de língua portuguesa - para potencializar a efetivação do trabalho de literatura na escola;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Incentivar o concurso público para profissionais com formação específica na área para o trabalho em bibliotecas escolares;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ampliar a distribuição de livros para escolas, considerando as especificidades dos estudantes da educação infantil, de jovens e adultos (principalmente em processo de alfabetização) e do ensino médio;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Destinar recursos específicos para a aquisição de livros e obras de referência em consonância com a demanda da própria escola, além da continuidade da distribuição de acervos coletivos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2856948675440007008-5441986826867585540?l=marcusfluder.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcusfluder.blogspot.com/feeds/5441986826867585540/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2856948675440007008&amp;postID=5441986826867585540' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2856948675440007008/posts/default/5441986826867585540'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2856948675440007008/posts/default/5441986826867585540'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcusfluder.blogspot.com/2008/08/notcias-sobre-educao.html' title='Notícias sobre educação'/><author><name>Marcos F. Luder</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06016822686787109675</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2856948675440007008.post-4779553918042938419</id><published>2008-08-28T09:03:00.001-07:00</published><updated>2008-08-28T09:03:52.694-07:00</updated><title type='text'>Avaliação do CUV</title><content type='html'>Eu estive no CUV de ontem e, é claro, tenho uma avaliação diferente da que foi feita pelo Daniel. Para começo de conversa, o que ele chama de vitória do movimento estudantil foi apenas alguns "doces"  que a atual reitoria deixou cair. O fim proibição das festas foi uma concessão fácil quando se pensa que ninguém estava obedecendo mesmo. O aumento das bolsas já tinha sido definido bem antes do CUV, como prova a fala do Madureira, onde este disse com todas as letras que a bancada estudantil foi "pega de surpresa com o aumento das bolsas", sem falar que essa fala ensejou uma resposta do Heitor, uma das raposas felpudas daquele conselho, ao afirmar que o aumento das bolsas estava dentro do projeto de expansão da UFF que estava sendo implantado pela REItoria. Entretanto, nada foi mais patético do que o momento em que o conselho foi interrompido para se eleger os membros do Conselho Fiscal e do Conselho Administrativo da FEC. A bancada estudantil participou da votação para referendar uma fundação que afirma combater, mesmo que tenham votado nulo, ainda assim, a mera participação já legitima o processo, e nem sequer uma fala foi feita sobre isso. O pior mesmo foram os membros da bancada estudantil saindo da cabine de votação e exibindo as células de votação, fazendo o V da vitória???? e posando para fotos, ridículo. No caso da moradia estudantil e do problema do bandejão, tudo o que se ouviu foram respostas evasivas do REItor, coisas do tipo "esse assunto está sendo encaminhado", mas nenhum compromisso efetivamente assumido, muito menos estabelecimento de prazo, principalmente no que se refere a moradia, pois em nenhum momento o REItor disse que esta será construída em breve. No final do CUV não faltou, é claro, o tradicional rôdo por parte da REItoria, que encerrou o CUV sem votar o plebecito sobre a gratuidade do ensino, não só ignorando, mas chegando mesmo a achar graça do protesto estudantil.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2856948675440007008-4779553918042938419?l=marcusfluder.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcusfluder.blogspot.com/feeds/4779553918042938419/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2856948675440007008&amp;postID=4779553918042938419' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2856948675440007008/posts/default/4779553918042938419'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2856948675440007008/posts/default/4779553918042938419'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcusfluder.blogspot.com/2008/08/avaliao-do-cuv.html' title='Avaliação do CUV'/><author><name>Marcos F. Luder</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06016822686787109675</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2856948675440007008.post-3644898058192840805</id><published>2008-08-25T16:25:00.000-07:00</published><updated>2008-08-25T16:38:16.460-07:00</updated><title type='text'>Mais um REItor que cai</title><content type='html'>DENÚNCIAS LEVAM REITOR DA UNIFESP A DEIXAR O CARGO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pedido de demissão foi feito na manhã desta segunda ao ministro da Educação.&lt;br /&gt;Fagundes Neto teria usado o cartão corporativo para pagar despesas pessoais&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Denúncias de irregularidades levaram o reitor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Ulysses Fagundes Neto, a deixar o cargo. O pedido de demissão foi feito na manhã desta segunda-feira (25) ao ministro da Educação, Fernando Haddad. Ele é acusado de ter feito viagens internacionais não autorizadas. Ulysses Neto teria usado o cartão corporativo para pagar despesas pessoais, como compra de barbeador e escova de cabelo por R$ 300, além de hospedagens em hotéis de luxo na Europa. Entre 2006 e 2007 foram, ao todo, treze viagens para fora do Brasil. O Tribunal de Contas da União constatou que os gastos ilegais chegaram a quase R$ 230 mil, por meio de um relatório de 58 páginas. O reitor diz que reembolsou à universidade os gastos considerados pessoais. O Ministério da Educação (MEC) divulgou nota na qual confirma o pedido de demissão de Fagundes Neto. Segundo o documento, o vice-reitor Sérgio Tufik passa a responder interinamente e tem 60 dias para realizar o processo de escolha do novo reitor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O Ministério da Educação espera que no tempo regimental a instituição informe o nome do novo dirigente, de acordo com os princípios da autonomia universitária", afirma a nota. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Unifesp informou que desconhece o relatório e que todas as viagens internacionais de Fagundes Neto foram de interesse da universidade. O Conselho Universitário ainda vai decidir se convoca uma nova eleição ou se passa o cargo para o vice-reitor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;REITOR DA UNB TAMBÉM RENUNCIOU&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este ano, o então reitor da Universidade de Brasília (UnB), Timothy Mulholland, também renunciou por suspeitas de irregularidades com o uso do dinheiro público. Em abril, sob protestos de estudantes, o gestor comunicou a renúncia ao ministro da Educação. Mulholland estava sob pressão desde que a relação entre a universidade e a Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos (Finatec), ligada à UnB, foi questionada pelo Ministério Público do Distrito Federal (MPDF). O MPDF acusou a Finatec de ter financiado, com recursos públicos, a reforma de um apartamento funcional, até então usado por Mulholland, bem como a compra de móveis e utensílios domésticos. O valor do gasto: R$ 470 mil, segundo o MPDF - sendo R$ 1 mil para uma lixeira. A UnB diz que o gasto não ultrapassou os R$ 350 mil. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;COMENTO: É isso aí. Casos como esse já deviam estar acontecendo a muito tempo, mas somente agora é que começam a vir a público. Recentemente nós do acampamento entramos com um pedido de esclarecimento no Ministério Público Federal (MPF) de &lt;br /&gt;Niterói sobre irregularidades que também estariam acontecendo na UFF, tanto no que diz respeito a FEC (Fundação Euclides da Cunha) quanto na própria administração da UFF. É claro que não dá para contar com os caminhos institucionais para mudar a unversidade da maneira como queremos. A queda do reitor da UNB ou da UNIFESP apenas significa uma "troca de guardas". A estrutura de poder dessas universidades continuarão as mesmas, e aqui na UFF, ou em qualquer universidade, não será diferente. A campanha que estamos tocando aqui na UFF, FORA SALLES! O CUV NÃO NOS REPRESENTA! PELA CONSTRUÇÃO DA ASSEMBLÉIA COMUNITÁRIA NA UFF JÁ! busca exatamente romper com os paradigmas institucionais da universidade pública, é claro que a universidade não está descolada da sociedade em que vivemos e a nossa campanha é também um chamado para o desenvolvimmento de uma consciência a respeito de que tipo de sociedade nós queremos. Temos clareza de que uma mudança na universidade também não pode prescindir de uma mudança também na sociedade em geral, mas também estamos conscientes de que essa mudança só vai ocorrer se nos dispusermos a lutar por ela, em vez de nos perder em disputas estéreis nos espaços institucionais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2856948675440007008-3644898058192840805?l=marcusfluder.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcusfluder.blogspot.com/feeds/3644898058192840805/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2856948675440007008&amp;postID=3644898058192840805' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2856948675440007008/posts/default/3644898058192840805'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2856948675440007008/posts/default/3644898058192840805'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcusfluder.blogspot.com/2008/08/mais-um-reitor-que-cai.html' title='Mais um REItor que cai'/><author><name>Marcos F. Luder</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06016822686787109675</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2856948675440007008.post-7875138005546371096</id><published>2008-08-21T07:31:00.000-07:00</published><updated>2008-08-21T07:47:58.504-07:00</updated><title type='text'>Reunião no Bloco E</title><content type='html'>Ontem ocorreu no bloco, campus do Gragoatá da UFF uma reunião promovida pela ADUFF ( Associação dos Docentes da UFF ) a respeito das ditas fundações privadas de apoio a universidade. Nós do acampamento participamos dessa atividade e nos colocamos enquanto movimento político de luta na UFF. Infelizmente o que ficou claro foi a falta de um projeto político consistente de enfrentamento em relação às políticas da reitoria e seu projeto de universidade, bem como suas ações de criminalização contra os que se opõe a ele. O que se viu foi o velho jogo de palavras de ordem e uma claque organizada para aplaudir discursos que beiravam ao ridículo em alguns momentos. Nós entregamos uma representação que fizemos ao Ministério Público Federal ( MPF ) a respeito de diversas irregularidades existentes na UFF e na mesa havia um representante do MPF que de início declarou que o órgão precisava ser "provocado" pelos que queriam combater essas irregularidade, mas logo a seguir fez pouco caso do nosso pedido de esclarecimento, ou seja, ele parece que não gostou muito de ser provocado. De fato, nós não esperamos muito do MPF, pois apesar do discurso do promotor ter um teor crítico a respeito das ditas fundações  de apoio, ainda representava uma instituição do Estado Burguês, ou seja, não esperamos dela nada que vá contra a ordem vigente. Entregamos o pedido de esclarecimento com a intenção de provocar uma situação que nos ajude na nossa movimentação politica que não vai se pautar pela institucionalidade, não temos ilusões que conseguiremos o nosso objetivo de uma universidade voltada para toda a sociedade e, principalmente, para o Proletariado, se ficarmos nos limites da ordem subordinada ao modelo burguês-capitalista. Infelizmente, todos os chamamentos a uma unidade na luta, feitos por integrantes do P-SOL que falaram naquela atividade ainda não se materializaram na prática, o caso da fracassada tentativa de um ato na Geografia ilustra bem isso, pois esses mesmos grupos que pediam unidade não ligaram a mínima para essa atividade. Não temos a menor dúvida que só uma forte unidade na luta contra as políticas repressivas da REItoria da UFF e seu projeto de universidade será capaz de deter as suas ações, mas essa unidade vai ter que ser na prática e não apenas no discurso como tem acontecido. Hoje vai ter Assembléia dos Estudantes da UFF, vamos colocar de novo essa discussão para ver o que acontece.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2856948675440007008-7875138005546371096?l=marcusfluder.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcusfluder.blogspot.com/feeds/7875138005546371096/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2856948675440007008&amp;postID=7875138005546371096' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2856948675440007008/posts/default/7875138005546371096'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2856948675440007008/posts/default/7875138005546371096'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcusfluder.blogspot.com/2008/08/reunio-no-bloco-e.html' title='Reunião no Bloco E'/><author><name>Marcos F. Luder</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06016822686787109675</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2856948675440007008.post-1338069849191930956</id><published>2008-08-19T10:53:00.000-07:00</published><updated>2008-08-19T11:07:57.524-07:00</updated><title type='text'>Ato na Geografia</title><content type='html'>Hoje todos nós no acampamento tivemos que acordar cedo para ir no campus da Praia Vermelha e dar o nosso apoio a um ato que estava sendo puxado pelo DA de Geografia contra uma ação da reitoria que pretendia tomar a Xeróx que está sob a responsabilidade do DA. Essa era, evidentemente, mais uma das ações da reitoria que visa quebrar qualquer foco de resistência ao projeto de universidade. Tal como no início do ano, quando tentou proibir as festas nos campi da UFF, a reitoria tenta acabar com a autonomia financeira do DA de Geografia, no caso das festas, seriam os DAs do Gragoatá os mais afetados. Há um claro interesse em impedir, através de uma asfixia financeira, qualquer forma de contestação contra o projeto de universidade que a reitoria está querendo impor. Entretanto, ao ir dar o nosso apoio não pudemos nos furtar de registrar a preocupação com a maneira como se buscam mobilizar os estudantes; durante a passagem de sala, um dos militantes chegou a citar o jogo de Brasil X Argentina, que iria ocorrer às 10 horas, como forma de mobilização. Como um de meus colegas de acampamento disse na reunião que foi feita mais tarde, não dá para rebaixar o discurso para se tentar aglutinar os estudantes. O ato acabou não saindo, mas a discussão que procuramos fazer junto aos membros do DA de Geografia nos pareceu muito produtiva, pois nos permitiu ver que se tratavam de pessoas ainda não muito experientes nesse tipo de luta política. Só espero que esse primeiro revés de não terem conseguido fazer o ato não desanime os que estão começando. A luta é mesmo difícil, há uma profunda apatia em todos os setores da vida política, mas isso não deve nos fazer desanimar. Durante a discussão nós procuramos mostrar que não dá também para poupar os estudantes e que é preciso fazer um debate politizado para combater a inércia, em vez de cair numa tentativa baixa de agradar quem não parece disposto a lutar politicamete por uma universidade melhor. Acima de tudo, procuramos mostrar que a ação da reitoria na Geografia era apenas parte de um projeto de universidade que deve ser combatido por todos os que se opõe a ele. Sem uma forte união dos setores que se contrapõe à reitoria não vai ser possível lutar contra as suas ações dentro da UFF.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2856948675440007008-1338069849191930956?l=marcusfluder.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcusfluder.blogspot.com/feeds/1338069849191930956/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2856948675440007008&amp;postID=1338069849191930956' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2856948675440007008/posts/default/1338069849191930956'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2856948675440007008/posts/default/1338069849191930956'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcusfluder.blogspot.com/2008/08/ato-na-geografia.html' title='Ato na Geografia'/><author><name>Marcos F. Luder</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06016822686787109675</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2856948675440007008.post-7566531157807067432</id><published>2008-08-18T05:16:00.000-07:00</published><updated>2008-08-18T05:19:07.902-07:00</updated><title type='text'>A UNE sem máscara</title><content type='html'>Estou postando esse texto que peguei na lista de email do CAHIS-UFF, pois creio ser importante divulgar o acontecido para acabar de vez com as ilusões dos que ainda se apegam idealisticamente a uma entidade que já perdeu qualquer razão de ser, e para tirar também os argumentos que se mantem lá por puro oportunismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em menos de 24 horas a UJS/PC do B recebe seu pagamento do Governo Federal&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Otávio Luiz Machado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aproxima-se o momento da maior troca política na história recente da&lt;br /&gt;República. Em menos de 24 horas, o Governo Lula irá pagar a conta pelos bons&lt;br /&gt;serviços prestados pela União Juventude Socialista (UJS) do Partido&lt;br /&gt;Comunista do Brasil (PC do B) ao Governo Federal nos últimos seis anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como sempre, a justificativa precisa ser muito boa. E os preparativos,&lt;br /&gt;também. Não foi por acaso que a UNE tem realizado uma série de atividades&lt;br /&gt;nos últimos meses buscando aproximar-se dos estudantes, bem como o Ministro&lt;br /&gt;da (In) Justiça Tarso Genro, cujos factóides em torno dos crimes de tortura&lt;br /&gt;promovidos pela ditadura civil-militar asfaltaram o terreno que faltava para&lt;br /&gt;a mais nova modalidade de pagamento de dívida política no nosso país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A direção da UNE tem trabalhado para o Governo Federal – e não para os&lt;br /&gt;estudantes – até o último momento. No protesto de um ou dois membros direção&lt;br /&gt;da UNE, no dia 07 de agosto em frente ao Clube Militar, o que se leu: "Total&lt;br /&gt;apoio às ações dos Ministros Tarso Genro e Paulo Vanucchi". Mais uma vez a&lt;br /&gt;direção da entidade foi defender o governo e não os interesses do país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        Para quem acompanha de perto, o que se viu não trouxe novidades&lt;br /&gt;nenhuma. No outro factóide da UNE, no dia 19 de junho, quando se pedia uma&lt;br /&gt;nova política econômica, a queda dos juros e a saída do Presidente do Banco&lt;br /&gt;Central (Henrique Meirelles) com o intuito de apresentar uma entidade que&lt;br /&gt;critica o Governo Federal (Veja matéria em&lt;br /&gt;http://www.une.org.br/home3/movimento_estudantil/movimento_estudantil_2007/m_&lt;br /&gt;12748.html).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A entidade foi desmascarada mais uma vez, porque  no encontro da direção da&lt;br /&gt;UNE com Lula no dia 23 de julho, a "reivindicação" sequer entrou em pauta,&lt;br /&gt;pois foram tratados somente o seguinte: 1) Apoio de R$40 milhões do Governo&lt;br /&gt;Federal para a construção de um prédio de 13 andares para a sede da UJS/PC&lt;br /&gt;do B (mas com argumento que seria para uma entidade nacional dos&lt;br /&gt;estudantes). A "reivindicação foi prontamente atendida; 2) Desnacionalização&lt;br /&gt;da educação. Não foi sequer considerada pelo Governo Federal. A direção da&lt;br /&gt;UNE aceitou calada; 3) Projeto Rondon: é um projeto do Governo Federal. A&lt;br /&gt;UNE continuará "colaborando"; 4) ½ entrada: A UNE quer faturar em cima de&lt;br /&gt;tal direito. Foi encaminhada a proposta junto ao Governo Federal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        Tal postura colaboracionista da direção da UNE não é nova. Só&lt;br /&gt;algumas curiosidades. Enquanto a atual Presidente da UNE foi as ruas para&lt;br /&gt;demonstrar alguma coisa para iludir os estudantes, mas foi desmascarada na&lt;br /&gt;hora H, o ex-Presidente da entidade Gustavo Petta foi pior ainda. Depois  de&lt;br /&gt;perseguir os estudantes que ocuparam a USP em 2007, o mesmo ainda tentou ir&lt;br /&gt;no vácuo do movimento autentico e propôs que a UNE também ocupasse reitorias&lt;br /&gt;em tom de apoio à ocupação. Tudo depois que a ocupação foi bem sucedida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o "coitado" foi rapidamente desmascarado.  Um dia antes de divulgar o&lt;br /&gt;chamado "*Dia Nacional de Mobilização nas Universidades Pública", no dia 30&lt;br /&gt;de maio de 2007, Gustavo Petta foi se encontrar com o Presidente Lula. Ou&lt;br /&gt;seja, foi pedir autorização do Presidente para o ato que atingiria o Governo&lt;br /&gt;Federal, o que nenhum líder estudantil sensato faria, pois primeiro faz o&lt;br /&gt;protesto, reivindica e depois vai se encontrar com o Presidente buscando&lt;br /&gt;soluções. Mas entidade chapa-branca não age assim (Veja agenda presidencial&lt;br /&gt;em *http://www.info.planalto.gov.br/download/Agenda_Trabalho/300507.doc).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dois dias antes, o então Presidente da UNE, o Senhor Gustavo Petta, passava&lt;br /&gt;por constrangimento, conforme a seguinte matéria:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; "Nesta segunda-feira (28/05) o presidente da União Nacional dos Estudantes&lt;br /&gt;(Une), Gustavo Petta, passou por um constrangimento público na Universidade&lt;br /&gt;Federal de Alagoas (Ufal) e viu o quão desgastado está seu discurso político&lt;br /&gt;(reformista e fajuto) com a base do Movimento Estudantil (ME) (ver em&lt;br /&gt;http://dacsufpe.blogspot.com/2007_05_31_archive.html).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        A cara do Gustavo Petta poderá ser vista aqui:&lt;br /&gt;http://www.youtube.com/watch?v=cwfTY__LYUE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais uma vez a farsa da UNE não deu certo, pois o que queriam:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Em defesa da educação e para garantir o acesso e melhores condições de&lt;br /&gt;ensino para todos, a União Nacional dos Estudantes convoca para a próxima&lt;br /&gt;quarta-feira, 6 de junho, o *"Dia Nacional de Mobilização nas Universidades&lt;br /&gt;Públicas"" *(&lt;br /&gt;http://www.une.org.br/home3/movimento_estudantil/movimento_estudantil_2007/m_&lt;br /&gt;9337.html )&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        E o que se viu? A UNE partindo para cima dos estudantes que&lt;br /&gt;pretendem debater uma reforma universitária para o país. Foi mais um&lt;br /&gt;episódio criado pela direção da UNE para não fazer nada para o movimento&lt;br /&gt;estudantil e impedir que outros movimentos façam alguma coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na onda dos recursos públicos liberado as "milhões" pelo Governo Federal ao&lt;br /&gt;grupo da UJS/PC do B que tomou conta da UNE, é natural que a qualquer&lt;br /&gt;momento ocorra a suspensão dos repasses de recursos públicos, pois a&lt;br /&gt;entidade precisará explicar muito sobre o que foi feito com os R$2,3 milhões&lt;br /&gt;patrocinados pelo Governo Federal via Petrobras com o projeto "História da&lt;br /&gt;UNE". Tal projeto em nenhum momento se manifestou a favor da abertura dos&lt;br /&gt;arquivos da ditadura e a punição aos torturadores, porque comprometeria o&lt;br /&gt;Governo Lula.  Nada se fez e nada se falou em interesse do país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim, atitudes como o da direção da UNE e do Ministro Tarso Genro não&lt;br /&gt;colaboram com a democracia, não contribui para a abertura dos arquivos da&lt;br /&gt;ditadura e apenas gera propaganda para si próprios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reconstituir a história da ditadura civil-militar exige paciência,  trabalho&lt;br /&gt;de formiguinha e muita criatividade. Não é com provocações aos militares,&lt;br /&gt;com palavras de ordem e com factóides ministeriais que iremos mostrar ao&lt;br /&gt;povo brasileiro a face mais cruel da ditadura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estranhamente tal assunto veio a tona quando "democraticamente" o Governo&lt;br /&gt;Lula irá repassar cerca de R$30 milhões à  UNE. Foi preciso montar um circo&lt;br /&gt;para tal palhaçada. E só usando os seres humanos que lutaram, foram&lt;br /&gt;torturados, assassinados ou trucidados pela máquina da morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, no caso de um projeto da UNE, que foi realizado em parceria com a&lt;br /&gt;Fundação Roberto Marinho, cujo título é "História da UNE" (ou geralmente&lt;br /&gt;chamado de Memória do Movimento Estudantil), na análise do produto final do&lt;br /&gt;mesmo – o livro "Memórias estudantis: da fundação da UNE aos nossos dias"&lt;br /&gt;(de Maria Paula de Araújo, 2007) –  está muito claro o quanto a entidade&lt;br /&gt;deixou de contemplar a história do movimento estudantil brasileiro a partir&lt;br /&gt;da UNE para relacioná-la apenas aos interesses atuais do PC do B na direção&lt;br /&gt;da entidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;           Ao buscar dar publicidade ao próprio projeto  da Globo com a&lt;br /&gt;UNE,  ao grupo que comanda a entidade há vários anos e não à história da UNE&lt;br /&gt;de fato, o que indica mais uma vez o monopólio de toda a história do&lt;br /&gt;movimento estudantil de forma muito estranha. Eis a explicação da autora&lt;br /&gt;logo no início:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Este livro pretende recuperar um pouco dessa história e dessa memória&lt;br /&gt;recorrendo, de um lado, ao amplo acervo de depoimentos de antigos e atuais&lt;br /&gt;militantes e dirigentes da entidade, coletados e organizados pela equipe do&lt;br /&gt;Projeto Memória do Movimento Estudantil; e, de outro, à historiografia mais&lt;br /&gt;recente, que discute a história do Brasil contemporâneo e o papel dos&lt;br /&gt;estudantes nessa história" (Araújo, 2007, p. 18).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;           Num livro que traz como subtítulo "da fundação da UNE aos nossos&lt;br /&gt;dias", cremos que a eliminação de estudos clássicos sobre a história da UNE&lt;br /&gt;é algo muito sério, sobretudo com a valorização extremamente positiva do&lt;br /&gt;Governo Lula  e totalmente desfavorável aos seus antecessores. É o caso da&lt;br /&gt;Gestão Itamar Franco, que não apareceu nem na parte chamada "pequena&lt;br /&gt;Cronologia da História da UNE". E muito menos citou-se o trabalho de Itamar&lt;br /&gt;Franco na devolução do antigo terreno da sede da UNE, o apoio à&lt;br /&gt;reconstituição histórica do movimento estudantil com o livro "UNE:&lt;br /&gt;reencontro do Brasil com sua juventude" .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;           A autora também deixou de recorrer aos acervos do PROEDES (UFRJ)&lt;br /&gt;– apoiando-se apenas nas fontes secundárias dos livros produzidos por sua&lt;br /&gt;coordenadora. Também não utilizou o rico acervo de entrevistas do CPDOC /FGV&lt;br /&gt;(Rio de Janeiro), que guarda relevantes entrevistas de José Talarico (que&lt;br /&gt;vivenciou os primeiros tempos da UNE), de Roberto Gusmão (Presidente da UNE&lt;br /&gt;em 1947) e de tantos outros. Nem fez mérito ao acervo do Edgar Leuenroth&lt;br /&gt;(Unicamp), sem falar nas inúmeras teses, dissertações e monografias&lt;br /&gt;produzidas a partir das universidades. Centrou as imagens do livro em sua&lt;br /&gt;brutal maioria nos arquivos no Rio de Janeiro (sobretudo do Jornal O Globo),&lt;br /&gt;omitindo imagens fantásticas de jornais como Folha de S. Paulo, o Estado de&lt;br /&gt;S. Paulo, Estado de Minas, Jornal do Commercio (Recife) e tantas outras&lt;br /&gt;referências.&lt;br /&gt;           O mais impressionante é o descaso com as fontes, pois a autora&lt;br /&gt;abandona autores e fontes preciosíssimas da própria história da UNE, como o&lt;br /&gt;livro de depoimentos publicado por Jalusa Barcelos, o livro "UNE: Reencontro&lt;br /&gt;do Brasil com a sua Juventude", o "História da UNE" (Nilton Santos) e o&lt;br /&gt;trabalho precioso de Dulles que trata da história da Fundação da UNE,&lt;br /&gt;também. Com tal atitude, o projeto da UNE/FRM quis apenas mostrar que os&lt;br /&gt;seus produtos são originais e os melhores já produzidos no Brasil. Ao buscar&lt;br /&gt;fugir do formato acadêmico, onde o debate, o compartilhamento de saberes e o&lt;br /&gt;rigor técnico são próprios da produção do conhecimento, a UNE/FRM também em&lt;br /&gt;nada ajuda a contribuir com um dos princípios das Diretrizes originais do&lt;br /&gt;Programa Memória do Mundo da Unesco, que é o de garantir o acesso universal&lt;br /&gt;e lutar pela preservação dos documentos. Quando é dada publicidade a um&lt;br /&gt;conjunto documental raro – que consideramos tratar quando falamos do&lt;br /&gt;movimento estudantil – se está contribuindo para alertar governos e a&lt;br /&gt;sociedade de modo geral quanto aos riscos de perda e de sua importância como&lt;br /&gt;patrimônio documental.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A própria parceria de setores do movimento estudantil com a Rede Globo é&lt;br /&gt;questionável, pois as organizações do jornalista Roberto Marinho&lt;br /&gt;historicamente combateu o movimento estudantil e tantos outros movimentos&lt;br /&gt;que lutavam contra a ditadura civil-militar. Pois a Globo tratou a UNE&lt;br /&gt;durante a ditadura como "Ex-UNE", os militantes como "terroristas" e a&lt;br /&gt;militância política como "subversão". É a mesma empresa que apoiou a&lt;br /&gt;ditadura, que não divulgou  os primeiros momentos da campanha pelas&lt;br /&gt;"Diretas"  e deu um golpe na redemocratização do país ao  tornar a campanha&lt;br /&gt;de 89 como uma nova chance das elites do País de continuar no poder com a&lt;br /&gt;vitória do empresário Collor contra o operário Lula.  ou ainda  ressaltar a&lt;br /&gt;cobertura da Globo no movimento dos "cara-pintada" e na queda de Collor, que&lt;br /&gt;sobrevalorizou a contribuição do movimento estudantil justamente como&lt;br /&gt;argumento conveniente para as elites, pois  com essa versão da história&lt;br /&gt;retira-se a imagem do reacionarismo histórico de nossas elites. Retira a&lt;br /&gt;imagem de que a elite é golpista e que sempre tem o interesse de derrubar&lt;br /&gt;presidentes eleitos  na hora que quiser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;           Por tais motivos  muitos jovens brasileiros protestaram na&lt;br /&gt;PUC-SP quando da ocorrência de um seminário do projeto da UNE/Rede Globo&lt;br /&gt;por lá. A direção da UNE também não consultou suas bases quando da&lt;br /&gt;realização da parceria, o que gerou reação através de  várias reclamações&lt;br /&gt;apresentadas nos congressos da entidade. Obviamente nunca considerados ou&lt;br /&gt;debatidos entre a direção da UNE e base estudantil. Em qualquer projeto de&lt;br /&gt;pesquisa é fundamental a escolha dos parceiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Outro aspecto é a escolha das fontes. No caso dos depoimentos,&lt;br /&gt;a escolha das pessoas que serão entrevistadas  ocorre em função dos&lt;br /&gt;objetivos claros e definidos do projeto. É para se questionar que, ao se&lt;br /&gt;gastar tempo e recursos para entrevistar depoentes que porventura seriam&lt;br /&gt;importantes para a "história da UNE", o projeto tenha escolhido os&lt;br /&gt;ex-presidentes que estiveram recentemente na UNE: Gustavo Petta (Presidiu a&lt;br /&gt;entidade entre 2003 e 2007), Felipe Maia (2001-2003), Wadson Ribeiro&lt;br /&gt;(1999-2001), Ricardo Capelli (1997-1999), Orlando Silva Júnior (1995-1997),&lt;br /&gt;Fernando Gusmão (1993-1995). Ou ainda Mauro Guimarães Panzera, que foi&lt;br /&gt;presidente da UBES em 1990, bem como Felipe Chiarello, o presidente da&lt;br /&gt;Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG) de 1999 a 2001, que também&lt;br /&gt;participou de campanhas contra o corte de bolsas do Programa de Educação&lt;br /&gt;Tutorial, juntamente com a Coordenadora Técnica do Projeto da UNE/Rede&lt;br /&gt;Globo, Angélica Muller.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;           O mais enigmático dos entrevistados "selecionados" é Marcelo&lt;br /&gt;Britto da Silva, o Gavião, que foi Presidente da União Juventude Socialista&lt;br /&gt;(UJS) em 2007 e da UBES em anos anteriores, que garantiu mais uma vez a&lt;br /&gt;continuidade do PC do B na direção da UNE, pois para ele, "a UJS é uma&lt;br /&gt;entidade que tem uma responsabilidade para com a UNE muito grande. Tratamos&lt;br /&gt;a entidade com muito carinho e atenção no cotidiano do conjunto da nossa&lt;br /&gt;militância".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas é importante questionar se a entrada de tais depoentes  seria em função&lt;br /&gt;de uma possível que teriam   com o PC do B ou com a sua União Juventude&lt;br /&gt;Socialista (UJS), levando-se em consideração que nada possuem de&lt;br /&gt;contribuição para a reconstituição da história da UNE. Nesse aspecto o&lt;br /&gt;projeto UNE/Globo peca sensivelmente. Além do fato da instrumentalização do&lt;br /&gt;esquecimento, o projeto da UNE/FRM está mais ligado à instrumentalização&lt;br /&gt;política da história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como alguns autores já trataram,  a instrumentalização do esquecimento é uma&lt;br /&gt;arma política contra as democracias. Apoiando-se no projeto da UNE/Globo, o&lt;br /&gt;passado é utilizado pela direção do PC do B na UNE para massacrar o que&lt;br /&gt;pesquisadores, instituições e o próprio país têm produzido em termos de&lt;br /&gt;história do movimento estudantil.&lt;br /&gt;           Ademais, a UNE ao associar-se à Rede Globo, também pautou-se no&lt;br /&gt;desperdício dos recursos públicos pois: 1) A produção em vídeo acabou&lt;br /&gt;beneficiando muito mais a parceira do que a UNE, pois se montou um acervo&lt;br /&gt;importante para novos produtos da empresa; 2) O apoio da Globo ao projeto&lt;br /&gt;foi reduzido, pois não doou muito sua estrutura ao projeto; 4) como é&lt;br /&gt;próprio da televisão apenas nomes consagrados vão para a telinha; 5) E nomes&lt;br /&gt;consagrados não produzem novidades, pois já falaram milhares de vezes em&lt;br /&gt;tantos e tantos veículos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um outro aspecto foi a estranha campanha de arrecadação de documentos da&lt;br /&gt;UNE, bem como o levantamento feito visando a produção de um guia de fontes,&lt;br /&gt;que o projeto UNE/FRM divulgou a todo canto que daria publicidade às fontes&lt;br /&gt;existentes e contribuiria para o acesso as mesmas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;           Por fim, o que mais chamou a atenção do Projeto "História da&lt;br /&gt;UNE" foi o obscurecimento ao invés de um maior esclarecimento sobre a data&lt;br /&gt;de criação da UNE, pois o Projeto sempre recorreu a alguns argumentos pouco&lt;br /&gt;convincentes. Se tivessem consultado realmente os novos estudos sobre o&lt;br /&gt;movimento estudantil poderia ter refletido um pouco melhor sobre a origem da&lt;br /&gt;UNE. E não ficaria nos argumentos vazios apresentados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ademais, a própria Coordenadora Técnica do Projeto MME, Angélica Muller, que&lt;br /&gt;inclusive produziu dissertação de mestrado que passa pela origem da UNE e é&lt;br /&gt;clara que a UNE faria 70 anos em dezembro de 2008, tem seu próprio trabalho&lt;br /&gt;sumido de tudo que o projeto da UNE produziu. É frustrante a omissão da&lt;br /&gt;autora diante da história oficial da UNE, a entidade que encomendou o&lt;br /&gt;projeto MME à Fundação da Rede Globo.A partir daí, cremos que o marketing&lt;br /&gt;dos 70 anos da UNE foi a forma encontrada para a captação de recursos&lt;br /&gt;públicos aos milhões, pois a UNE sequer estudou as conclusões do Projeto MME&lt;br /&gt;sobre a data correta de fundação da UNE. A Coordenadora Técnica do Projeto&lt;br /&gt;afirmou à Revista de História da Biblioteca Nacional que a UNE foi fundada&lt;br /&gt;oficialmente em 1938. Ao ser questionada sobre o pôrque da UNE divulgar que&lt;br /&gt;a data de fundação foi agosto de 1937, Muller novamente confirma a data da&lt;br /&gt;criação, mas sem questionar a data fictícia da entidade:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Porque naquele ano a Casa do Estudante do Brasil, no Rio de Janeiro, criou&lt;br /&gt;o Conselho Nacional de Estudantes. Foi, de fato, a principal origem da UNE,&lt;br /&gt;mas, pelo seu estatuto, o Conselho não podia ter fins políticos. Inclusive&lt;br /&gt;proibia os membros de abordar assuntos políticos. Quando houve o Segundo&lt;br /&gt;Congresso Nacional dos Estudantes, em dezembro de 1938, militantes do&lt;br /&gt;Partido Comunista já haviam tomado conta do Conselho e conseguiram aprovar&lt;br /&gt;uma pauta explicitamente política. Com isso, deram outro perfil à iniciativa&lt;br /&gt;e propuseram a criação de um novo órgão: a União Nacional dos Estudantes do&lt;br /&gt;Brasil. A carta-circular que menciona a UNE pela primeira vez é datada de&lt;br /&gt;dezembro de 1938" (&lt;br /&gt;http://www.revistadehistoria.com.br/v2/home/?go=detalhe&amp;id=1089).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;           Da história da Fundação da UNE, é lamentável que um único nome&lt;br /&gt;que ali não se trabalhou adequadamente foi o de Antônio de Franca, sobretudo&lt;br /&gt;no que se refere ao tema da sua tese apresentada ao II Congresso da UNE: a&lt;br /&gt;"criação da UNE". Que são questões já exploradas em trabalhos de fôlego como&lt;br /&gt;os de Arthur José Poerner (O Poder Jovem) e John Dulles (A Faculdade de&lt;br /&gt;Direito de São Paulo e a Resistência Anti-Vargas: 1938-1945).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;           Um outro aspecto a considerar é o seguinte: um projeto sobre o&lt;br /&gt;movimento estudantil que não seja devidamente debatido perde sua&lt;br /&gt;legitimidade perante os futuros leitores, sobretudo quando tal projeto é&lt;br /&gt;financiado com recursos públicos. O interesse público precisa ser&lt;br /&gt;considerado quando o Estado investe seus recursos em entidades privadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*            Dos recursos arrecadados ou solicitados pela UNE nos últimos&lt;br /&gt;anos, inclui-se basicamente recursos de estatais e de emendas&lt;br /&gt;parlamentares.  Só ao projeto "Memória do Movimento Estudantil -&lt;br /&gt;complementação" foram solicitados *R$1.586.700,00. Em outro projeto,&lt;br /&gt;intitulado "Pesquisa Cultura na UNE: 1999 a 2007", o valor foi de&lt;br /&gt;*R$*351.210,00.&lt;br /&gt;O projeto "Atividade de Cultura e Arte da UNE" foi o mais interessante, pois&lt;br /&gt;arrecadou cerca de R$1.875.902 apenas de emendas parlamentares. Só o Projeto&lt;br /&gt;"História da UNE" (ou Memória do Movimento Estudantil ) já consumiu R$2,3&lt;br /&gt;milhões de recursos patrocinados pela Petrobras via incentivo fiscal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;           O projeto sobre  a história do movimento estudantil que&lt;br /&gt;recentemente a UNE aguarda recursos intitula-se "Sempre Jovem Sexagenária",&lt;br /&gt;cujo objetivo é o seguinte: "recuperar e organizar as informações sobre a&lt;br /&gt;história, através do levantamento de dados, organização de um acervo de&lt;br /&gt;documentos, coleta de depoimentos orais de ex-militantes, pretende ainda&lt;br /&gt;publicar um livro e um documentário, objetivando desenvolver a arte em geral&lt;br /&gt;envolvendo a área da&lt;br /&gt;leitura"[1]&lt;http://mail.google.com/mail/?ui=1&amp;view=page&amp;name=gp&amp;ver=sh3fib53p&lt;br /&gt;gpk#_ftn1&gt; .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Com valores de emendas ao tesouro feitas por parlamentares e  totalizam&lt;br /&gt;R$650.000,00, que a nova investida da direção da UNE sobre mais um projeto&lt;br /&gt;de história da UNE surge. As emendas foram dos seguintes deputados do PC do&lt;br /&gt;B: Alice Portugal (R$ 200.000,00); Inácio Arruda (R$ 200.000,00) e;  Renildo&lt;br /&gt;Calheiros (R$ 250.000,00).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É com base no destino que o PC do B está dando aos mais de R$4,5 milhões&lt;br /&gt;obtidos e exigidos do Estado para a reconstituição histórica da UNE, por&lt;br /&gt;meio do Projeto "História da U.N.E.", que apoiamos nossos argumentos, pois&lt;br /&gt;não se produziu nada de significativo para a cultura brasileira. O maior&lt;br /&gt;beneficiário foi o PC do B,  que centrou o projeto no registro e na&lt;br /&gt;sobrevalorização das últimas gestões do grupo no controle da UNE, e na&lt;br /&gt;propaganda de defesa do Governo Lula e dos seus próprios interesses de&lt;br /&gt;arrecadação de recursos públicos eternamente.  E o pior: manipulou dados&lt;br /&gt;históricos adequando-os aos interesses do PC do B.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2856948675440007008-7566531157807067432?l=marcusfluder.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcusfluder.blogspot.com/feeds/7566531157807067432/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2856948675440007008&amp;postID=7566531157807067432' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2856948675440007008/posts/default/7566531157807067432'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2856948675440007008/posts/default/7566531157807067432'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcusfluder.blogspot.com/2008/08/une-sem-mscara.html' title='A UNE sem máscara'/><author><name>Marcos F. Luder</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06016822686787109675</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2856948675440007008.post-8452248080555490646</id><published>2008-08-14T15:10:00.000-07:00</published><updated>2008-08-14T15:16:32.382-07:00</updated><title type='text'>Decisão acertada</title><content type='html'>Extraído do site: http://noticias.terra.com.br/educacao&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;STF VETA TAXA DE MATRÍCULA EM UNIVERSIDADES PÚBLICAS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Supremo Tribunal Federal (STF) proibiu a cobrança da taxa de matrícula pelas universidades públicas do País. A decisão aconteceu na tarde desta quarta-feira, no julgamento conjunto de diversos recursos extraordinários sobre o mesmo tema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O julgamento principal foi de um recurso interposto pela Universidade Federal de Goiás (UFG) contra decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, favorável a sete candidatos que passaram no vestibular da instituição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo após o julgamento, os ministros aprovaram, por unanimidade, a redação de uma súmula vinculante que determina que "a cobrança de taxa de matrícula nas universidades públicas viola a Constituição Federal".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;COMENTO: Já não era sem tempo. Há muito tempo que estamos vendo essas sutis tentativas de privatizar por dentro a universidade pública e esse tipo de cobrança de taxa era uma delas. Há um bom tempo que vem acontecendo em várias instituições pelo Brasil; em Minas Gerais, por exemplo, temos a famosa cobrança de semestralidade da UFMG, uma das universidade mais festejadas pelos grupos que defendem essa privatização branca, em nome é claro de uma hipotética maior eficiência e um ajustamento as condições do mercado. Esperemos que essa decisão não se transforme em letra morta, mas é claro que isso vai depender da capacidade das pessoas de se mobilizarem contra as tentativas que certamente ocorreram por parte dos grupos que forem prejudicados com essa decisão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2856948675440007008-8452248080555490646?l=marcusfluder.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcusfluder.blogspot.com/feeds/8452248080555490646/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2856948675440007008&amp;postID=8452248080555490646' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2856948675440007008/posts/default/8452248080555490646'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2856948675440007008/posts/default/8452248080555490646'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcusfluder.blogspot.com/2008/08/deciso-acertada.html' title='Decisão acertada'/><author><name>Marcos F. Luder</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06016822686787109675</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2856948675440007008.post-3799347058393648353</id><published>2008-08-14T07:27:00.000-07:00</published><updated>2008-08-14T07:48:46.595-07:00</updated><title type='text'>Criminalização dos movimentos sociais</title><content type='html'>Ontem tivemos uma atividade de calourada no curso de História da UFF. Tratou-se de um debate com o tema "Criminalização dos movimentos sociais". Eu estive lá, junto com meus companheiros de luta política do Acampamento Maria Júlia Braga: O Quilombo do Século XXI. Foram dois debates, um na parte da manhã e um à noite. Fizemos várias intervenções, pois a política do grupo do CAHIS que organizou o debate era não reconhecer o acampamento como um movimento político e social que também tinha sido criminalizado, embora tenhamos ficado acampados quase dois anos no campus do Gragoatá para luta pela construção da moradia estudantil na UFF e tenhamos também, e com o apoio oficial do próprio CAHIS, ocupado a reitoria durante seis meses. A alegação dos organizadores era a necessidade de compor uma mesa "politicamente neutra", que não refletisse a opinião de nenhuma organização política específica, no entanto o que se viu foi uma composição onde estavam militantes do P-SOL e do PSTU, tendo inclusive um candidato a vereador. A mesa também foi composta por membros do MST e de ocupações urbanas. As discussões ficaram nos fatos ocorridos fora da universidade e se nós não estivessimos presentes era quase certo que não se ia falar sobre os processos de criminalização que estão ocorrendo dentro da própria UFF. Além de tudo o que ocorreu com o acampamento, recentemente tivemos um aluno do curso de História que foi agredido por um segurança durante o ENECON, um encontro de estudantes de Comunicação Social ocorrido a pouco tempo. Nós procuramos pautar o debate não só na criminalização feita pelos setores de direita, mas também nas que são promovidas por setores hegemônicos da própria esquerda contra os grupos que não se submetem a essa hegemonia, como é o caso do acampamento. Nos últimos dias, por exemplo, tivemos notícias de um militante ligado ao MST que vem tetando espalhar mentiras sobre o movimento focalizando na figura sobre um de nossos integrantes, no debate de ontem ele chegou a abordar esse meu colega numa clara tentativa de provocar uma briga para utilizá-la com fins políticos, felizmente esse meu companheiro de luta política não caiu na provocação e fizemos a denúncia desse caso no próprio evento. Esse tipo de conduta só serve aos que querem a manutenção do Status Quo, mas infelizmente alguns setores da nossa esquerda, a exemplo do sempre aconteceu historicamente, preferem garantir a sua própria condição hegemônica a permitir uma livre discussão de idéias e uma verdadeira unidade na luta em pról de uma sociedade verdadeiramente justa. Essa unidade foi pedida por uma das palestrantes, a professora Sônia Lúcio, ex-presidente da ADUFF ( Associação dos Docentes da UFF ), mas como disse o Rodolfo, um outro companheiro de luta, em seu pronunciamento no evento, essa unidade não pode ser acrítica e tem que ser na luta mesmo, não em eventos que servem apenas para promover determinados indivíduos e partidos políticos. Para concluir, a maneira como foi organizada mesa revela bem a contradição da chapa ocupação. Pessoalmente não tenho nada específicamente contra um candidato a vereador fazer parte da mesa, mas o que não dá para engolir é a hipocrisia de quem disse querer evitar a atuação de grupos políticos específicos e concordam com isso. Esse tipo de contradição vem sendo recorrente no CAHIS e tem sido uma das causas do nosso cada vez maior afastamento daquele espaço.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2856948675440007008-3799347058393648353?l=marcusfluder.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcusfluder.blogspot.com/feeds/3799347058393648353/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2856948675440007008&amp;postID=3799347058393648353' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2856948675440007008/posts/default/3799347058393648353'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2856948675440007008/posts/default/3799347058393648353'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcusfluder.blogspot.com/2008/08/criminalizao-dos-movimentos-sociais.html' title='Criminalização dos movimentos sociais'/><author><name>Marcos F. Luder</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06016822686787109675</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2856948675440007008.post-1542032358856588069</id><published>2008-08-12T15:42:00.000-07:00</published><updated>2008-08-12T15:44:27.295-07:00</updated><title type='text'>Avaliação própria</title><content type='html'>Extraído do site: http://educacao.uol.com.br&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ENSINO PARTICULAR DE SP TERÁ SISTEMA PRÓPRIO DE AVALIAÇÃO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sorocaba - As escolas particulares de ensino fundamental e médio de São Paulo terão um sistema próprio de avaliação de desempenho em contrapartida ao modelo adotado pelo MEC (Ministério da Educação). O Sieeesp (Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino do Estado de São Paulo) firmou convênio com o Inade (Instituto de Avaliação e Desenvolvimento Educacional) para medir a eficiência das escolas associadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acordo com o presidente do Sieeesp, José Augusto de Mattos Lourenço, a entidade não concorda com os critérios de avaliação usados pelo MEC. "Alunos que preenchem a prova só com o nome recebem nota zero. Mas que avaliação é essa?". Para Lourenço, o método seria mais eficaz se a nota obtida na avaliação constasse do currículo escolar do aluno, o que não ocorre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo ele, a metodologia a ser aplicada pelo Inade combina dados de pesquisa e tecnologia para avaliar a efetividade do currículo. "Como os métodos serão os mesmos usados nas avaliações oficiais, a escola terá um instrumento para comparar com o sistema padrão".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sistema desenvolvido pelo Inade foi apresentado nesta segunda-feira (11) a dirigentes de instituições de ensino privado da região de Sorocaba (SP). A diretora técnica do Inade Regina Cançado disse que a metodologia foi desenvolvida para avaliar turmas de alunos através da análise de variáveis que influenciam o aprendizado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Cada escola receberá um relatório, mas não será um ranking", disse. "A preocupação será fornecer elementos para melhorar a qualidade do ensino". O ensino fundamental e médio começa a ser avaliado este ano em 604 escolas, segundo o Inade. O número das escolas de São Paulo que serão avaliadas ainda não está fechado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2856948675440007008-1542032358856588069?l=marcusfluder.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcusfluder.blogspot.com/feeds/1542032358856588069/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2856948675440007008&amp;postID=1542032358856588069' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2856948675440007008/posts/default/1542032358856588069'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2856948675440007008/posts/default/1542032358856588069'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcusfluder.blogspot.com/2008/08/avaliao-prpria.html' title='Avaliação própria'/><author><name>Marcos F. Luder</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06016822686787109675</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2856948675440007008.post-3702685934617346373</id><published>2008-08-11T12:16:00.000-07:00</published><updated>2008-08-11T12:23:45.468-07:00</updated><title type='text'>Autor interessante</title><content type='html'>Em nossas discussões teóricas no acampamento tive a oportunidade de conhecer um autor que é professor da Universidade Estadual de Goiás chamado Nildo Viana. Meu primeiro contato foi com o texto de um livro dele sobre partidos políticos que foi trazido por um dos militantes do movimento. Trata-se um autor que busca construir uma reflexão teórica capaz de oferecer novos paradigmas que nos possibilitaria romper o atual impasse em que os movimentos políticos e sociais se encontram. Não é com tudo que ele escreve que eu concordo, por exemplo, esse texto abaixo ele faz uma reflexão bem negativa a respeito da política de cotas da qual eu discordo dele em vários pontos. Eu pretendo ler o texto mais aprofundadamente para apresentar essas discordâncias numa outra postagem, por isso mesmo eu o estou postando inteiro nessa postagem, no  final do texto tem a referência sobre onde se pode ler outros textos dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; REVISTA ESPAÇO LIVRE&lt;br /&gt;Vol. 01, Num. 02, Julho-Agosto de 2005&lt;br /&gt;Espaço Livre - 01&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Política de Cotas, Política Neoliberal&lt;br /&gt;Nildo Viana&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A gênese da política de cotas tem raízes históricas e sociais. As políticas estatais (chamadas ?públicas?) nunca nascem devido a genialidade dos governantes ou ao acaso. Elas são um fenômeno concreto e por isso possuem determinações que explicam sua gênese. O Estado, o aparelho produtor e realizador das políticas estatais, sofre mutações com o desenvolvimento histórico. As mudanças estatais explicam as alterações na constituição, alteração, conteúdo e forma das políticas denominadas ?públicas?.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As políticas estatais mudam com as mudanças na forma do Estado capitalista. Basta ver o exemplo da mais recente mutação estatal, a passagem do Estado integracionista (dito do ?bem estar social?, ou keynesiano) para o Estado neoliberal para observarmos isto (1). O Estado integracionista utiliza uma ampla gama de políticas estatais visando integrar o conjunto da população na sociedade capitalista, sendo resultado de um processo de luta de classes que coloca o Estado enquanto instituição que salvaguardar o capitalismo através de alguns benefícios e da cooptação, após as tentativas de revoluções proletárias que sacudiram o mundo na primeira metade do século 20 e das duas guerras mundiais. Obviamente que é necessário compreender que esta formação estatal só existiu plenamente nos países de capitalismo superdesenvolvido, no qual o processo de transferência de mais-valor dos países ?pobres? para os países ?ricos? permitia este dispêndio estatal e a implantação da chamada ?sociedade de consumo?.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A transição para o neoliberalismo ocorre com a crescente dificuldade da acumulação capitalista. A queda da taxa de lucro, já teorizada por Marx (2), muda a lógica de reprodução do capitalismo, que busca tanto aumentar o processo de exploração nacional (a dita ?reestruturação produtiva?) quanto internacional (neoimperialismo), e ao mesmo tempo erige uma nova formação estatal, o neoliberalismo. O neoliberalismo complementa a reestruturação produtiva ? corroendo os direitos trabalhistas e ?flexibilizando? as relações de trabalho no sentido de permitir, legalmente, uma maior exploração da força de trabalho ? e o neoimperialismo, assumindo o papel protecionista nos países imperialistas e defendendo o livre comércio nos países de capitalismo subordinado. O Estado neoliberal, mínimo e forte, segundo seus ideólogos, é aquele que busca conter seus gastos sociais, reduzindo ao mínimo as políticas estatais para a população e adquirir uma papel repressivo cada vez mais intensivo, devido ao acirramento dos conflitos sociais, aumento da miséria, criminalidade e violência. Ele se torna um ?Estado Penal? (3).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Estado neoliberal, ao contrário do seu antecessor, não possui um conjunto de políticas estatais voltadas para o chamado ?bem estar social? e sim uma forte política repressiva e um conjunto de paliativos que buscam amenizar as contradições sociais através da cooptação e responsabilização da sociedade civil. É neste contexto que há a expansão do chamado ?terceiro setor?, das ONGs, etc., bem como novas ideologias e ações que jogam para a sociedade civil as antigas responsabilidades estatais (voluntariado, ?amigos da escola?, etc.). Assim, as políticas estatais neoliberais são políticas paliativas, isto é, não visam a resolução de problemas sociais e sim sua amenização, não estruturam um conjunto de políticas estatais voltadas para áreas chaves, mas sim para legitimar e desmobilizar reivindicações sociais mais intensivas e resolutivas. Isto está de acordo com o princípio neoliberal de diminuir os gastos sociais, já que tais políticas possuem custos muito mais baixos. A privatização é o complemento de todo este processo, pois ela joga para instituições que visam lucro diversos serviços sociais (educação, saúde, etc.) que antes eram responsabilidade do Estado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É neste contexto que surge a chamada ?política de cotas?. Este é um exemplo de política tipicamente paliativa, isto é, neoliberal. As cotas (raciais, étnicas, sociais) não visam resolver nenhum problema social ou minimizá-lo consideravelmente. O que este tipo de política visa é beneficiar artificialmente uma parcela da população sem aumentar seus gastos e buscando cooptar tais ?beneficiados?, legitimando o neoliberalismo. Basta olhar os dados estatísticos sobre a população negra no Brasil, por exemplo, para ver que o sistema de cotas na universidade atinge uma ínfima minoria desta, que é justamente a sua parcela melhor posicionada na sociedade. Se observarmos que a maioria absoluta da população pobre e que não tem a menor possibilidade de acesso ao ensino superior é formada em torno de 70% por negros, então vemos o tanto que tal política beneficia uma pequena minoria, sendo que muitos desses se tornam ardorosos defensores da política de cotas e deixa de lado aqueles que são mais necessitados, e ainda podem posar de militantes em prol do interesse coletivo daqueles que são negros. Esta política de cooptação atinge a parcela da população negra com maior capital cultural e posição social, que, obviamente, possui uma maior penetração nos meios acadêmicos, nos meios de comunicação, nos movimentos sociais, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta população negra cooptada também tem novos interesses criados, tal como núcleos de estudos, publicações, pesquisas, etc., ligados ao financiamento realizado por determinadas instituições (inclusive internacionais) e pelo Estado, movimentando grandes somas em dinheiro e criando uma rede de interesses em torno da política de cotas, de temáticas de estudo (?ações afirmativas?, cultura afro-brasileira, etc.) e isto encontra respaldo nas ideologias contemporâneas, especialmente na moda ?pós-moderna? (o pós-estruturalismo de Foucault, Guatari, Deleuze, Lyotard, etc.), com seu discurso conveniente contra a totalidade, criando as bases ideológicas e fragmentárias do micro-reformismo. Nada disto é inocente e basta ver a influência das fundações norte-americanas na produção brasileira referente a questão racial para se ver isto (4).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Estado, ao invés de investir na educação, aumentando o número de vagas, apenas realiza um processo de substituição dos ocupantes das vagas, criando cotas que garantem tal troca. Abrir 50% de cotas para alunos oriundos do ensino público, significa que não haverá aumento de vagas, mas tão somente substituição dos ocupantes das vagas. Não ocorre gasto adicional nenhum e ainda há a propaganda que afirma que o Estado realiza políticas em benefício da população (em detrimento de outra parte da população). No caso de cotas para pessoas oriundas do ensino público, vemos apenas algumas pessoas serem beneficiadas em detrimento de outras e sem haver aumento de vagas. Nenhum governo neoliberal aponta para a criação de 50% de novas vagas no ensino superior. Pelo contrário, a política neoliberal sucateia o ensino superior público e incentiva a expansão das instituições privadas de ensino superior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sistema de cotas não resolve nenhuma questão mas possui muitos defensores. A dissolução do Estado integracionista pulverizou as esquerdas institucionais. A social-democracia se tornou um ?neoliberalismo de esquerda?, que apenas busca unir um microreformismo ao sabor ?pós-moderno? com o pragmatismo conservador e, portanto, submetido a pauta neoliberal. As grandes reformas sociais nem sequer são mais citadas e a idéia transformação social já havia sido abandonada pela social-democracia após a Segunda Guerra Mundial. Os novos governos social-democratas reproduzem a lógica neoliberal e se diferenciam apenas por apresentar projetos que não saem do papel juntamente com um aprofundamento de paliativos e responsabilização da sociedade civil. A sua ala mais à esquerda apresenta projetos de ?economia popular?, ?economia solidária?, ?desenvolvimento sustentável? e coisas do gênero, às vezes utilizando linguagem mais radical e ainda falando de socialismo, mas sem rupturas e através de uma idéia de desenvolvimento linear de cooperativas e iniciativas da sociedade civil até o socialismo, lembrando o reformismo do início do século 20.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, a transformação social sai do horizonte das esquerdas institucionais e o microreformismo, um reformismo em migalhas, assume seu lugar. Obviamente que muitos argumentam que não se pode esperar a realização da utopia para depois se fazer alguma coisa. Tal colocação já revela um posicionamento ao colocar que a transformação social é uma ?utopia?, mas aponta para a necessidade de ações imediatas e pragmáticas. Sem dúvida, são necessárias ações imediatas, mas elas só possuem algum valor real se são realizadas a partir de uma articulação com o projeto de transformação social e que apresentem a proposta de reformas que servem para a acumulação de forças do campo revolucionário e outras que colocam em xeque a própria sociedade existente, o que André Gorz denominou ?reformas não-reformistas? (5).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A política de cotas não apresenta nem a solução do problema que diz vir para resolver e nem possui este nível de articulação com um projeto de transformação social. Basta ver o discurso de que é preciso, imediatamente, pagar a ?divida histórica? com os negros, para ver que o microreformismo é a sua base. Se existe uma ?dívida histórica? com a população negra, esta dívida não é do conjunto da população e sim da classe dominante ? já que foi ela que colonizou, escravizou, explorou, oprimiu ? e não é esta que irá pagar tal dívida, pois os que perderão suas vagas devido ao sistema de cotas são os setores mais pobres da população. Da mesma forma, se existe uma ?dívida histórica? com a população negra, também existe a mesma ?dívida? com os proletários, lumpemproletários, camponeses, índios, mulheres, jovens, crianças, e diversos outros grupos sociais oprimidos existentes na sociedade moderna. Assim, se isola a questão negra das demais questões sociais e se cria um paliativo que beneficia apenas os mais bem posicionados desta população e isto permite se pensar que se trata de um projeto compromissado com toda uma população ? a negra, já separada dos demais grupos oprimidos e esta separação entre os oprimidos apenas reflete a estratégia da classe dominante de dividir para dominar mais facilmente ? e na verdade atende interesses de uma minoria no seu interior. Propor aumento das vagas ao invés de cotas, melhoria dos demais níveis de ensino ao invés de privilegiar os privilegiados de um grupo ?desprivilegiado? (cuja maioria é desprivilegiada, mas não todos...), entre outras propostas, seria o caminho da articulação entre propostas imediatas e concretas com a formação de uma ação que não é produto de paternalismo estatal que beneficia uma minoria e sim de lutas populares que beneficiam a maioria. Ninguém nunca consegue sua libertação se assumindo como ?vítima? e pedindo aos seus algozes a sua libertação, quando isto ocorre com alguns indivíduos, o que se faz é transformar a ?vítima? num novo algoz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É preciso ultrapassar o pensamento único, o neoliberalismo. Isto é possível superando os marcos do seu pensamento, tanto do neoliberalismo de direita quanto do de esquerda, pois ambos são neoliberais. A renda nacional cada vez mais se concentra em poucas mãos e o Estado neoliberal cumpre o papel de evitar gastos e criar paliativos para substituir as políticas estatais de atendimento à população e através de responsabilização da sociedade civil pelo que antes era um atributo seu. O Estado sempre teve o papel chave de no processo de repartição do mais-valor na sociedade e sempre fez isto de acordo com os interesses dominantes. As dificuldades encontradas no processo de acumulação capitalista fazem com que haja a intensificação da ação estatal no sentido de garantir uma maior parte da renda nacional para o capital e a luta hoje deve ser contra isto e a favor da criação de condições favoráveis para a transformação social.&lt;br /&gt;Nota:&lt;br /&gt;1 ? VIANA, Nildo. Estado, Democracia e Cidadania. Rio de Janeiro, Achiamé, 2003.&lt;br /&gt;2 ? MARX, Karl. O Capital. 5 vols. São Paulo, Nova Cultural, 1988.&lt;br /&gt;3 ? WACQUANT, Löic. As Prisões da Miséria. Rio de Janeiro, Jorge Zahar, 2001.&lt;br /&gt;4 ? ?Poder-se-ia invocar, evidentemente, o papel motor que desempenharam as grandes fundações americanas de filantropia e pesquisa na difusão da doxa racial norte-americana no seio do campo universitário brasileiro, tanto no plano das representações, quanto das práticas. Assim, a Fundação Rockfeller financia um programa sobre ?Raça e etnicidade? na Universidade Federal do Rio de Janeiro, bem como o Centro de Estudos Afro-Asiáticos (e sua revista Estudos Afro-Asiáticos) da Universidade Cândido Mendes, de maneira a manter intercâmbio de pesquisadores e estudantes. Para a obtenção de seu patrocínio, a Fundação impõe como condição que as equipes de pesquisa obedeçam aos critérios de affirmative action à maneira americana (...)? (BOURDIEU, Pierre &amp; WACQUANT, Löic. Prefácio: Sobre as Armadilhas da Razão Imperialista. In: BOURDIEU, P. Escritos de Educação. 3ª edição, Petrópolis, Vozes, 2001, p. 25).&lt;br /&gt;4 ? GORZ, A. Estratégia Operária e Neocapitalismo. Rio de Janeiro, Zahar, 1968.&lt;br /&gt;Nildo Viana&lt;br /&gt;Prof. da UEG - Universidade Estadual de Goiás&lt;br /&gt;Doutor em Sociologia/UnB&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;URL:: http://br.geocities.com/revistaespacolivre/&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2856948675440007008-3702685934617346373?l=marcusfluder.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcusfluder.blogspot.com/feeds/3702685934617346373/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2856948675440007008&amp;postID=3702685934617346373' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2856948675440007008/posts/default/3702685934617346373'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2856948675440007008/posts/default/3702685934617346373'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcusfluder.blogspot.com/2008/08/autor-interessante.html' title='Autor interessante'/><author><name>Marcos F. Luder</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06016822686787109675</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2856948675440007008.post-4789937879478254357</id><published>2008-08-08T14:43:00.000-07:00</published><updated>2008-08-08T14:53:19.105-07:00</updated><title type='text'>Fim de férias</title><content type='html'>Hoje é sexta-feira, amanhã começa o último final de semana antes do início das aulas. O meu curso de História vai começar uma semana depois dos outros cursos por causa de uma atividade que está ocorrendo na UFRRJ, mais conhecida entre nós como Rural. Politicamente esse será um semestre decisivo para o movimento político do qual faço parte: Acampamento Maria Júlia Braga: O Quilombo do Século XXI. As lutas políticas dentro da UFF, tanto no que se refere a construção da moradia estudantil, como o embate contra as política repressivas da atual reitoria, vão ter que apresentar uma pauta e um direcionamento prático capaz de mobilizar não só os estudantes, mas toda a comunidade acadêmica de modo geral. A questão da FEC ( Fundação Euclides da Cunha ) vai ter que ser destrinchada pois há uma série de fatos nebulosos que precisam vir a tona. A maneira como as contas foram aprovadas no semestre passado ainda está entalada na garganta de quem leva a sério a maneira como o dinheiro público é tratado. A UFF continua depositando grandes quantias em dinheiro numa fundação que está descredenciada a quase um ano e tudo é levado como se isso fosse a coisa mais normal do mundo. Com certeza algo terá que ser feito, mas não vai dar para continuar com essa política do falso confronto que sempre foi pautada pelas Correntes Estudantis Tradicionais ( CETs ). Nesse semestre o enfrentamento contra a reitoria vai ter que sair para valer ou o movimento estudantil da universidade vai ficar desmoralizado de vez.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2856948675440007008-4789937879478254357?l=marcusfluder.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcusfluder.blogspot.com/feeds/4789937879478254357/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2856948675440007008&amp;postID=4789937879478254357' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2856948675440007008/posts/default/4789937879478254357'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2856948675440007008/posts/default/4789937879478254357'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcusfluder.blogspot.com/2008/08/fim-de-frias.html' title='Fim de férias'/><author><name>Marcos F. Luder</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06016822686787109675</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2856948675440007008.post-3840365941987952236</id><published>2008-08-08T08:02:00.000-07:00</published><updated>2008-08-08T08:09:54.911-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Esse é um pequeno texto distribuído por nós do movimento político que atua na UFF, o Acampamento Maria Júlia Braga: O Quilombo do Século XXI. Esse texto foi distribuído num Conselho Universitário ( CUV ) extraordinário convocado par aprovar as contas da FEC, uma fundação de direito privado que tinha sido descredenciada pelo MEC desde o ano anterior embora isso só tivesse sido tornado público algumas semanas antes do referido CUV. Até mesmo o presidento do conselho de administração da FEC, que deveria fiscalizar a sua atuação desconhecia o fato, embora essa mesma pessoa tenha defendido a aprovação das contas sem que sequer fossem vistas, como um "voto de confiança" na atual gestão, a mesma que lhe escondeu o fato de que a FEC estava descredenciada. A luta contra a FEC, que mesmo descredenciada continua recebendo fartos recursos da UFF, vai continuar no próximo CUV, pois até mesmo as Correntes Estudantis Tradicionais ( CETs ) estão convocando um ato contra a sua atuação. Vamos ver no que vai dar esse ato no CUV, se vai apontar para uma política de enfrentamente mais agressiva contra as ações dessa reitoria ou se vai ser o mesmo festival de demagogia e empulhação de sempre. Por enquanto fiquem com esse pequeno relato, porque mais coisas vão vir por aí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Administração Salles: Quimeras, singelas mazelas ou...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A decisão 01/2007 do Conselho de Administração da Fundação Euclides da Cunha (FEC) que trata do parecer dos Auditores Independentes, sobre o balanço de 2006 diz:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Considerando as divergências encontradas entre os saldos bancários e os respectivos saldos contábeis” e mais adiante: “Considerando que o Passivo excede o Ativo no balanço patrimonial e que a inobservância dos pontos abordados pelo parecer dos Auditores Independentes, segundo os mesmos levantam dúvidas substanciais que a entidade tenha condições de manter a continuidade normal de suas atividades”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O exposto acima nos mostra de forma clara a situação de pré insolvência da FEC já em 2006, devendo-se ainda considerar que a FEC sequer é reconhecida pelo MEC, conforme despacho do Prof. Daniel Avelino – SESU/MEC.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim nos resta uma pergunta: como, diante desta situação pré falimentar a REItoria repassou à FEC em 2007 a quantia de R$ 10.937428,00, o que representa boa parte dos recursos disponíveis? Se não bastasse isto, somente nos primeiros 4 meses de 2008 já foram repassados R$ 10.392.882,00. Este tipo de atitude não tipificaria gestão temerária de recursos públicos (uso indevido destas verbas)?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No concernente às licitações de obras o cenário se torna ainda mais sombrio, pois nos últimos 2 anos uma única empresa – Mello Júnior Engenharia CNPJ 28.006.401/0001-78 – venceu 98,23% das licitações. Para quem conhece a Lei de Licitações (8666/93) sabe que a probabilidade deste fato ocorrer é menor que acertar 3 vezes seguidas na Sena!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentre outros pontos obscuros resta esclarecer o motivo pelo qual a REItoria contratou em 2007 mais de 4.470 pessoas físicas. Esta rubrica de despesa não tem ligação nenhuma com auxílio a docentes ou estudantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, em meio a todo este absurdo, a construção da Moradia Universitária, aprovada ao menos 4 vezes no Conselho Universitário (2 delas na gestão de Salles), até hoje não ganhou materialidade!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Dados financeiros retirados da Controladoria Geral da União da Presidência da República)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acampamento Maria Júlia Braga&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     – o Quilombo do Século XXI –&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2856948675440007008-3840365941987952236?l=marcusfluder.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcusfluder.blogspot.com/feeds/3840365941987952236/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2856948675440007008&amp;postID=3840365941987952236' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2856948675440007008/posts/default/3840365941987952236'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2856948675440007008/posts/default/3840365941987952236'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcusfluder.blogspot.com/2008/08/esse-um-pequeno-texto-distribudo-por-ns.html' title=''/><author><name>Marcos F. Luder</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06016822686787109675</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2856948675440007008.post-5207673027083978756</id><published>2008-08-07T15:27:00.000-07:00</published><updated>2008-08-07T15:37:51.854-07:00</updated><title type='text'>Calourada na UFF</title><content type='html'>As aulas começaram oficialmente essa semana na UFF, embora no curso de História elas só começem mesmo na segunda que vem por causa de um encontro da ANPHUR que está acontecendo na Rural. No entanto, o que mais eu vejo são os trotes, que no curso de História são chamados de Calourada. No campus do Valonguinho o que vejo são trotes mesmos. A mentalidade por trás deles é basicamente a mesma, no semestre passado alguns estudantes do curso de Turismo entratam numa de Trote de Elite, com uniforme e tudo. Felizmente a coisa parece ter repercutido tão mal que só durou um dia, pelo menos no uso do uniforme, que nesse semestre não apareceu. O fato é que o trote é uma tradição em universidades, o maior problema é que muitas vezes é usado para legitimar atitudes profundamente identificadas com o que há de pior na sociedade, mesmo quando não é especificamente violento. Aqui na UFF, mesmo nos cursos mais sujeitos a isso como Engenharia, Direito ou Medicina não parece haver atos mais violentos como os que costumam ser reportados em outras universidades. Isso não significa que a violência simbólica através de diversos tipos de humilhações não ocorram, mas infelizmente até mesmo os calouros acabam referendando esse tipo de prática, muitos sonhando em ser eles a dar o trote no período seguinte. Eu quando entrei na UFF tive uma recepção tranquila, como eu disse, no curso de História se procura deixar de lado as características mais violentas do trote, procurando até mesmo firmar o nome Calourada no lugar. A idéia é garantir que o calouro se divirta tanto quanto o veterano que o recepciona, além de puxar também algumas atividades política para mostrar que algumas atividades sérias não devem ser deixadas de lado. Apesar de todos os problemas que eu identifico no meu curso, pelo menos no que se refere à recepção dos calouros, as coisas lá estão bem mais avançadas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2856948675440007008-5207673027083978756?l=marcusfluder.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcusfluder.blogspot.com/feeds/5207673027083978756/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2856948675440007008&amp;postID=5207673027083978756' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2856948675440007008/posts/default/5207673027083978756'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2856948675440007008/posts/default/5207673027083978756'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcusfluder.blogspot.com/2008/08/calourada-na-uff.html' title='Calourada na UFF'/><author><name>Marcos F. Luder</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06016822686787109675</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2856948675440007008.post-7832020819720327861</id><published>2008-08-07T06:23:00.000-07:00</published><updated>2008-08-07T06:31:24.040-07:00</updated><title type='text'>Observatório de favelas</title><content type='html'>Eu estou recebendo sempre relatos sobre essa organização chamada Observatório de Favelas, trata-se de uma ONG que atua no conjunto de favelas do Alemão no Rio de Janeiro. Eu diria que ao contrário de outras ONGs que se formam apenas para arrancar dinheiro de governos, essa surgiu numa época em que esse tipo de atividade não era ainda um "grande negócio". Eu tive a oportunidade de ver com meus próprios olhos como eles atuam lá, isso na época em que eu fazia parte de um projeto de extensão da UFF chamado Conexão de Saberes. É um grupo que eu acredito ser sério e que está fazendo um trabalho muito bom numa das áreas consideradas mais complicadas do Rio de Janeiro. Na verdade eu acho até que vacilei em não dar mais publicidade às atividades organizadas por eles, algo que eu pretendo redimir daqui por diante. Esse seminário que estão promovendo é a primeira das várias outras que pretendo divulgar nesse blog daqui por diante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seminário Nacional de Educação dia 9&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acontece neste sábado dia 9, o 1º Seminário Nacional de Educação. Promovido pela Ação da Cidadania, o evento tem como tema principal "Educação Cidadã pelo Fim do Analfabetismo e da Miséria". O seminário reunirá lideranças locais, educadores e educandos de escolas e universidades, para “discutir e propor estratégias de mobilização da sociedade por uma educação fundamental de qualidade e pela erradicação do analfabetismo funcional”, de acordo com os osrganizadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A programação inclui palestras, oficinas e ao fim do dia, a exibição do filme “Pro dia nascer feliz”, seguida de debate com o diretor, João Jardim. Além disso, ocorrerá o lançamento público do “Relatório Sobre de Educação no Complexo do Alemão”. O encontro é gratuito e acontece de 9 às 18 horas, no Centro Cultural Ação da Cidadania.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Educação no Alemão&lt;br /&gt;O documento que contém a análise da situação educacional do Complexo do Alemão é resultado de uma missão de investigação da Relatoria Nacional para o Direito Humano à Educação. De 8 a 11 de outubro de 2007, a relatora Denise Carreira apurou denúncias de violação dos direitos educativos de crianças, jovens e adultos que freqüentam as escolas públicas do conjunto de favelas do Alemão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo dados do relatório, entre maio e julho de 2007, confrontos entre as forças policiais e grupos criminosos da região geraram impactos no sistema educacional e uma “piora das já precárias condições de subsistência da população dessa área”. Os principais problemas são o fechamento de escolas e creches; a diminuição da jornada escolar em algumas unidades; e o impedimento do exercício da função de professores e demais profissionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além da avaliação da situação no Alemão, o relatório contém um conjunto de recomendações destinadas à melhoria deste quadro. Ele será entregue pela relatora, na próxima sexta-feira dia 8, às autoridades do Rio de Janeiro e estará disponível no site do Observatóiro de Favelas a partir do dia 9. No dia 30, acontecerá o lançamento no conjunto de favelas do Alemão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os lançamentos do relatório contam com apoio do Unicef e da Unesco e de um conjunto de organizações cariocas, entre elas o Comitê de Desenvolvimento da Serra da Misericórdia, Fase, Ibase, Observatório de Favelas, Raízes em Movimento, Justiça Global, Ação da Cidadania, Centro Bento Rubião/MNDH, Criola, Pastoral das Favelas, Sepe, AfroReggae.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1º Seminário Nacional de Educação&lt;br /&gt;Local: Centro Cultural Ação da Cidadania, Rua Barão de Tefé, 75 – Praça Mauá&lt;br /&gt;Horário: 9:00h às 18:00h&lt;br /&gt;Inscrições gratuitas&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2856948675440007008-7832020819720327861?l=marcusfluder.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcusfluder.blogspot.com/feeds/7832020819720327861/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2856948675440007008&amp;postID=7832020819720327861' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2856948675440007008/posts/default/7832020819720327861'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2856948675440007008/posts/default/7832020819720327861'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcusfluder.blogspot.com/2008/08/observatrio-de-favelas.html' title='Observatório de favelas'/><author><name>Marcos F. Luder</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06016822686787109675</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2856948675440007008.post-938948745531095450</id><published>2008-08-06T14:55:00.000-07:00</published><updated>2008-08-06T15:11:36.318-07:00</updated><title type='text'>Assistência estudantil na UFF</title><content type='html'>Eu entrei na UFF em 2005 e logo em meu segundo dia aqui fui procurar o setor que cuida das questões de assistência social na universidade. A minha maior preocupação era como eu poderia me arranjar na cidade, pois não tinha condições de alugar um quarto e não dava para pagar passagem todo dia. Infelizmente eu não obtive qualquer ajuda nesse sentido, tudo o que a assistente social fez foi me mostrar uma listagem de pensões onde eu poderia ficar. Na época eu já tinha ouvido falar vagamente da Casa do Estudante Fluminense ( CEF ), no entanto, a assistente social não falou sobre ela, embora soubesse de sua existência, pois a UFF já tinha uma longa relação de assitência com os moradores, uma vez que quase todos eram da universidade. Esse tipo de descaso já dá uma boa amostra de como a questão da assistência estudantil é tratada na universidade. Felizmente eu cheguei até a CEF por conta própria e isso foi fundamental para que eu permanecesse na UFF. Até hoje a universidade não deu um passo efetivo na construção da moradia estudantil embora esta já tenha sido aprovada no Conselho Universitário ( CUV ) pelo menos três vezes. Infelizmente esse tipo de situação tornou-se cíclica na UFF; de início o movimento estudantil consegue mobilizar a comunidade universitária para a pauta da moradia, a reitoria sente-se pressionada e aprova a sua construção, promessas são feitas, projetos são anunciados, mas é só o movimento diminuir a pressão que nada mais é feito. A primeira vez que isso aconteceu foi antes mesmo de eu entrar na universidade, a moradia foi aprovada no CUV em 2003, após uma mobilização liderado pelo Fórum de Luta pela Moradia Estudantil, um órgão formado por pessoas que estavam cansadas da omissão das correntes políticas tradicionais em relação a essa pauta, é claro que essas mesmas correntes acabaram pegando carona no movimento, entretanto, nada saiu do papel. Nas duas últimas vezes em que houve a aprovação, em 2007 e no início de 2008, chegaram a constituir comissões para discutir como a moradia sairia do papel, eu participei da última e colocaram-se prazos para a licitação do projeto e da obra, mas a situação voltou a se repetir. É sempre o mesmo problema, pois a moradia só vai sair do papel se houver uma mobilização permanente contra a reitoria, mas o nosso triste movimento estudantil ainda está por demais preso na lógica institucional, se foi aprovada e se implantou uma comissão então está tudo certo, não é preciso fazer mais nada além de esperar. Enquanto essa lógica prevalecer as coisas vão continuar do mesmo jeito e a moradia não vai sair.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2856948675440007008-938948745531095450?l=marcusfluder.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcusfluder.blogspot.com/feeds/938948745531095450/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2856948675440007008&amp;postID=938948745531095450' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2856948675440007008/posts/default/938948745531095450'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2856948675440007008/posts/default/938948745531095450'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcusfluder.blogspot.com/2008/08/assistncia-estudantil-na-uff.html' title='Assistência estudantil na UFF'/><author><name>Marcos F. Luder</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06016822686787109675</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2856948675440007008.post-2278192580588619037</id><published>2008-08-05T13:06:00.000-07:00</published><updated>2008-08-05T13:21:38.248-07:00</updated><title type='text'>Lei para inglês ver</title><content type='html'>Extraído do site: http://g1.globo.com&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;UNIVERSIDADES IGNORAM LEI DO DESCONTO PARA VESTIBULAR&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lei estadual determina desconto a qualquer estudante desempregado.&lt;br /&gt;Benefício também é válido para quem tenha renda própria inferior a R$ 830.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Governo e universidades públicas de São Paulo têm ignorado uma lei sancionada no fim de 2007, que determina desconto na taxa de inscrição do vestibular a qualquer estudante desempregado ou que tenha renda própria inferior a R$ 830 (o equivalente a dois salários mínimos). O problema é que a legislação não se refere à renda familiar e, sim, à do aluno, o que amplia a possibilidade de concessão do benefício a estudantes de classe média e alta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Lei 12.782, de autoria do deputado Vinícius Camarinha (PSB), estabelece ainda que as instituições podem determinar o porcentual de desconto, entre 50% e 100%, em seus editais de vestibular. As que não o fizerem devem oferecer 75%. Atualmente, a Universidade de São Paulo (USP), a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e a Universidade Estadual Paulista (Unesp) cobram o mesmo valor de taxa de inscrição: R$ 105. No caso da USP, a taxa teve reajuste de 7% sobre o valor cobrado no ano passado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os coordenadores dos vestibulares das três instituições afirmam que vão aguardar a regulamentação da lei para atender às novas regras. Em sua avaliação, o oferecimento de muitas isenções pode inviabilizar financeiramente os vestibulares, já que seus orçamentos vêm exclusivamente das taxas pagas pelos candidatos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Secretaria da Casa Civil informou que não irá regulamentar a lei de desconto do vestibular porque "não precisa de regulamentação". Caberá às comissões dos vestibulares nas universidades determinar, nos editais dos exames, qual será a relação entre renda e valor da bolsa (que pode variar de 50% a 100%), além de especificar a documentação necessária para o estudante comprovar seu rendimento ou sua condição de desempregado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em janeiro, a mesma secretaria afirmou que a lei seria regulamentada para não prejudicar o sistema de vestibulares. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;COMENTO: O fim do tráfico de escravos no Brasil foi aprovado a primeira vez em 1831, por conta da pressão política exercida pela Inglaterra. No entanto, as pessoas simplesmente ignoraram a lei, que foi feita apenas para dar uma satisfação ao governos inglês, daí surgiu a expressão "lei para inglês ver". Essa pequena introdução serve para mostrar o quanto esse costume continua ainda em prática no Brasil. As leis são feitas, mas são solenemente ignoradas, é claro que vão continuar assim se não se fizer como os ingleses no século XIX e forçarem as nossas autoridades a cumprir o que foi aprovado. Está certo que o cidadão comum não tem o poder de fogo da Inglaterra do século XIX para submeter os interesses dos senhores de escravos da época, mas isso não significa que se deva ficar de braços cruzados. As alegações para não cumprir a lei estão dentro da esfera previsível da falta de recursos financeiros, passando pela tentativa de chantagem em dizer que a lei iria inviabilizar o vestibular. Como alguém que só chegou à universidade a partir de uma política de insenção da taxa de vestibular, que eu não poderia ter pago, posso medir bem o alcance social dessa lei e a importância de fazê-la ser cumprida. Infelizmente vai ter que ser uma mobilização da sociedade civil e das pessoas que são beneficiadas pela isenção, pois o governo já tirou o dele da reta. Isso pode ser visto com o previsível jogo de empurra-empurra; uma parte do governo, a que precisa cumprir a lei, dizendo que não pode fazer isso enquanto esta não for regulamentada e a outra parte, a que deveria regulamentar a lei, dizendo que esta não precisa ser regulamentada e por isso não o fazendo, permitindo assim que a parte que a deveria cumprir tenha a desculpa  para não fazê-lo. Diante disso só uma mobilização da sociedade para acabar com a palhaçada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2856948675440007008-2278192580588619037?l=marcusfluder.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcusfluder.blogspot.com/feeds/2278192580588619037/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2856948675440007008&amp;postID=2278192580588619037' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2856948675440007008/posts/default/2278192580588619037'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2856948675440007008/posts/default/2278192580588619037'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcusfluder.blogspot.com/2008/08/lei-para-ingls-ver.html' title='Lei para inglês ver'/><author><name>Marcos F. Luder</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06016822686787109675</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2856948675440007008.post-7388275358976866123</id><published>2008-08-05T12:41:00.000-07:00</published><updated>2008-08-05T12:54:56.971-07:00</updated><title type='text'>Início de período</title><content type='html'>Na semana que vem começa o meu novo período na universidade. Será um semestre importante porque eu estarei preparando o meu projeto de monografia. Será um semestre mais agitado e difícil do que o normal, pois vou ter que dar conta desse momento fundamental da minha vida acadêmica e ao mesmo tempo continuar a minha  militância política dentro da mesma universidade em que estudo. Conciliar as duas coisas, bem como outros aspectos da minha vida não tem sido nada fácil, mas eu tenho conseguido até agora, mas não tenho dúvida de que nesse semestre vou ter que me desdobrar para manter o meu ritmo. Estou realmente decidido a concluir a minha graduação no final do ano que vem, e essa decisão está cada vez mais reforçada por tudo o que tenho acumulado a partir de minha militância política, embora isso muitas vezes resulte no contrário aqui na universidade. Normalmente o que acontece é que a militância acabe levando a um adiamento da formação acadêmica, mas eu estou convicto que tenho muito mais a oferecer em matéria de luta política fora da UFF. Todas as reflexões que tenho feito me levam a pensar assim. Essas mesmas reflexões ficaram ainda mais patentes na minha participação no ENEH e nas experiência que vivi por lá. Tudo o que observei, bem o que li e refleti me levam a crer que não dá mais para encarar o movimento estudantil como descolado das lutas dentro da sociedade. O que tenho verificado é que os paradigmas desse movimento estudantil estão cada vez mais voltados para dentro de si mesmo, gerando um isolamento em relação à sociedade e um afastamente cada vez maior de estudantes que não encontram sentido em lidar com questões cada vez mais restritas a um mundo do qual eles fazem parte apenas provisoriamente. Da minha parte, creio que a única saída do movimento estudantil é se unir de verdade às luta sociais existentes. O problema é que muitos na universidade não estão nem aí para isso e só querem o seu canudinho; com esses não dá para contar mesmo, mas para contar com os outros, com quem tem uma visão social menos estreita, é preciso romper com esse paradigma isolacionista do movimento estudantil.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2856948675440007008-7388275358976866123?l=marcusfluder.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcusfluder.blogspot.com/feeds/7388275358976866123/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2856948675440007008&amp;postID=7388275358976866123' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2856948675440007008/posts/default/7388275358976866123'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2856948675440007008/posts/default/7388275358976866123'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcusfluder.blogspot.com/2008/08/incio-de-perodo.html' title='Início de período'/><author><name>Marcos F. Luder</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06016822686787109675</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2856948675440007008.post-3355405253071442809</id><published>2008-08-04T11:28:00.000-07:00</published><updated>2008-08-04T11:33:09.807-07:00</updated><title type='text'>Educação à distância</title><content type='html'>Extráido do site: http://www.nota10.com.br/&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paraná pode exportar modelo para a educação a distância&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O presidente do Conselho Estadual de Educação do Paraná (CEE/PR), professor Romeu Gomes de Miranda, passou o dia 30 de julho em Cuiabá, Mato Grosso, apresentando para os Conselhos Estaduais do Centro-Oeste a experiência da Região Sul com educação a distância. “Lá eles têm alguns problemas nessa área, como a invasão de um estado em outro”, explica o professor Romeu. “Apresentei para eles o modelo que trabalhamos com Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, e agora eles estão estudando a nossa proposta”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O professor Romeu relata que, na região Sul, um estado invadia outro com cursos a distância. “Resolvemos isso com uma normatização de que um estado não cria cursos em outro sem autorização prévia”. Segundo ele, esse é o modelo que os Conselhos Estaduais do Centro-Oeste estão estudando. “Eles estão debatendo em cima do nosso trabalho para adaptá-lo à realidade deles”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;COMENTO: Parece que a preocupação aqui é evitar o que se chama de concorrência predatória, alguns liberais mais ortodoxos diriam, entretanto, que se trataria da formação de um cartel. Da minha parte eu considero lamentável que a questão da educação à distância tenha se transformado nisso. Eu considero que essa é uma ferramenta para ser usada em casos específicos e jamais como alternativa para o ensino presencial normal, muito menos como mais uma oportunidade de se faturar dinheiro dentro do sistema capitalista em que vivemos. Infelizmente é nisso que a coisa toda está se transformando.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2856948675440007008-3355405253071442809?l=marcusfluder.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcusfluder.blogspot.com/feeds/3355405253071442809/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2856948675440007008&amp;postID=3355405253071442809' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2856948675440007008/posts/default/3355405253071442809'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2856948675440007008/posts/default/3355405253071442809'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcusfluder.blogspot.com/2008/08/educao-distncia.html' title='Educação à distância'/><author><name>Marcos F. Luder</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06016822686787109675</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2856948675440007008.post-3716018169479049258</id><published>2008-08-01T13:06:00.000-07:00</published><updated>2008-08-01T13:10:00.987-07:00</updated><title type='text'>Problemas com o blog</title><content type='html'>Eu prometi colocar algumas fotos em futuras postagens, mas infelizmente acabei descobrindo que as ferramentas desse blog não estão funcionando direito. Eu não sei se o problema é só meu, mas já vi em outros blogs reclamações sobre problemas semelhantes. Vou tentar resolver esse problema porque acho importante colocar algumas fotos que tenho comigo, cheguei a organizar algumas delas para uma série de postagens sobre uma histíria iconográfica do acampamento, mas me deparei com esse problema que vou tentar resolver.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2856948675440007008-3716018169479049258?l=marcusfluder.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcusfluder.blogspot.com/feeds/3716018169479049258/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2856948675440007008&amp;postID=3716018169479049258' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2856948675440007008/posts/default/3716018169479049258'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2856948675440007008/posts/default/3716018169479049258'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcusfluder.blogspot.com/2008/08/problemas-com-o-blog.html' title='Problemas com o blog'/><author><name>Marcos F. Luder</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06016822686787109675</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2856948675440007008.post-1520092025286771690</id><published>2008-07-30T12:27:00.000-07:00</published><updated>2008-07-30T12:33:13.168-07:00</updated><title type='text'>Manifesto do ENEH</title><content type='html'>Quem leu postagens nesse blog sabe que eu e mais três colegas estivemos no ENEH ( Encontro Nacional dos Estudantes de História ). A parte alguns momentos de descontração, como o meu "batismo" na "Babilônia", um dos muitos momentos festivos do evento, o nosso objetivo lá era continuar a nossa luta política aqui na UFF, divulgando-a para os estudantes de outras universidades. Podemos dizer que uma das melhores consequencias desse trabalho foram os contatos que estabelecemos por lá e que nos permitiram construir, junto com outros estudantes de diversas universidades um panfleto onde procuramos tomar posição sobre uma série de acontecimentos que ocorreram durante o ENEH. O resultado dessa construção esta aí embaixo. Eu só espero que não fique apenas nisso e novos contatos ocorram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MANIFESTO DOS ESTUDANTES AUTÔNOMOS ( EM CONSTRUÇÃO )&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O movimento estudantil vive uma crise ou é a crise que vive no movimento estudantil? O ENEH é emblemático  para compreendermos este processo. A estrutura verticalizada da organização do evento, mesmo bem intencionada, distancia e também desresponsabiliza a participação dos estudantes, fortalecendo a passividade politica, engendrando uma relação onde um grupo produz o evento e outro o consome. Essa relação beneficia os gestores de estudantes, vanguardas de “iluminados” que usa o Movimento Estudantil como escola de formação partidária. A representatividade, ou seja, os autoritários modelos de dirigentes X dirigidos, traduzidos em eleições de CA' s e DCE' s, desresponsabilizam os estudantes dos rumos do movimento e criam as figuras dos “profissionais da política”, deseducando e eliminando a política como prática cotidiana.&lt;br /&gt; As ocupações de reitoria como as da UFF, UFRJ, USP, UFPE, entre outras, demonstraram que a vanguarda do atraso ( FOE, CONLUTE, etc. ), radical e revolucionária no discurso, mostrou-se oportunista e conservadora na prática, travando o movimento ou abandonando a luta.&lt;br /&gt; Esses grupos, orientados por modelos criados no interior de partidos políticos, não conseguem aceitar lutas independentes, ou que busquem se auto-organizar sem hierarquias e não pautados por marcos institucionais burocráticos. Tais setores burocratizados tentam nos convencer que o problemas do Movimento Estudantil, incluindo a fraca participação dos estudantes, seria uma crise de conjuntura ou direção. No entanto, acreditamos que a crise é de concepção de movimento. A partidarização é o problema e não a solução. É preciso deixar claro que entendemos como partido os grupos que, institucionais ou não, se organizam de forma hierárquica, burocrática e que sejam pautados pela representatividade. Porém, não podemos insentar de responsabilidade os estudantes que se afastam de toda a atividade política e encaram a universidade como um espaço de trampolim econômico ou mero ganho de status. Vide os estudantes que consomem o ENEH e aproveitam o paraíso de néon e turismo proporcionado pelas emolas do capitalismo. &lt;br /&gt; Propomos um Movimento Estudantil autônomo, horizontal, classista e que lute junto aos movimentos sociais. Entretanto, isso não será conseguido mediante o aparelhamento de entidades, com congressos de cartas marcadas, pretensamente democráticos, mas apenas com a mobilização e a auto-organização dos estudantes que tenham fôlego para a luta, insatisfeitos com o imobilismo e a burocracia.&lt;br /&gt; Quanto ao ato que está sendo puxado nesse ENEH, é preciso entendê-lo no seu verdadeiro sentido. Independente da legitimidade de suas pautas, o fato de estar inserido num evento qu vem adquirindo um caráter turístico pode torná-lo um mero passeio, parte de uma tradição dos encontros e na maioria das vezes o tema do ato não é debatido anteriormente para que haja um posicionamento consciente dos participantes, tornando-se despolitizante e perdendo o real objetivo de enfrentamento. Buscar entender o verdadeiro sentido desse ato faz parte de uma tentativa mais ampla de se entender o próprio significado da crise do Movimento Estudatil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Construa essa idéia conosco: estudantesautonomos@yahoogrupos.com.br&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2856948675440007008-1520092025286771690?l=marcusfluder.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcusfluder.blogspot.com/feeds/1520092025286771690/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2856948675440007008&amp;postID=1520092025286771690' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2856948675440007008/posts/default/1520092025286771690'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2856948675440007008/posts/default/1520092025286771690'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcusfluder.blogspot.com/2008/07/manifesto-do-eneh.html' title='Manifesto do ENEH'/><author><name>Marcos F. Luder</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06016822686787109675</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2856948675440007008.post-3798857119798765980</id><published>2008-07-24T09:52:00.000-07:00</published><updated>2008-07-24T10:04:02.462-07:00</updated><title type='text'>Tomada de posições</title><content type='html'>No último ENEH foi aprovada uma resolução que pregava o apoio a construção de um movimento negro classista. Essas resoluções normalmente representam muito mais uma tomada de posição frente a uma questão do que o desejo de construção de um projeto político a ser colocado em prática. No ENEH foram aprovadas mais de cem dessas resoluções. De qualquer forma eu me posicionei a favor da resolução que foi proposta por um militante do PSTU. Ao voltar para Niterói acabei tendo um debate com uma companheira de luta no acampamento por conta de minha decisão. O fato é que ela não via sentido em apoiar uma resolução que provavelmente ficará apenas no papel. Embore concorde com ela nesse ponto eu ponderei que isso não poderia me impedir de assumir uma posição, principalmente porque alguém se colocou contra a proposta, usando argumentos absurdos, dizendo que a palavra classista lembrava muito o marxismo e devia ser retirada. No final essa pessoa propôs que se aprovasse a luta por um 'movimento negro articulado". É claro que não dava para me omitir diante de uma proposta dessa, imagina que algo assim passasse. O fato é que as vezes é preciso assumir uma posição, ainda que essa fique apenas no plano simbólico,  ainda que a tal resolução, que acabou sendo aprovada, de se promover um movimento negro classista, fique apenas no papel, mas o efeito simbólico de sua aprovação ainda é um avanço se compararmos com a outra proposta.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2856948675440007008-3798857119798765980?l=marcusfluder.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcusfluder.blogspot.com/feeds/3798857119798765980/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2856948675440007008&amp;postID=3798857119798765980' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2856948675440007008/posts/default/3798857119798765980'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2856948675440007008/posts/default/3798857119798765980'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcusfluder.blogspot.com/2008/07/tomada-de-posies.html' title='Tomada de posições'/><author><name>Marcos F. Luder</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06016822686787109675</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2856948675440007008.post-6024089687837792029</id><published>2008-07-23T09:43:00.000-07:00</published><updated>2008-07-23T09:50:33.615-07:00</updated><title type='text'>Notícias sobre educação</title><content type='html'>Extraído do site: http://noticias.terra.com.br/educacao&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estudantes e trabalhadores terão formação gratuita&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O governo federal e quatro entidades que compõem o Sistema S - Sesc, Sesi, Senai e Senac firmaram um acordo histórico, que prevê que as entidades estabeleçam um programa de comprometimento de gratuidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre as medidas, a aplicação de dois terços de suas receitas líquidas na oferta de vagas gratuitas de cursos de formação para estudantes de baixa renda ou trabalhadores ¿ empregados ou desempregados. Outra novidade é o aumento da carga horária dos cursos de formação inicial, que passam a ter no mínimo 160 horas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Essa é uma ação que amplia o acesso gratuito à educação profissional. Estamos focados na juventude brasileira que está matriculada na educação básica e que não tem condições de acesso à educação superior", explicou o ministro da Educação, Fernando Haddad. A partir de 2009, já serão reservados pelo menos 20% dos recursos das entidades para o oferecimento de cursos gratuitos, caso do Senac.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Senai, por sua vez, já terá 50% de seus recursos aplicados no oferecimento de cursos gratuitos em 2009. Até 2014, todas as entidades já destinarão 66,6% da receita líquida, ou seja, dois terços dos recursos serão investidos na formação de estudantes de baixa renda e de trabalhadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acordo com o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Armando Monteiro Neto, o Sistema S assumiu, com a assinatura do compromisso, sua parcela de responsabilidade na ampliação do acesso aos cursos profissionalizantes. "O Brasil tem necessidade de formar mais e melhor os seus estudantes e trabalhadores e o Sistema S não pode deixar de reconhecer essa demanda", afirmou. As medidas anunciadas nesta terça-feira devem ser incorporadas aos regimentos internos das entidades em até 30 dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As vagas gratuitas são destinadas, preferencialmente, a estudantes matriculados ou egressos da educação básica. Com essa medida, a formação técnica fica atrelada à formação geral. "A juventude vai perceber que se matricular na educação básica é a porta de acesso a essas vagas gratuitas de formação profissional", explicou Haddad. O ministro destacou também a importância da perspectiva profissional para os jovens brasileiros. "A maior causa de evasão entre os jovens é a dificuldade de aplicação do conteúdo no mercado de trabalho", reiterou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acordo com Armando Monteiro Neto, os cursos promovidos pelas entidades do Sistema S continuarão atendendo às necessidades da indústria. "O que esse acordo trouxe foi uma maior disciplina ao sistema, que antes apresentava realidades muito diferentes em cada estado e que agora será mais homogêneo", destacou, referindo-se à oferta de cursos gratuitos e aos investimentos em educação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa é a primeira grande reforma empreendida no estatuto das entidades que integram o Sistema S. "Foi a primeira vez em 60 anos que o governo propôs mudanças no sistema e o diálogo foi muito proveitoso para a sociedade brasileira", destacou o ministro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tripé&lt;br /&gt;De acordo com Haddad, a reforma do Sistema S, a expansão da rede federal e tecnológica e o programa Brasil Profissionalizado formam um sistema que deve modificar a realidade da formação técnica no Brasil. "Estamos criando um novo panorama de formação para os jovens brasileiros", ressaltou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O MEC está investindo R$ 750 milhões na construção de 150 escolas técnicas no Brasil. A meta é chegar, em 2010, a 354 escolas técnicas e cerca de 500 mil matrículas nas instituições federais de educação profissional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O programa Brasil Profissionalizado vai estruturar o ensino médio e articular as escolas aos arranjos produtivos e vocações locais e regionais, para inseri-las no desenvolvimento econômico local. Até 2010, serão investidos R$ 900 milhões para o desenvolvimento da educação profissional e tecnológica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;COMENTO: São sempre boas notícias, o grande problema é vê-las se tornarem realidade. A verdade é que em todos os governos são sempre anunciadas medidas assim, que vão alterar a realidade para melhor, dar melhores condições de vida e estudo para os mais pobres, mas no final, essas notícias quase nunca passam de intenções que não se cumprem. Por isso mesmo que é bom deixá-las registradas, seja para para ter o que cobrar mais tarde, mas principalmente para mostrar às pessoas que não dá para ficar eternamente esperando pela "generosidade" de nenhum governo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2856948675440007008-6024089687837792029?l=marcusfluder.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcusfluder.blogspot.com/feeds/6024089687837792029/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2856948675440007008&amp;postID=6024089687837792029' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2856948675440007008/posts/default/6024089687837792029'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2856948675440007008/posts/default/6024089687837792029'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcusfluder.blogspot.com/2008/07/notcias-sobre-educao.html' title='Notícias sobre educação'/><author><name>Marcos F. Luder</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06016822686787109675</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2856948675440007008.post-8376762459711888617</id><published>2008-07-23T09:30:00.000-07:00</published><updated>2008-07-23T09:41:44.863-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='EN'/><title type='text'>Notícias do ENEH 3</title><content type='html'>Uma das coisas que mais me desagradaram no ENEH foi o comportamento da grande maioria da UFF enquanto delegação. O que se viu ali foi reproduzido também pelas outras delegações, mas eu estudo na UFF e o que os meus colegas fazem me afetam diretamente. O ENEH está estruturado num tripé Político/Acadêmico/Cultural. Não há nada de errado nisso em si, mas infelizmente isto vem sendo usado para justificar posturas degeneradas que transformam o ENEH num mero evento turístico. É claro que diversão é parte de um evento como esse, eu mesmo fiz um tour pela cidade com várias pessoas num domingo, conheci pessoas de outras universidades, e fui  "batizado" na Babilônia, um dos eventos festivos do encontro. Não tive qualquer problema em me divertir nas horas em que isso era possível, mas o que vi de muitas pessoas é uma dedicação do seu tempo a diversão. O ENEH teve diversas atividades importantes, debates, palestras e GDs ( Grupos de trabalho ), além de mini-cursos, que foram esvaziados em nome de diversões inconsequentes e ócio absoluto. Na plenária final houve quem propusesse algum tipo de regra para acabar com isso, é claro que eu me posicionei contra, não por não concordar com os motivos que levaram o formulador da proposta, mas por entender que não é com o estabelecimento de regras escritas que vamos conseguir combater esse tipo de atitude degenerada. A grande verdade é que se não houver da parte das pessoas uma séria reflexão sobre suas atitudes, essas situações só tendem a piorar, e isso só vai ser possível se começar-mos a pautar um debate sério junto aos estudantes, sem medo de tencioná-los, expondo as suas contradições.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2856948675440007008-8376762459711888617?l=marcusfluder.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcusfluder.blogspot.com/feeds/8376762459711888617/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2856948675440007008&amp;postID=8376762459711888617' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2856948675440007008/posts/default/8376762459711888617'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2856948675440007008/posts/default/8376762459711888617'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcusfluder.blogspot.com/2008/07/notcias-do-eneh-3.html' title='Notícias do ENEH 3'/><author><name>Marcos F. Luder</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06016822686787109675</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2856948675440007008.post-446974704797371792</id><published>2008-07-21T12:55:00.000-07:00</published><updated>2008-07-21T13:13:51.464-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ENE'/><title type='text'>Monopólio da memória</title><content type='html'>Um dos maiores aprendizados que eu tive com a minha experiência com o ENEH foi entender a importância da preservação da memória em qualquer luta política. Essa preservação é fundamental para que a geração seguinte não começe uma luta política do zero, sem qualquer acúmulo gerado pelas lutas anteriores, seus erros, acertos, conquistas e perdas. Essa tem sido uma preocupação de todos nós que fazemos parte do Acampamento Maria Júlia Braga: O Quilombo do século XXI. Preservar a memória de nossa luta política é fundamental para que uma geração futura possa ter ela própria algo em que basear a sua própria luta. Possa entender o que aconteceu antes de sua entrada em cena e atuar a partir daí. Essa pequena introdução está ligada a um fato cujo conhecimento eu só me dei conta efetivamente em minha preparação do mini-curso que eu e meus companheiros de luta demos no ENEH. O nosso desejo de falar sobre o movimento estudantil e tocar no tema da sua memória, da maneira como essa é construída e como está a serviço de qualquer grupo que se dispõe a dar a sua versão dos fatos, me permitiu ter acesso a informações e textos muito importantes e que tem me gerado muitas reflexões. Uma dessas informações é sobre um projeto de memória do movimento estudantil que está sendo tocado em parceria com a UNE ( União Nacional dos Estudantes ) e a Fundação Roberto Marinho. Quem quizer saber tudo com mais detalhes deve ir no site &lt;www.mme.org.br&gt;, ali se pode ver toda a idéia por trás do projeto.  De nossa parte nos interessou alguns pontos interessantes, como a campanha estimulando qualquer um que tenha algo que possa estar ligado a memória do movimento estudantil a doar esse material as duas instituições que estão tocando o projeto. A leitura do termo de doação, por exemplo, nos dá uma boa idéia do que está por trás do projeto, trata-se claramente de uma tentativa de monopolizar a memória de um processo histórico ao colocar sobre o controle absoluto da UNE e da REDE GLOBO tudo o que diz respeito à memória do movimento estudantil.  Se alguém acha que estou me enredando em mais uma dessas "teorias da conspiração" é só ir no site que eu indiquei e ler os termos da doação que estão lá. Por isso mesmo é importante que as pessoas não se deixem levar por esse tipo de projeto. Estou dizendo que a UNE e a Fundação Roberto Marinho não tem o direito de realizar um projeto desse tipo? Obviamente que não.  A memória de qualquer processo histórico está sujeita a qualquer tipo de interpretação, por qualquer pessoa ou grupo, o que não dá mais e ter que aceitar essa visão única de um processo histórico que insistem em nos dar. Não existe uma só memória do movimento estudantil, o acampamento tem a sua memória e com todas as suas dificuldades logísticas tem procurado construí-la. Seria bom que os outros grupos políticos que tem atuado no meio estudantil se disponham a construir a sua também, até para evitar essa tentativa da Globo e da UNE de monopolizar um processo histórico que pertence a todos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2856948675440007008-446974704797371792?l=marcusfluder.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcusfluder.blogspot.com/feeds/446974704797371792/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2856948675440007008&amp;postID=446974704797371792' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2856948675440007008/posts/default/446974704797371792'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2856948675440007008/posts/default/446974704797371792'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcusfluder.blogspot.com/2008/07/monoplio-da-memria.html' title='Monopólio da memória'/><author><name>Marcos F. Luder</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06016822686787109675</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2856948675440007008.post-5401133870046622551</id><published>2008-07-21T07:03:00.000-07:00</published><updated>2008-07-21T07:17:18.939-07:00</updated><title type='text'>Notícias do ENEH 2</title><content type='html'>Eu estive no ENEH ( Encontro Nacional dos Estudantes de História ) e posso dizer que foi uma experiência muito boa em diversos sentidos. Em primeiro lugar foi muito bom encontrar pessoas de outras universidades que também comungam com idéias como participação política efetiva, ação direta e uma visão classista das lutas políticas dentro da universidade. Esse encontro permitiu a mim e ao grupo político do qual faço parte entender que a nossa luta não está restrita a UFF, que em outras universidades também existem outras pessoas buscando diferenciar-se, tanto da alienção reinante entre a maioria dos estudantes como da tentativa de transformar essa luta política num mero instrumento de construção de indivíduos e grupos para fins que em nada contribuam efetivamente para essas lutas, para o esforço de transformação da sociedade. Nós desenvolvemos várias atividades no ENEH, dentre elas um mini-curso com o título: Movimento estudantil: memória, perspectivas, limites e estratégias. Essa foi uma experiência muito gratificante. A leitua dos textos utilizados me permitiu uma reflexão que pretendo aprofundar e cuja discussão já estou fazendo dentro do movimento politico do qual faço parte, o Acampamento Maria Júlia Braga: O Quilombo do século XXI. Ao me dispor a essa discussão eu entendo que posso contribuir para uma das reflexões que mais tomaram tempo nas discussões que travamos com esses companheiros de luta que encontramos no ENEH: Qual a razão da crise do movimento estudantil? No manifesto que construímos em conjunto deixamos bem claro que se trata de uma crise de concepção, com isso tratamos de nos contrapor a teses de grupos ligados aos partidos políticos que costumam hegemonizar os espaços de luta dos estudantes de que a crise é conjuntural e de direção. Da minha parte eu tenho uma visão que começei a desenvolver e que pretendo aprofundar, mas que já coloquei como ponto de discussão, tanto entre os que encontramos no ENEH como dentro do movimento político do qual faço parte. É uma reflexão pessoal que ainda está no início, mas que devo começar a compartilhar numa próxima postagem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2856948675440007008-5401133870046622551?l=marcusfluder.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcusfluder.blogspot.com/feeds/5401133870046622551/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2856948675440007008&amp;postID=5401133870046622551' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2856948675440007008/posts/default/5401133870046622551'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2856948675440007008/posts/default/5401133870046622551'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcusfluder.blogspot.com/2008/07/notcias-do-eneh-2.html' title='Notícias do ENEH 2'/><author><name>Marcos F. Luder</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06016822686787109675</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2856948675440007008.post-477296628907037329</id><published>2008-07-19T07:34:00.000-07:00</published><updated>2008-07-19T07:39:32.485-07:00</updated><title type='text'>Notícias do ENEH</title><content type='html'>Infelizmente não pude cumprir a minha promessa de fazer um relato diário da minha experiência no eneh. Mesmo esse relato vai ter que ser corrido porque o meu tempo está acabando. O que posso dizer é que foi uma ótima experiência para mim. Falo isso, é claro, independente da opinião que tenho sobre o próprio ENEH enquanto evento que deveria proporciornar uma troca de experiências entre estudantes de história de todo o país, o que posso dizer é que não foi isso o que aconteceu, vou entrar em detalhes numa próxima postagem, pois o meu tempo está acabando mesmo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2856948675440007008-477296628907037329?l=marcusfluder.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcusfluder.blogspot.com/feeds/477296628907037329/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2856948675440007008&amp;postID=477296628907037329' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2856948675440007008/posts/default/477296628907037329'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2856948675440007008/posts/default/477296628907037329'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcusfluder.blogspot.com/2008/07/notcias-do-eneh.html' title='Notícias do ENEH'/><author><name>Marcos F. Luder</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06016822686787109675</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2856948675440007008.post-5709204764317955779</id><published>2008-07-11T09:19:00.000-07:00</published><updated>2008-07-11T09:26:48.731-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Extraído do site: http://educacao.uol.com.br&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais de 70% dos professores fizeram faculdade particular&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais de 70% dos professores aptos a lecionar no ensino básico do país se formaram em universidades privadas. Apenas em três áreas --francês, química e física-- há mais concluintes de instituições estaduais, federais ou municipais, segundo estudo feito pelo MEC (Ministério da Educação).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os números refletem a realidade do mercado do ensino superior brasileiro, em que a maioria dos alunos freqüenta cursos particulares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em geral, as instituições privadas têm notas mais baixas do que as públicas nas avaliações oficiais. Para o ministro da Educação, Fernando Haddad, o grande problema é que a maioria desses professores atua em escolas públicas, comprometendo a qualidade do ensino. Hoje, 80% das funções docentes estão nas redes estaduais e municipais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Haddad tem declarado que o aumento do número de docentes formados em universidades públicas passou a ser seu principal objetivo. Para isso, lançou programas como o Reuni, em que ofereceu mais verbas para universidades federais que aumentassem suas vagas em licenciaturas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;COMENTO: A resposta que o ministro oferece para o problema é o REUNI, justamente um projeto que vai acabar precarizando ainda mais as universidade públicas. Uma questão que fica sem resposta na afirmação do ministro: se a qualidade do processo de formação dos professores das universidade particulares é tão ruim assim, porque nada é feito para solucionar isso? Fala-se em provão e ENADE, mas o fato é que as famosas "Uniesquinas" continuam por aí, e novas são abertas. É claro que se falar em exercer alguma fiscalização sobre as particulares, logo vai vir algum "perfeito idiota liberal latino-americano" para criticar, falar em intervenção do governo na iniciativa privada. É claro que esses críticos, em sua grande maioria pelo menos, não se importa com a intervenção do governo quando esta se trata de colocar dinheiro nessas particulares através do Pró-Uni.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2856948675440007008-5709204764317955779?l=marcusfluder.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcusfluder.blogspot.com/feeds/5709204764317955779/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2856948675440007008&amp;postID=5709204764317955779' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2856948675440007008/posts/default/5709204764317955779'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2856948675440007008/posts/default/5709204764317955779'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcusfluder.blogspot.com/2008/07/extrado-do-site-httpeducacao.html' title=''/><author><name>Marcos F. Luder</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06016822686787109675</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2856948675440007008.post-6835048535326990448</id><published>2008-07-11T09:11:00.000-07:00</published><updated>2008-07-11T09:17:24.950-07:00</updated><title type='text'>Dia de ENEH</title><content type='html'>Hoje é oficialmente o último dia do semestre. Ainda não vi as minhas notas, mas estou confiante de que passei em todas as disciplinas. No entanto, o mais importante hoje é que é o dia de ir ao ENEH ( Encontro Nacional de Estudantes de História ). Vai ser uma oportunidade interessante para mim em diversos sentidos. Primeiro vai ser uma experiência nova, já que eu nunca estive num encontro desses. Além disso, também vai ser a oportunidade para uma série de contatos, tanto pessoais como políticos, pois o ENEH não pode ser só diversão. Na verdade, o objetivo principal, pelo menos na teoria é estabelecer contatos entre estudantes de História de todo o país para a troca de idéias e experiências, tudo isso visando a melhor maneira de utilizar o que aprendemos na universidade em pról da construção de uma sociedade melhor. É claro que um objetivo tão nobre é sempre difícil de ser alcançado, sem falar que muitos vão mesmo só para curtir, o que em si não é problema, a não ser quando é a única razão para se ir num ENEH. De qualquer forma, eu espero ter condições de manter esse blog atualizado com tudo o que vai acontecer no evento.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2856948675440007008-6835048535326990448?l=marcusfluder.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcusfluder.blogspot.com/feeds/6835048535326990448/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2856948675440007008&amp;postID=6835048535326990448' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2856948675440007008/posts/default/6835048535326990448'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2856948675440007008/posts/default/6835048535326990448'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcusfluder.blogspot.com/2008/07/dia-de-eneh.html' title='Dia de ENEH'/><author><name>Marcos F. Luder</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06016822686787109675</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2856948675440007008.post-3185499740700559313</id><published>2008-07-08T08:10:00.000-07:00</published><updated>2008-07-08T08:27:32.258-07:00</updated><title type='text'>Artigo da RODA</title><content type='html'>Aqui na UFF, mais precisamente no meu curso de História, temos uma revista feita pelos próprios estudantes chamada A RODA ( A Revista dOs estuDantes de históriA ). No seu último número eu escrevi um artigo sobre Manoel Bomfim, um historiador de quem falei numa antiga postagem minha. O artigo foi escrito a meses, mas como a revista demorou a sair eu só pude postá-lo no blog agora, pois não seria correto fazer isso antes da revista "ir para a banca". O texto está colocado abaixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MANOEL BOMFIM, O PIONEIRO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Num prefácio escrito a 40 anos atrás para uma edição de Raízes do Brasil, o crítico Antonio Candido disse que três livros escritos entre 1933 e 1942 definiram a forma como o Brasil seria lido e estudado daí adiante. Antonio Candido estava falando de Casa-grande e Senzala, de Gilberto Freire, Formação do Brasil Contemporâneo, de Caio Prado Jr. e Raízes do Brasil, de Sérgio Buarque de Holanda. Nem se pense que estivesse cometendo alguma injustiça ao fazer tal referência. No entanto, a injustiça se fez bem antes dele ao não se dar o devido valor a uma obra escrita bem antes dos referidos livros e que abordava os mesmos temas, contestava os mesmos paradigmas preconceituosos e buscava nos dar uma visão do Brasil até então escondida por trás de ponceitos racistas, baseados em definições científicas que com o tempo se provariam falsas. &lt;br /&gt; O longo esquecimento por que passaria a obra de Manoel Bomfim pode ser explicado pelo seu pioneirismo. Em 1905 ele escreve A América Latina: males de origem, onde produz um panfleto indignado contra muitas das idéias em voga na época para explicar o atraso latino-americano. Bomfim combate ardorosamente a idéia de que esse atraso é fruto da inferioridade racial dos povos locais em comparação com os europeus. Com este livro, o autor, nascido em Sergipe, criava uma tradição histórica que procurava desmontar as velhas teses racistas que justificavam o atraso brasileiro. Devemos a Manoel Bomfim a primeira firme contestação do brasileiro formado pela escória da sociedade portuguesa, os famosos, ou melhor dizendo, os infames degredados. Manoel Bomfim nos mostra como as penas de degredo eram impostas a pessoas por razões que muitas vezes nada tinham específicamente com o caráter dos penalizados, com sua capacidade de trabalho ou seus instintos morais. &lt;br /&gt; Redescoberta nos anos 1990, a obra de Manoel Bomfim passou a ser analisada dentro do contexto de sua época. O seu esquecimento pôde ser explicado a partir do seu teor avançado demais para o período. O Brasil do início do século XX, quando escreveu A América Latina: males de origem e o dos anos 1920, quando escreveu os seus livros da maturidade, O Brasil na América, O Brasil na História e O Brasil-Nação, ainda não estava pronto para digerir muitas das idéias expostas em seus textos. A velha explicação da inferioridade do povo ainda era por demais cômoda para ser deixada de lado por uma elite econômica muito apegada a um passado colonial por demais presente. &lt;br /&gt; Num dos prefácios da obra de Manoel Bomfim fala-se na sua “lusofobia” na hora de analisar o processo de colonização do Brasil. Lendo os seus livros, no entanto, eu me arrisco a dizer que essa é uma conclusão errônea. Várias páginas das diversas obras do autor sergipano são dedicadas a enaltecer o povo português, sua grande coragem em voltar-se para a conquista marítima debaixo das mais precárias condições e desafiando seculares superstições. O autor não deixa de elogiar também a capacidade do português em se misturar com os diferentes povos com os quais entraria em contato e a sua relativa ausência de preconceito de cor, principalmente em comparação com espanhóis e ingleses. Bomfim elogia principalmente a incrível capacidade de um povo que com parcos recursos humanos e materiais foi capaz de construir um vasto império colonial e criar as condições que tornaram possível colonizar a vasta área do território que viria a se tornar o Brasil.&lt;br /&gt; O que a leitura da obra de Manoel Bomfim revela mesmo é uma intensa “bragantinofobia”, ou seja, um profundo desprezo pela dinastia que assumiria o trono português a partir da restauração de 1640. Bomfim não tem dúvida em associar grande parte da decadência de Portugal à dinastia de Bragança. A tese do parasitismo, que o autor sergipano usaria para justificar o esgotamento das forças produtivas de Portugal tem, na dinastia de Bragança, nos seus reis indolentes e esbanjadores, preocupados unicamente em extrair do Brasil o máximo de riqueza para seus fins parasitários, a sua mais plena idealização.&lt;br /&gt; Em O Brasil-Nação ele ainda vai mais longe ao comparar o período imperial brasileiro a uma continuação do “bragantinismo” na vida política do Brasil independente. Essa “bragantinofobia” fica mais evidente com os retratos que Manoel Bomfim faz dos nossos dois únicos imperadores, tanto D. Pedro I quanto seu filho, o primeiro bem mais do que o segundo são retratados de maneira bem desfavorável pelo autor.&lt;br /&gt; O pioneirismo de Manoel Bomfim em escrever sobre o processo de formação da sociedade brasileira não o impediu de cometer os seus erros, bem típícos da época por sinal. A sua própria explicação da decadência portuguesa a partir da teoria do parasitismo estava baseada num modelo cientificista que hoje parece bem superado. O autor sergipano acreditava também no mito da democracia racial brasileira, para ele havia da parte dos senhores de escravos brasileiros uma certa “bondade” no trato com seus escravos que não costumava ser encontrada entre os de outras  nacionalidades. A sua visão dos bandeirantes paulistas também tem um quê de idealizada, ao ver nas suas expedições ao sertão uma intenção de nacionalidade que certamente não existia. O mesmo se pode dizer do sentimento de brasilidade que ele julgava existir já no século XVII, e que é descrito por Manoel Bomfim como motor principal de movimentos como o de expulsão dos holandeses nessa mesma época.&lt;br /&gt; No entanto, nenhum desses equívocos desmerece a obra de um autor profundamente preocupado com a realidade brasileira a ponto de se colocar na linha de frente daqueles que não se conformavam com teorias pseudo-científicas para explicar a situação brasileira. Manoel Bomfim viveu seus últimos dias um tempo de transição, ele morreria em 1932. No final dos anos 1920 já haviam no Brasil forças contestadoras da ordem vigente. A semana de arte moderna de 1922 já representava um sopro de renovação em busca de uma identidade brasileira nas artes e na sua própria realidade. O autor sergipano não viveria para ver as obras daqueles que seriam os seus continuadores e que colocariam em discussão os temas que ele já havia abordado sem a mesma repercussão. Como muitos pioneiros, os méritos de Manoel Bomfim demorariam muito para serem devidamente reconhecidos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2856948675440007008-3185499740700559313?l=marcusfluder.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcusfluder.blogspot.com/feeds/3185499740700559313/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2856948675440007008&amp;postID=3185499740700559313' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2856948675440007008/posts/default/3185499740700559313'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2856948675440007008/posts/default/3185499740700559313'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcusfluder.blogspot.com/2008/07/artigo-da-roda.html' title='Artigo da RODA'/><author><name>Marcos F. Luder</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06016822686787109675</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2856948675440007008.post-185321031885362457</id><published>2008-07-08T07:54:00.000-07:00</published><updated>2008-07-08T08:05:39.412-07:00</updated><title type='text'>Semestre concluído</title><content type='html'>Finalmente acabou o semestre para mim. Hoje eu entreguei o último dos trabalhos finais que tinha de fazer para encerrar essa maratona. Fico feliz por acreditar que vou manter a minha invencibilidade em matéria de disciplinas e seguir com  o meu projeto de me formar em no máximo 5 anos. Eu passei uma semana anterior muito difícil, pois um dos trabalhos finais estava particularmente difícil de fazer, até agora estou na dúvida se o resultado foi bom, mas foi o que deu para fazer. É como disse uma colega minha, talvez fosse melhor se o semestre tivesse menos disciplinas com uma carga horária melhor. Eu não sei, ontem eu estava com um grupo de alunos e um professor estava conosco. Segundo ele, o grande problema do currículo da UFF são as dificuldades encontradas atualmente no curso básico, que estaria sendo dado de maneira muito frouxa. Ele também  cobrou dos alunos uma maior firmeza na cobrança de melhorias, mas eu creio que a maior dificuldade mesmo é a existência de uma quantidade muito grande de disciplinas que nós chamamos aqui na UFF de Caô. São disciplinas que permitem ao professor lidar quase que apenas com os temas que eles pesquisam e nós alunos ficamos limitados a isso. É o caso de refletir sobre isso para levar alguma sugestão ao seminário de reforma do currículo que vai haver no próximo semestre, quem sabe não dá para resolver pelo menos grande parte do problema. De qualquer forma, eu quero relaxar um pouco, ler apenas o que quero ler e não o que preciso. Ontem mesmo peguei "A era dos impérios", o único livro dessa série do Hobsbawn que eu não tinha lido. Será um mês de ENEH, leituras, cinema, um bom namoro e muita diversão inconsequente, que ninguém é de ferro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2856948675440007008-185321031885362457?l=marcusfluder.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcusfluder.blogspot.com/feeds/185321031885362457/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2856948675440007008&amp;postID=185321031885362457' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2856948675440007008/posts/default/185321031885362457'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2856948675440007008/posts/default/185321031885362457'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcusfluder.blogspot.com/2008/07/semestre-concludo.html' title='Semestre concluído'/><author><name>Marcos F. Luder</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06016822686787109675</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2856948675440007008.post-2426587792804694713</id><published>2008-07-03T13:06:00.000-07:00</published><updated>2008-07-03T13:19:54.017-07:00</updated><title type='text'>Memórias do movimento estudantil</title><content type='html'>Ontem eu participei de uma reunião no Acampamento Maria Júlia Braga: O Quilombo do Século XXI. Um dos pontos de pauta era decidir sobre como lidaríamos com o material de imagens que temos desse mais de dois anos de luta política dentro e fora da UFF. Nós já colocamos dois vídeos no YOUTUBE, basta entrar lá e digitar 'amjb" para ter acesso a ambos, temos também um documentário que fizemos e estamos divulgando da melhor maneira possível, mas ainda não colocamos na internet. Trata-se de uma ferramenta nova para nós, que, até por limitações financeiras e de conhecimento só agora estamos utilizando com mais frequencia. De qualquer modo estamos discutindo as melhores formas de lidarmos com esse material, o que inclui temas complicados como se é  correto que nomes pessoais entrem nos créditos ou que tudo seja colocado como assinatura coletiva. São polêmicas que surgem, mas que precisam ser discutidas para serem resolvidas. O mais importante é que temos consciência da importância de colocar-mos a disposição de todos os materiais que filmamos e a nossa opinião sobre os eventos de que participamos. Como eu disse no título da postagem, é mesmo no plural, pois não existe uma só memória do movimento estudantil, a memória do acampamento com certeza não é a mesma que a memória da UNE, ainda mais agora que esta fez um acordo com a Rede Globo para trabalhar o seu acervo. A memória da OELI ( Organização dos Estudantes Indepedentes em Luta ) não é a memória do Nós Não Vamos Pagar Nada ou do UFF Que Queremos ( PSTU ). Eu acho muito importante que todos os grupos que participam do movimento estudantil cuidem das suas memórias para que no futuro os novos militantes tenham condições de entender os sucessos e os fracassos, onde deu certo e onde não deu e as razões disso. Da nossa parte, tanto a OELI quanto o acampamento estamos cuidando de garantir que no futuro, a memória da luta pela moradia estudantil e todas as lutas políticas ocorridas na UFF desde 2006 esteja, pelo menos em parte, preservada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2856948675440007008-2426587792804694713?l=marcusfluder.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcusfluder.blogspot.com/feeds/2426587792804694713/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2856948675440007008&amp;postID=2426587792804694713' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2856948675440007008/posts/default/2426587792804694713'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2856948675440007008/posts/default/2426587792804694713'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcusfluder.blogspot.com/2008/07/memrias-do-movimento-estudantil.html' title='Memórias do movimento estudantil'/><author><name>Marcos F. Luder</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06016822686787109675</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2856948675440007008.post-4224812167930969280</id><published>2008-07-03T11:04:00.000-07:00</published><updated>2008-07-03T11:05:22.186-07:00</updated><title type='text'>Escolas abrindo no final de semana</title><content type='html'>Extraído do site: http://www.nota10.com.br&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escolas serão incentivadas a abrir nos finais de semana&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado aprovou no dia 1.º o projeto de lei que incentiva a abertura das escolas públicas em feriados, finais de semana e recessos escolares, com o objetivo de oferecer atividades extracurriculares para os alunos e a comunidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O projeto altera o Artigo 1.º da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), e foi aprovado em caráter terminativo, ou seja, não será apreciado no plenário da Casa, seguindo direto para análise da Câmara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O senador Expedito Júnior (PR-RO), autor da proposta, lembrou que a iniciativa já acontece espontaneamente em algumas escolas, mas que agora será regularizada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O projeto prevê o repasse de verbas do Plano Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) para apoiar a abertura das escolas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2856948675440007008-4224812167930969280?l=marcusfluder.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcusfluder.blogspot.com/feeds/4224812167930969280/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2856948675440007008&amp;postID=4224812167930969280' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2856948675440007008/posts/default/4224812167930969280'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2856948675440007008/posts/default/4224812167930969280'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcusfluder.blogspot.com/2008/07/escolas-abrindo-no-final-de-semana.html' title='Escolas abrindo no final de semana'/><author><name>Marcos F. Luder</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06016822686787109675</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2856948675440007008.post-8979280222617701482</id><published>2008-07-03T11:00:00.000-07:00</published><updated>2008-07-03T11:03:11.618-07:00</updated><title type='text'>Piso salarial dos professores</title><content type='html'>Comissões do Senado aprovam piso de R$ 950 para professor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;/extraído do site: http://www.nota10.com.br/&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As Comissões de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) e de Educação, Cultura e Esporte (CE) do Senado aprovaram ontem (2) o substitutivo da Câmara dos Deputados ao projeto do senador Cristovam Buarque (PDT-DF) que institui o piso salarial nacional de R$ 950 para os profissionais do magistério público da educação básica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acordo com o texto, explicou a relatora da matéria na CE, senadora Ideli Salvatti (PT-SC), o piso salarial dos profissionais do magistério público da educação básica será de R$ 950,00 para 40 horas semanais de trabalho e o benefício será estendido aos aposentados e pensionistas da categoria. O reajuste seria concedido integralmente a partir de janeiro de 2010. Até lá, os profissionais receberiam um terço da diferença entre o valor pago e o da proposta, a cada ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A matéria também determina que no mínimo um terço das 40 horas deverá ser reservado a atividades extra-classe - o que, segundo Ideli, é uma reivindicação "histórica" da categoria. Aqueles municípios ou estados que não tiverem recursos para pagar os reajustes, explicou a senadora, receberão da União a complementação dos valores, por meio de recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2856948675440007008-8979280222617701482?l=marcusfluder.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcusfluder.blogspot.com/feeds/8979280222617701482/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2856948675440007008&amp;postID=8979280222617701482' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2856948675440007008/posts/default/8979280222617701482'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2856948675440007008/posts/default/8979280222617701482'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcusfluder.blogspot.com/2008/07/piso-salarial-dos-professores.html' title='Piso salarial dos professores'/><author><name>Marcos F. Luder</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06016822686787109675</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2856948675440007008.post-3703971792865798671</id><published>2008-07-02T10:45:00.000-07:00</published><updated>2008-07-02T11:02:20.990-07:00</updated><title type='text'>Semestre que termina</title><content type='html'>Aqui estou eu na minha última semana de aula nesse período. Na semana que vem é basicamente entregar os trabalhos finais, um já está pronto, mas estou quebrando a cabeça para fazer os outros dois que faltam. A carga de trabalho tem sido tão intensa, além da vida acadêmica eu tenho também as atividades políticas em que estou envolvido, sem falar nos trabalhos da minha bolsa de estudo e nos "bicos" que faço por fora para complementar a minha renda. De qualquer forma acho que vou conseguir me sair bem nesse semestre também, com isso vou manter o meu objetivo de me formar em cinco anos. No próximo semestre eu devo terminar as matérias obrigatórias de licenciatura e fazer a disciplina de Monografia I. Depois de muito quebrar a cabeça acho que finalmente encontrei o tema da minha monografia de fim de curso. Esse é um problema que já me assustou bastante, mas agora eu já estou mais tranquilo em relação a isso. Na semana que vem eu e meus companheiros de luta política do acampamento vamos para o ENEH ( Encontro Nacional de Estudantes de História ), vai ser em São João Del Rey e espero ter muitas notícias interessantes para poder mandar de lá. Eu já disse numa postagem anterior que nunca havia tido experiência nesses encontros, por isso mesmo estou ansioso para ver no que vai dar. Na verdade essa postagem acabou sendo meio que um "enche linguiça", pois a minha idéia original era postar dois vídeos que o acampamento postou no YOUTUBE a respeito do protesto político que fizemos na semana de extensão. Infelizmente eu ainda continuo com problemas em utilizar as ferramentas do blog, entre elas a do vídeo, ainda assim vou tentar de novo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2856948675440007008-3703971792865798671?l=marcusfluder.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcusfluder.blogspot.com/feeds/3703971792865798671/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2856948675440007008&amp;postID=3703971792865798671' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2856948675440007008/posts/default/3703971792865798671'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2856948675440007008/posts/default/3703971792865798671'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcusfluder.blogspot.com/2008/07/semestre-que-termina.html' title='Semestre que termina'/><author><name>Marcos F. Luder</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06016822686787109675</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2856948675440007008.post-2889233485488363455</id><published>2008-06-27T11:36:00.000-07:00</published><updated>2008-06-27T11:46:55.077-07:00</updated><title type='text'>O escândalo da FEC na UFF</title><content type='html'>O Conselho Universitário da UFF ( CUV ) foi palco de um lamentável circo dos horrores na sexta-feira passada. A FEC Fundação Euclídes da Cunha, teve suas contas aprovadas apesar de todas as irregularidades cometidas ao longo dos anos em que atua na UFF. Os conselheiros que aprovaram alegaram que estavam fazendo isso como voto de confiança na nova gestão que teria moralizado a FEC, no entanto, essa nova gestão não informou que a FEC estava em situação irregular desde novembro do ano passado, o que não a impediu de continuar recebendo recursos da universidade. Foi uma sessão lamentável em todos os sentido. O comportamento da maioria da bancada estudantil, por exemplo, também merece duras críticas, depois da aprovação das contas muitos saíram cantando músicas de provocação contra os que votaram a favor das contas, uma atitude totalmente imatura, de quem não parece ter percebido a gravidade do que ocorreu naquele CUV. Agora a universidade vai tentar recredenciar a FEC no ministério da educação. Enfim, pretende continuar a farra dos cursos pagos e todas as irregularidades promovidas por essa fundação que só presta contas quando interessa, e mesmo assim de uma maneira completamente irregular. O documento abaixo explica todo esse processo lamentável em detalhes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                           A derrocada financeira da FEC: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma reflexão sobre a forma açodada como se deu o processo de aprovação das contas da Fundação Euclídes da Cunha (FEC) no Conselho Universitário (CUV) de 20 de junho de 2008.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A derrocada financeira da FEC já ocorre há muito tempo. A decisão de 01/2007 do Conselho Administrativo da FEC, que trata do exercício fiscal de 2006, diz em seu parágrafo 3º: "Considerando as divergências encontradas entre os saldos bancários e os respectivos saldos contábeis" e logo a seguir: "Considerando que o passivo excede o ativo no balanço patrimonial e que inobservância dos pontos abordados pelo parecer dos Auditores Independentes, segundo os mesmos levantam dúvidas substanciais de que a entidade tenha condições de manter a continuidade normal de suas atividades" (GN), demonstra que a situação pré-falimentar da FEC não é nova como alguns tentam dizer. &lt;br /&gt;Talvez isso explique a forma açodada com que realizaram a "aprovação moral" (o que é isso juridicamente?) das contas da FEC pelo CUV no dia 20 de junho de 2008. Cabe salientar que esta "aprovação moral" (?) se deu de forma extemporânea, pois pelo artigo 34 inciso I do estatuto da FEC o prazo final para a aprovação das contas é de 31 de maio de 2008. &lt;br /&gt;O e-mail datado de 18 de março de 2008 enviado pelo professor Airton ao professor Dollinger diz: "A diretoria executiva da FEC ainda não cumpriu com o disposto no inciso III do artigo 19 do estatuto, o qual exige a submissão ao Conselho Fiscal até o dia 05 de novembro de 2007, da proposta orçamentária e do Plano de Trabalho para o exercício seguinte (2008), sem o que, o Conselho Administrativo não tem como cumprir, por sua vez, com o disposto do Art. 17 inciso VIII, que ordena o exame e aprovação de tais documentos até 15 de novembro de cada ano".&lt;br /&gt;Vale salientar que este e-mail é de 18 de março de /2008, ou seja, mais uma vez a ilegalidade retroagindo no tempo. Restam ainda duas perguntas: &lt;br /&gt;1) Em resposta ao e-mail de 10 de junho de 2008 enviado pelo professor Airton ao professor Daniel Avelino / SESO/MEC, este responde taxativamente: "Por favor, não esqueça de que a FEC teve seu pedido de credenciamento arquivado em 2007. Enquanto não renovar o pedido, não vai ser considerada Fundação de Apoio ...." (GN).&lt;br /&gt;Ora, se desde 2007 a FEC não é mais considerada Fundação de Apoio, como a REItoria, nos primeiros 4 meses de 2008 destinou à FEC uma quantia superior a R$ 10.300.000,00? Isto não significaria infração ao art. 10 da lei 8429/92, que dispõe sobre improbidade administrativa, e que tipifica como improbidade administrativa (...) lesão ao erário por ação ou omissão dolosa ou culposa ainda que não receba direta ou indiretamente qualquer vantagem? Ou de seu art. 11 que diz: (...) "Ação ou omissão que viole os deveres de honestidade, imparcialidade, legalidade e lealdade às instituições." Ou seja executar ato proibido em lei, deixar de executar ou retardar ato de ofício, etc...&lt;br /&gt;2) Alguém já viu a FEC realizar qualquer licitação pública, conforme determina o inciso ido art. 3 da lei 8958/94? &lt;br /&gt;Quanto ao item 3.1 do e-mail do professor Hermano (Engenharia) que diz "isto não significou o descredenciamento da FEC como o propalado" e a seguir "a prova disso, é que convênios, projetos e verbas de órgãos governamentais continuaram a ser enviados pelo MEC para a FEC, nesse ínterim (vide os recursos do REUNI)" nós podemos afirmar com certeza de que esta afirmação passa meridianamente longe da verdade, pois o MEC não repassa diretamente nenhuma verba à FEC e sim à UFF que contrata a FEC, basta conferir em www.portaltransparencia.gov..br a verdade nua e crua é a de que até as verbas do tão propalado REUNI estão sujeitas a penhora, devido ao caos financeiro da FEC, pois segundo a lei 8958/94, a contratante (UFF) não pode assumir quaisquer dívidas da contratada (FEC).&lt;br /&gt;E, em meio a todo este absurdo, a construção da Moradia Universitária, aprovada ao menos 4 vezes no Conselho Universitário (2 delas na gestão de Salles), até hoje não ganhou materialidade e seu projeto se quer foi licitado! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acampamento Maria Júlia Braga&lt;br /&gt;- o Quilombo do Século XXI -&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fora Salles! O CUV não nos representa!&lt;br /&gt;Pela construção da Assembléia Comunitária na UFF já!&lt;br /&gt;Pela construção da Moradia Universitária na UFF já!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2856948675440007008-2889233485488363455?l=marcusfluder.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcusfluder.blogspot.com/feeds/2889233485488363455/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2856948675440007008&amp;postID=2889233485488363455' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2856948675440007008/posts/default/2889233485488363455'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2856948675440007008/posts/default/2889233485488363455'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcusfluder.blogspot.com/2008/06/o-escndalo-da-fec-na-uff.html' title='O escândalo da FEC na UFF'/><author><name>Marcos F. Luder</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06016822686787109675</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2856948675440007008.post-3726345142889049897</id><published>2008-06-27T11:14:00.000-07:00</published><updated>2008-06-27T11:26:23.108-07:00</updated><title type='text'>Notícias sobre educação</title><content type='html'>Esta é uma notícia que sempre me afeta muito, pois muito do que estou fazendo aqui na universidade tem como objetivo ser aplicado numa sala de aula, ou seja, um dia eu posso estar no lugar da vítima da agressão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Extráido do site &lt;http://www.atarde.com.br&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;19/03/2008&lt;br /&gt;Professor é esfaqueado ao separar briga de alunas no RS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agencia Estado &lt;br /&gt;O professor Ozório Alceu Feline levou uma facada no abdome quando tentava separar duas adolescentes que estavam brigando no pátio da Escola Técnica Estadual Bernardina Rodrigues Padilha, em Vacaria, no nordeste do Rio Grande do Sul, na segunda-feira à noite. Feline passou por uma cirurgia e permanecia internado no Hospital Nossa Senhora da Oliveira, em estado regular, no final da tarde de hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O incidente começou com um desentendimento entre as alunas. Feline se aproximou e tentou fazer com que as duas se afastassem. Um rapaz, identificado como namorado de uma das moças, se aproximou e pediu que o professor não se metesse. Na seqüência, feriu Feline com um objeto cortante. O agressor ainda não foi preso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, depois de uma reunião com o Ministério Público e o Conselho Tutelar, a Brigada Militar (a polícia militar gaúcha) decidiu colocar um soldado para vigiar o pátio onde ocorreu a briga e aumentar a vigilância em todo o bairro onde fica a escola. As aulas, que estavam suspensas, foram retomadas hoje. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;COMENTO: É dessa situações realmente preocupantes, pois muitas vezes temos a tendência a pensar se vale a pena se meter em briga alheia. Entretanto, o fato ocorreu numa escola e a pessoa como professor não podia simplesmente ficar assistindo. No entanto, é um alerta para o clima cada vez mais violento existente dentro das escolas. Nos dois últimos períodos da universidade eu fiz duas disciplinas, Prática de Ensino e Pesquisa I e II, estas me levaram a entrar em contanto com uma escola pública pela primeira vez na condição de alguém que pode fazer daquilo uma profissão. Eu não vou negar o choque que eu senti ao ver o pouco respeito que os alunos, de idades que variavam de 11 a 14 anos, tinham com a professora. Eu já comentei isso em postagens anteriores. É verdade que a juventude de hoje está bem diferente da que frequentava a escola 20 ou 30 anos atrás, a violência também era bem mais restrita, as brigas ocorriam, mas geralmente eram na base dos punhos mesmo. A idéia de alguém levar uma arma para a escola parecia meio absurda, no entanto, o que vemos hoje assusta. Imagino que seja produto dos novos tempos ou será que o processo já tinha começado bem antes e simplesmente foi ignorado até que estivesse no estágio atual. Eu tendo a acreditar na segunda hipótese, acho que situações como a que levaram ao acontecimento relatado nessa reportagem são o fruto de décadas de descaso com o ensino público. A conta chegou e está difícil de pagar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2856948675440007008-3726345142889049897?l=marcusfluder.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcusfluder.blogspot.com/feeds/3726345142889049897/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2856948675440007008&amp;postID=3726345142889049897' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2856948675440007008/posts/default/3726345142889049897'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2856948675440007008/posts/default/3726345142889049897'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcusfluder.blogspot.com/2008/06/notcias-sobre-educao_27.html' title='Notícias sobre educação'/><author><name>Marcos F. Luder</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06016822686787109675</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2856948675440007008.post-1807937654405943880</id><published>2008-06-26T08:56:00.000-07:00</published><updated>2008-06-26T09:05:57.742-07:00</updated><title type='text'>Indo para o ENEH</title><content type='html'>Este ano eu devo ir ao meu primeiro ENEH ( Encontro Nacional de Estudantes de História ). É uma curiosidade que eu tenho, mas não me vejo fazendo isso todo o ano. Acho importante esses encontros embora saiba que para a maioria é mais turismo do que qualquer outra coisa. Não nego que vai ser interessante conhecer outra cidade, neste caso São João del Rey, mas o objetivo que me move mesmo é entrar em contato com estudantes de História de outros estados e tentar entender a realidade em que estes vivem e saber se as dificuldade deles se parecem com as minhas. O movimento político do qual faço parte, Acampamento Maria Júlia Braga: O Quilombo do século XXI vai estar presente com um mini-curso que pretendemos dar, além de mim vão outros militantes. Vai ser importante divulgar a luta política em que estamos inseridos, até para não vê-la ser apropriada por oportunista. Falo isso a propósito de um e-mail antigo que eu li onde um integrante de uma das correntes políticas que atuam no movimento estudantil da UFF ter declarado que os DCE ( Diretório Central dos Estudantes ) daqui foi protagonista dos atos de ocupação de reitoria que ocorreram em 2007. Trata-se de uma deslavada mentira e me irrita muito que esse tipo de inverdade seja espalhada em regiões do Brasil onde não temos acesso. Enfim, essa ida ao ENEH vai ajudar a fazer novos contatos e também a divulgar o documentário que fizemos e que vai ajudar a desmentir muitas dessas mentiras.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2856948675440007008-1807937654405943880?l=marcusfluder.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcusfluder.blogspot.com/feeds/1807937654405943880/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2856948675440007008&amp;postID=1807937654405943880' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2856948675440007008/posts/default/1807937654405943880'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2856948675440007008/posts/default/1807937654405943880'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcusfluder.blogspot.com/2008/06/indo-para-o-eneh.html' title='Indo para o ENEH'/><author><name>Marcos F. Luder</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06016822686787109675</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2856948675440007008.post-8617461798521454438</id><published>2008-06-18T12:17:00.000-07:00</published><updated>2008-06-18T12:30:25.965-07:00</updated><title type='text'>Notícias sobre educação</title><content type='html'>Comento: Essa é uma notícia que eu relutei um pouco a postar aqui, mas resolvi fazer isso, não porque ainda não tenha as minhas dúvidas sobre a veracidade de tudo o que li, mas porque me permite discutir questões importantes sobre educação. Leiam com atenção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Extraído do site: http://aprendiz.uol.com.br&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cidades consolidam Bairro-Escola como política pública&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da Redação &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escolas, praças, parques, igrejas e postos de saúde. Todos funcionando integrados e sendo aproveitados como espaços de aprendizagem. O conceito de Bairro-Escola - que busca utilizar as potencialidades educativas do bairro - consolidou-se e já é aplicado como política pública efetiva em diversos locais do país, servindo como solução para problemas das áreas da educação, da segurança, da saúde, entre outras. &lt;br /&gt;Reconhecimentos do Ministério da Educação (MEC), do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e do prêmio Tecnologia Social da Fundação Banco do Brasil (FBB) contribuem para fortalecer o conceito e disseminar cada vez mais o Bairro-Escola. &lt;br /&gt;Belo Horizonte (MG) e Nova Iguaçu (RJ) são os exemplos mais concretos dessa solidificação. Alunos de 29 escolas da capital mineira e de mais de 30 escolas da cidade fluminense - todas das redes municipais de ensino - são beneficiados com educação em tempo integral. &lt;br /&gt;Há 12 anos, a capital mineira difunde o programa Escola Plural em que a educação ultrapassa os muros da escola para estar presente em todos os espaços públicos da cidade. O envolvimento entre alunos, educadores, universitários e membros da comunidade na educação não deixa dúvidas de que a ampliação do conceito de bairro-escola é um passo importante na busca por educação de qualidade. &lt;br /&gt;"O maior foco da educação, em Belo Horizonte, é tomar a cidade como um espaço real de formação do indivíduo", afirma a secretaria de educação básica do Ministério da Educação, Maria do Pillar. Para chegar a esse quadro, o programa atravessou muitos processos. Inicialmente as escolas passaram a ficar abertas o dia todo e as turmas começaram a atuar em tempo integral. "No entanto, vimos que esse formato impossibilitava a criança de se tornar parte de sua região, pois ficava o dia todo fechada dentro da escola", explica. &lt;br /&gt;O passo seguinte foi centrar a educação em tempo integral e fazer com que os educadores comunitários levassem as crianças para outros espaços da cidade nas horas reservadas para isso. O aluno passa metade do dia tendo aulas nas salas regulares e, no restante do tempo, participa de atividades em outros espaços, amparado pela própria escola. "A escola deve ser a referência quando se trata de educação, o que não significa que todas as ações devam ser realizadas dentro dela", diz a secretária.  &lt;br /&gt;Essas atividades só foram possíveis devido às parcerias realizadas com seis universidades da região, entre elas a Pontifícia Universidade Católica, a Universidade Federal de Minas Gerais e a Universidade Estadual de Minas Gerais. Ao todo, são 107 diferentes tipos de atividades extracurriculares realizadas com as crianças dentro das universidades e monitoradas pelos estudantes do ensino superior. Há também parcerias realizadas com outras instituições da comunidade. &lt;br /&gt;O conceito de Bairro-Escola, há mais de um ano implementado em Nova Iguaçu, permeia todas as ações da cidade. O êxito da cidade fluminense, até então tida como uma das mais pobres e violentas do estado, foi ter conseguido realizar o projeto com um custo de apenas R$ 12 mensais por aluno. &lt;br /&gt;Tudo na cidade funciona em função do bairro-escola. Os caminhos entre as escolas e os espaços onde acontecem as atividades extracurriculares têm uma faixa no chão pintada de vermelho para que as crianças possam andar sem problemas. Os ambulantes recolheram suas barracas para dar passagem às crianças, os motoristas de ônibus foram educados para que parassem os veículos ao ver as crianças passando, toda a sinalização da cidade foi modificada, os muros ganharam cores e os moradores foram sensibilizados. &lt;br /&gt;"Usamos espaços parceiros, como clubes e igrejas, e quem dá aula para as crianças fora do horário escolar são estudantes universitários. A comunidade abraçou a idéia de maneira espantosa. Tem gente que empresta o terraço de casa, a sala de jantar. Outro dia um senhor me disse que podia ceder a piscina para dar aulas de natação", comentou o facilitador do bairro-escola, Jorge Luis Santos Silva, que diariamente sai batendo de casa em casa para articular e sensibilizar as pessoas. &lt;br /&gt;O trabalho foi recentemente premiado como Tecnologia Social pela FBB. “Para a baixada, que carrega o estigma da violência e que está sempre vinculada a notícias ruins, é muito significativo um prêmio desse porte. Ao invés de problemas, estamos mostrando solução. Prova que, pelo contrário, há uma série de possibilidades latentes em Nova Iguaçu que se concretizam por meio das atividades integradas do Bairro-Escola”, diz a coordenadora geral do Bairro-Escola de Nova Iguaçu, Maria Antônia Goulart. &lt;br /&gt;Goulart diz também se orgulhar pelo fato de o projeto servir de referência para as políticas públicas de educação. “O Bairro-Escola retoma uma discussão importante para a educação. Há muitos anos se discutia um projeto de educação integral com base nos Centros Integrados de Educação Pública (Cieps), instituições criadas para a experiência de escolarização em tempo integral. Acreditava-se que tal projeto era impossível de acontecer e a discussão foi deixada de lado. Por meio da potência que tem o Bairro-Escola, conseguimos trazer para a pauta nacional a questão da escola e da educação em tempo integral”, diz. &lt;br /&gt;Essas experiências serão apresentadas durante o Seminário A Invenção dos Bairros Educativos, que acontecerá no dia 14/12, no Museu de Arte de São Paulo, na capital paulista. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comento: Belo Horizonte e Nova Iguaçu são cidades governadas por prefeitos do PT, sei muito pouco sobre o de Minas Gerais, mas o Lindiberg Farias eu conheço o suficiente para desconfiar de tudo o que li na reportagem, ainda assim é uma discussão que precisa ser feito. A idéia de integrar a comunidade no cotidiano da escola pública me parece a única saída para a situação caótica em que esta se encontra. Se tudo o que foi dito na reportagem for mesmo verdade então só posso dar os parabéns para quem está promovendo essas atuações, mas ainda continuo com o pé atrás. De qualquer forma, a idéia contidas nessa reportagem precisam ser discutidas, e mais importante, precisam ser postas em prática. Eu só gostaria de saber como as pessoas envolvidas nela escapam das inevitáveis pressões políticas que cercam as escolas no Rio de Janeiro. Todos sabem que existe uma verdadeira máfia de nomeações de diretores de escola e hospitais entre os nosso políticos, o que torna difícil um tipo de política como essa, voltada para o interesse das comunidades locais e que procura trazer a comunidade para um papel protagonista na melhoria das condições das escolas em que seus filhos estudam. Enfim, eu espero sinceramente que essa reportagem não seja mais um caô de  véspera de campanha eleitoral e sim a confirmação de que é possível construir uma política de valorização da Escola Pública a partir da ação das próprias comunidades em que essas escolas estão inseridos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2856948675440007008-8617461798521454438?l=marcusfluder.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcusfluder.blogspot.com/feeds/8617461798521454438/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2856948675440007008&amp;postID=8617461798521454438' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2856948675440007008/posts/default/8617461798521454438'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2856948675440007008/posts/default/8617461798521454438'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcusfluder.blogspot.com/2008/06/notcias-sobre-educao.html' title='Notícias sobre educação'/><author><name>Marcos F. Luder</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06016822686787109675</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2856948675440007008.post-8785175712619698624</id><published>2008-06-18T08:59:00.000-07:00</published><updated>2008-06-18T09:21:26.336-07:00</updated><title type='text'>Assembléia de História na UFF</title><content type='html'>Ontem tivemos assembléia no curso de História da UFF. Como manda a tradição foram feitas uma na manha e uma à noite. Eram assembléias em caráter especial, pois contavam como pré-eneh, ou seja, para garantir vaga no próximo Encontro Nacional de Estudantes de História. Curioso é que mesmo assim não havia tanta gente. Isso só comprova a grande apatia que toma conta dos estudantes em sua grande maioria. Algumas pessoas com certeza só vieram por causa do eneh. Ainda assim teve uma discussão importante sobre se o CAHIS ( Centro Acadêmico de História ) deveria ou não se colocar fora da UNE &lt;br /&gt;( União Nacional dos Estudantes ). No final se decidiu pelo rompimento, apesar dos integrantes do coletivo "Nós Não Vamos Pagar Nada" tentarem toda a sorte de manobras para impedir esse rompimento. A maior de todas foi na assembléia da manhã. Nós enquanto organização política defendemos o rompimento, não para fundar outra entidade, pois o nosso paradigma não é fazer movimento político a partir de superestruturas, mas por entender que a UNE já estava completamente longe de qualquer interesse dos estudantes. O Paga Nada defendia a permanência na UNE, mas apresentou uma terceira proposta, na verdade a proposta do coletivo "UFF Que Queremos", ligado ao PSTU, que era romper com a UNE  e se filiar a CONLUTE. O objetivo era claramente dividir os votos dos que eram contrários e tentar passar uma posição claramente minoritária que era a deles. Infelizmente a maioria das pessoas ali não conseguem entender esse tipo de manobra, o que torna difícil a denúncia, de qualquer forma conseguiu-se aprovar o rompimento puro e simples. Na parte da noite, novas manobrar ocorreram, mas o resultado se manteve e o CAHIS, enquanto entidade,  declarou-se rompido com a UNE, essa é a posição que a entidade vai levar para o ENEH. Foi uma vitória, mas isso não apaga os muitos problemas que vemos no curso e que parecem estar se agravando, pois boa parte dos integrantes da Chapa 1 não compareceu, fomos nós, o Paga Nada e a base do curso, o PSTU já parece ter largado de mão a muito tempo. Infelizmente essa desmobilização está cada vez mais presente e deve se agravar pela falta de empenho de muitos ali em politizar a gestão. São situações que temos denunciado direto e pagamos o preço por isso, um militante da Chapa 1 nos acusou de querer aparelhar o CAHIS, além de outras coisas, por sinal ele não apareceu tembém. É uma pena que as coisas estejam chegando a esse ponto, pois o projeto de gestão aberta, a partir dos GTs era muito bom e poderia ter apontado para uma perspectiva de muita luta política dentro do curso, o que se vê agora é uma apatia geral, bem refletida na incapacidade de se opor ao projeto de expansão, todo baseado no REUNI que a direção do ICHF ( Instituto de Ciências Humanas e Filosofia ) a qual é ligado o curso de História, está implantando, totalmente na marra. Infelizmente eu acho que esse projeto vai passar, não vejo nessa geração o destemor em confrontar a direção do ICHF para impedir isso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2856948675440007008-8785175712619698624?l=marcusfluder.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcusfluder.blogspot.com/feeds/8785175712619698624/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2856948675440007008&amp;postID=8785175712619698624' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2856948675440007008/posts/default/8785175712619698624'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2856948675440007008/posts/default/8785175712619698624'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcusfluder.blogspot.com/2008/06/assemblia-de-histria-na-uff.html' title='Assembléia de História na UFF'/><author><name>Marcos F. Luder</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06016822686787109675</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2856948675440007008.post-2763447124438675926</id><published>2008-06-17T13:21:00.000-07:00</published><updated>2008-06-17T13:33:44.940-07:00</updated><title type='text'>Propaganda pura</title><content type='html'>Extraído do site: http://www1.folha.uol.com.br/folha/educacao&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comento: Eu tenho essa entrevista em arquivo a algum tempo, mas só agora pude postá-la, infelizmente os trabalhos de final de período tem me ocupado demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10/12/2007 - 09h33 &lt;br /&gt;Estudante deve pagar por ensino superior público &lt;br /&gt;Publicidade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FÁBIO TAKAHASHI&lt;br /&gt;da Folha de S.Paulo &lt;br /&gt;A cobrança pelo ensino superior começou na China em 1997. No Brasil, a cobrança é vetada pela Constituição, que determina "gratuidade do ensino público". Boa parte da Academia defende este modelo, pois entende que é dever do poder público oferecer educação. &lt;br /&gt;A cobrança de taxas faz parte das reformas que o governo chinês começou a implementar nos anos 90 para aumentar o número de estudantes no ensino superior. O país conseguiu elevar o percentual de jovens no ensino superior de 3,4% em 1991 para 26,4% quinze anos depois. No Brasil, o percentual está em 17,5%, segundo dados da Unesco (braço das Nações Unidas para a educação). &lt;br /&gt;Outra mudança foi a expansão de cursos superiores de caráter mais profissionalizante, com duração entre 2 e 3 anos, que já representam quase a metade das matrículas. No Brasil, eles são menos de 1%. &lt;br /&gt;A China busca melhorar também em qualidade, o que já aparece em rankings internacionais. No ranking do jornal britânico "The Times" há três universidades chinesas entre as 100 melhores do mundo. A de Pequim é a de maior destaque entre elas (36ª). A melhor brasileira é a USP (175ª). &lt;br /&gt;Ma veio ao Brasil para participar de um seminário promovido pela Assembléia Legislativa de São Paulo, em parceria com professores da USP, com o objetivo de discutir políticas adotadas em outros países, para servirem de base para a proposição de possíveis novas leis. A pesquisadora concedeu a entrevista à Folha, em inglês, na semana passada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comento: Já se vê que logo na apresentação da reportagem se procura dar o tom da entrevista ao mostrar que a China tem universidades melhores, ou seja, eles estão no caminho certo e deveríamos imitá-los. Continua na entrevista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FOLHA - Como a sra. analisa a atual situação do ensino superior chinês? &lt;br /&gt;WAN-HUA MA - Após um forte crescimento nos últimos anos, o ensino superior tornou-se papel-chave no desenvolvimento da China, na produção de tecnologia e de capital humano. Para isso, alteramos o sistema, diversificando-o, pois não havia recursos para incluir todos os alunos em universidades de pesquisa. Estas são muito caras, precisam de laboratórios caros, por exemplo. Há também uma questão do mercado de trabalho. Não seria possível absorver todos esses alunos formados em ambiente extremamente acadêmico. O mercado de trabalho requer pessoas com diversos níveis de conhecimento. Para resolver um problema no computador, por exemplo, você não precisa de alguém com doutorado. Um técnico, formado em até três anos, estará muito bem capacitado. Também se economiza tempo e dinheiro dos estudantes [um curso de engenharia na China dura seis anos]. Para os países ricos, não faz tanta diferença você ter um doutor cuidando de problemas técnicos de um computador. Mas nós, países em desenvolvimento, não podemos seguir nessa direção, porque exige muito dinheiro. Claro que você pode ser um doutor, mas é preciso ter outras opções. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FOLHA - Como a expansão do ensino superior foi financiada? &lt;br /&gt;MA - Em 1999, o governo estabeleceu que todas as universidades deveriam aumentar as vagas em 30%. Houve aumento de recursos do governo, mas insuficiente. Nosso investimento em educação é de apenas 2,7% do PIB [no Brasil, é de 4,7%]. Há uma forte pressão para que o governo aumente os recursos para o ensino superior. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FOLHA - O que a sra. acha da cobrança de taxas aos estudantes? &lt;br /&gt;MA - Uma boa qualidade de ensino público beneficia o estudante. Claro que também é bom para a sociedade ter cidadãos bem formados, mas há benefícios privados para os alunos também. Eles conseguem bons empregos. Se você considerar esse benefício privado ao cidadão, ele então tem a responsabilidade de pagar pelo ensino. Na China, em geral, o estudante de universidade pública paga 20% dos custos do seu curso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FOLHA - Foi difícil implementar esse sistema? &lt;br /&gt;MA - Foi, mas fomos testando aos poucos, primeiro em um grupo pequeno de estudantes, por dois, três anos, no começo dos anos 90. Os resultados foram positivos. Os alunos passaram a estudar mais, porque viram o sacrifício que suas famílias fizeram para pagar. E os pais também ficaram contentes, porque os filhos passaram a estudar duro. Então, percebeu-se que o modelo funcionaria. Agora, todas as instituições cobram taxas. O custo ao aluno nas universidades públicas é o mesmo, 5.000 renminbi [moeda chinesa] ao ano [equivalente a R$ 1.200], que são pagos uma vez, em setembro. Parece pouco, mas os nossos salários são baixos, comparados com o de vocês do Brasil. O sistema causou um problema, porque há famílias que não podem pagar. Então foram criados programas de empréstimo, de bolsa-trabalho, entre outros. Mas o sistema ainda não é perfeito. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FOLHA - O ensino superior chinês prioriza alguma área? &lt;br /&gt;MA - Estamos tentando construir universidades de classe mundial [de ponta], basicamente nas áreas científicas, como engenharia e ciência da computação. São áreas que têm grande impacto econômico. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FOLHA - Em quais pontos o Brasil pode seguir o modelo chinês? &lt;br /&gt;MA - Não conheço tanto a situação brasileira. Mas, em geral, o conhecimento de outras línguas é importante, para se poder aproveitar a comunidade internacional [a China é o país que mais envia estudantes aos EUA]. Entender a língua de um outro país é um modo interessante de a pessoa entender como essa cultura funciona. Se você não sabe isso, não saberá como negociar com esse país. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FOLHA - Professores e pesquisadores na China têm total liberdade? &lt;br /&gt;MA - Não vejo controle do governo. As pessoas sempre falam que não temos liberdade. Não sei o porquê disso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comento: Essas perguntas e as suas resposta já dão o tom de tudo. A representante do governo fala sobre as "maravilhas" de se descobrir a importância do dinheiro quando você tem que pagar a sua universidade e como esse fato é mais valorizado pelo estudante e sua família. Como alguém que teve que pagar o seu ensino médio posso dizer que é uma grande bobagem, mas o melhor mesmo é quando a representante responde que a prioridade é para as áreas que vão dar dinheiro, é o tipo de universidade que muitos querem para o Brasil,totalmente voltada para o mercado. Alguns vão dizer que esse modelo fez a China crescer, já ouvi dizer que fez com que 400 milhões de pessoas entrassem no mercado, o que não se conta o que acontece com as outras 900 milhões que vivem lá; esses com certeza é que estão pagando a conta deste crescimento, é esse o modelo que muitos querem para o Brasil. Quanto ao que foi respondido na última pergunta, acho que nem vale muito a pena comentar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2856948675440007008-2763447124438675926?l=marcusfluder.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcusfluder.blogspot.com/feeds/2763447124438675926/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2856948675440007008&amp;postID=2763447124438675926' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2856948675440007008/posts/default/2763447124438675926'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2856948675440007008/posts/default/2763447124438675926'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcusfluder.blogspot.com/2008/06/propaganda-pura.html' title='Propaganda pura'/><author><name>Marcos F. Luder</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06016822686787109675</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2856948675440007008.post-3055120364096950653</id><published>2008-06-13T11:45:00.000-07:00</published><updated>2008-06-13T11:58:14.344-07:00</updated><title type='text'>Protesto na UFF 2</title><content type='html'>Terminando o meu relato sobre o protesto que fizemos ontem no Gragoatá, durante o encontro de extensão eu posso dizer que foi muito importante para mostrar como a questão da origem de classe é importante na hora de avaliarmos a reação das pessoas a atos como o de ontem. De fato, o que foi feito no teatro onde se dava o encontro de extensão foi muito mais sério do que a nossa entrada no teatro da reitoria, no ato do dia 10 de março, no entanto, a reação das pessoas na platéia foi muito melhor. Nós vamos disponibilizar as imagens do ato o mais breve possível, mas já adianto que os aplausos mostram o quanto as pessoas lá se identificaram com a luta que estamos travando. Afinal ali estavam um grande número de bolsistas de extensão, que junto com os bolsistas de treinamento são os mais pobres da universidade. No teatro da reitoria estavam, em sua maioria pelo menos, a elite do departamento de história e alguns dos estudantes mais abonados da universidade e que provavelmente almejam fazer parte dessa elite de professores, mais do que natural que a reação tenha sido diferente. Posso dizer também que o conflito se deu na parte de fora do teatro, pois uma das organizadoras do evento e um funcionário que decidiu tomar as dores do REItor tentaram nos intimidar para que fosse retirada o nosso aparelho que estava mostrando o filme "REItor Ladrão, cadê os nossos pertences". Eu e companheira Mariana fomos fotografados por um sujeito que entregou as fotos para o próprio REItor Roberto Salles, com certeza vem retaliação por aí. Nós filmamos várias passagens do ato, falas de burocratas, a intervenção no teatro, enfim, tudo o que fez desse ato um grande protesto contra esse REItor autoritário e privatistas. A nossa intenção é em breve publicizar tudo, pois essa luta precisa se fortalecer ainda mais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2856948675440007008-3055120364096950653?l=marcusfluder.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcusfluder.blogspot.com/feeds/3055120364096950653/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2856948675440007008&amp;postID=3055120364096950653' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2856948675440007008/posts/default/3055120364096950653'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2856948675440007008/posts/default/3055120364096950653'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcusfluder.blogspot.com/2008/06/protesto-na-uff-2.html' title='Protesto na UFF 2'/><author><name>Marcos F. Luder</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06016822686787109675</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2856948675440007008.post-1130474166130532041</id><published>2008-06-13T10:13:00.000-07:00</published><updated>2008-06-13T10:25:28.013-07:00</updated><title type='text'>Protesto na UFF</title><content type='html'>Depois de uma semana sem postar estou aqui de volta. O fato é que todo fim de período na universidade é um problema sério; é tanto trabalho final a ser feito, na verdade acabei de interromper um para fazer essa postagem, que você fica sem tempo até para se coçar. Além disso, como se não bastassem as preocupações acadêmicas, ainda tem a luta política da qual participo aqui na UFF e que teve um novo "round" ontem. Na verdade era um seminário para bolsistas de extensão onde decidimos fazer um protesto para aproveitar a presença do REItor. Vários companheiros meus fizeram uma performace teatral onde estava sendo feito o seminário e bem na frente do reitor, uma outra companheira estava filmando tudo e eu estava tomando conta do nosso aparelho de TV e DVD que estava exibido o nosso documentário "REItor ladrão, cadê nossos pertences". Foi um ótimo protesto, mas estamos conscientes que podemos ter ultrapassado uma determinada linha de tolerância que cerca as instituições e que podemos ser jubilados por desrespeitarmos a figura institucional do REItor. Sabemos do risco que corremos, mas estamos dispostos a ele, pois entendemos que sem uma política séria de enfrentamento vai ser impossível que esse sujeito continue implantando o seu modelo de universidade excludente e totalmente voltada para os interesses do mercado. Felizmente contamos com alguns apoios fora dos membros do Acampamento Maria Júlia Braga: O Quilombo do Século XXI e da OELI ( Organização dos Estudantes em Luta Independentes ), entre esses apoios estão o da professora Maria Lúcia do departamento de Educação, que esteve ao nosso lado o tempo todo. Infelizmente uma postagem só não vai ser capaz de esmiuçar o que foi todo o protesto. O fato é que ainda estamos na luta e não vamos parar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2856948675440007008-1130474166130532041?l=marcusfluder.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcusfluder.blogspot.com/feeds/1130474166130532041/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2856948675440007008&amp;postID=1130474166130532041' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2856948675440007008/posts/default/1130474166130532041'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2856948675440007008/posts/default/1130474166130532041'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcusfluder.blogspot.com/2008/06/protesto-na-uff.html' title='Protesto na UFF'/><author><name>Marcos F. Luder</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06016822686787109675</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2856948675440007008.post-6579462473336869449</id><published>2008-06-06T07:22:00.000-07:00</published><updated>2008-06-06T07:36:42.748-07:00</updated><title type='text'>Senso comum judiciário</title><content type='html'>Extraído do site: http://www.tempodeaprender.com.br    Folha Online   8/12/2004 10:41:49&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Justiça determina que UFPR não adote sistema de cotas    &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Justiça do Paraná determinou na terça-feira que a UFPR (Universidade Federal do Paraná) não pode adotar o sistema de reserva de 20% das vagas para candidatos afrodescendentes e mais 20% para alunos de escolas públicas. A decisão foi tomada pelo juiz substituto da 7ª Vara Federal de Curitiba, Mauro Spalding. Segundo ele, a reserva de cotas afronta o princípio constitucional de isonomia e reforça práticas sociais discriminatórias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Atacar a causa pelo efeito há muito tem demonstrado sua ineficiência, não recomendando, portanto, o referendo do Poder Judiciário já que, assim como a violência não se resolve com violência, as segregações racial e social não se resolvem com medidas discriminatórias como aquelas previstas na norma administrativa editada pela UFPR", afirmou Spalding em sua decisão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A liminar, em resposta a uma ação civil pública proposta pelo Ministério Público Federal, é provisória. Em nota oficial, a universidade paranaense informou que vai recorrer da decisão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O resultado da primeira fase do vestibular da UFPR foi divulgado na segunda-feira, na internet. Porém, de acordo com o Núcleo de Concursos da instituição, as cotas ainda não haviam sido consideradas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comento: Esse juiz esta expressando o velho senso comum sobre questões como meritocracia, ao falar numa tal de isonomia que estaria prevista na constituição. A sua comparação da questão das cotas com a violência é falaciosa, pois uma coisa nada tem a ver com a outra. O problema de muito que se colocam contra as cotas é insistir em confundi-las com ações discriminatórias, uma forma de estigmatizar quem é beneficadas por elas. Não se trata de atacar a causa pelo efeito como diz o juiz e sim oferecer uma opção de solução emergencial a um problema que não pode mais ser ignorado, justamente o que vinha acontecendo até que começou a ser implantada uma politica de cotas na universidade. Se os que são contra as cotas acham que o certo é investir no ensino básico de qualidade para garantir que todos tenham as mesmas condições de entrar no ensino superior, então que tratem de se mobilizar para isso em vez de gastar o seu tempo combatendo as politicas de ações afirmativas, que são políticas emergenciais. O fato é que se as cotas não tivessem aberto o debate sobre a quase ausência dos negros na ensino superior, esse assunto continuaria relagado a segundo, terceiro, talvez até décimo plano. Ainda continuaríamos nessa falácia de "democracia racial" que algumas pessoas insistem em sustentar. Espero que a decisão equivocada desse juiz seja revista, para o bem da discussão sobre como se fazer um ensino público de qualidade desde o básico e que seja acessível a todas as pessoas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2856948675440007008-6579462473336869449?l=marcusfluder.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcusfluder.blogspot.com/feeds/6579462473336869449/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2856948675440007008&amp;postID=6579462473336869449' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2856948675440007008/posts/default/6579462473336869449'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2856948675440007008/posts/default/6579462473336869449'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcusfluder.blogspot.com/2008/06/senso-comum-judicirio.html' title='Senso comum judiciário'/><author><name>Marcos F. Luder</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06016822686787109675</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2856948675440007008.post-4435159039411474442</id><published>2008-06-05T05:58:00.000-07:00</published><updated>2008-06-05T06:08:51.771-07:00</updated><title type='text'>Ensino de África na UFF</title><content type='html'>Ontem eu estive na reunião do departamento de História da UFF e foi com muita felicidade que pude ver que finalmente parece que vai sair a implantação do curso básico de História da África na universidade. Essa é uma demanda que há muito tempo está presente na UFF, mas que sempre encontrava dificuldades para ser concretizada, agora parece que os últimos obstáculo foram finalmente removidos. O principal deles era justamente a falta de professores para garantir a existência do curso; até então nós tínhamos dois professores concursados, agora uma professora que já atua na universidade pediu transferênca para essa área de África que vai ser criada o que somado ao novo concurso de professor que foi aprovado vai garantir pelo menos 4 professores de África, o suficiente para começar bem um curso. É claro que essa vitória teve que vir com um certo esforço, pois havia a sugestão de cancelar o novo concurso de África devido ao fato de uma professora ter pedido tranferênca para essa área; a alegação absurdo é que isso ja resolvia o problema e que o básico de África podia ser feito com três professores. Felizmente a bancada estudantil sustentou bem uma posição contrária a essa tese absurda e com o apoio de outros professores conseguiu manter o concurso de África que já estava aprovado, além de aprovar a transferência pedida pela outra professora. Da minha parte eu fico muito feliz com o resultado de ontem; como eu disse na minha fala, já passou da hora da UFF ter um curso básico de História da África no seu currículo de história, tudo indica que felizmente essa lacuna vai ser preenchida a partir do ano que vem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2856948675440007008-4435159039411474442?l=marcusfluder.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcusfluder.blogspot.com/feeds/4435159039411474442/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2856948675440007008&amp;postID=4435159039411474442' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2856948675440007008/posts/default/4435159039411474442'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2856948675440007008/posts/default/4435159039411474442'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcusfluder.blogspot.com/2008/06/ensino-de-frica-na-uff.html' title='Ensino de África na UFF'/><author><name>Marcos F. Luder</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06016822686787109675</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2856948675440007008.post-7128555311513103868</id><published>2008-05-29T09:02:00.000-07:00</published><updated>2008-05-29T09:15:33.838-07:00</updated><title type='text'>Colegiado do CAHIS</title><content type='html'>Ontem estive na reunião do colegiado do curso de história da UFF. Foi uma reunião difícil e desgastante, pois está cada vez mais complicado colocar qualquer discussão dentro daquele espaço diante da total falta de interesse de muitos ali em discutir qualquer concepção política que implique em tomada de posições e na defesa de um projeto claro de sociedade. Muitos ali, alguns por oportunismo e outros por desinteresse mesmo, entendem o movimento estudantil como uma confraternização entre amigos durante a sua estadia na universidade. Não parece a muitos ali que o movimento estudantil possa contribuir para uma mudança nos paradigmas com que as pessoas enchergam  sociedade. Eu faço parte de um partido político e isso foi enfatizado por um integrante do colegiado como espécie de ofensa, que defende uma concepção classista de movimento estudantil e que se dispõe a colocar essa concepção em debate em todos os espaços de que participa. Isso no entanto foi encarado por quem nos fez a crítica como sectarismo e como uma tentativa da aparelhar o CAHIS. É claro que muitos ali concordaram, alguns por oportunismo e outros porque não conseguem sair de seus paradigmas pequeno-burgueses. É claro que eu e meus colegas de partido, acho que agora vou usar essa expressão mais vezes, antes preferia organização política, refutamos as acusações, além de tudo feitas num tom absolutamente histérico. A verdade é que torna-se muito complicado discutir concepção classista num espaço policlassista, os membros do coletivo Nós Não Vamos Pagar Nada dão essa desculpa para não discutir classismo na UFF, mas eu não tenho dúvida que o melhor espaço para isso são mesmo os espaços policlassistas, pois nos espaços que muitos consideram classistas, tipo sindicatos, eu tenho dúvidas sobre isso, essa discusão não leva a lugar nenhum. De qualquer forma nos da OELI ( Organização dos Estudantes em Luta Independentes ) vamos continuar fazendo essa discussão, não temos a ilusão de que vamos agregar muita gente dentro da UFF com ela, mas estamos convictos que a questão do classismo precisa ser discutida na UFF, assim como várias outras que são deixadas de lado por esse nosso movimento estudantil tradicional e pequeno-burguês.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2856948675440007008-7128555311513103868?l=marcusfluder.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcusfluder.blogspot.com/feeds/7128555311513103868/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2856948675440007008&amp;postID=7128555311513103868' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2856948675440007008/posts/default/7128555311513103868'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2856948675440007008/posts/default/7128555311513103868'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcusfluder.blogspot.com/2008/05/colegiado-do-cahis.html' title='Colegiado do CAHIS'/><author><name>Marcos F. Luder</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06016822686787109675</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2856948675440007008.post-2930131658026893518</id><published>2008-05-26T08:43:00.000-07:00</published><updated>2008-05-26T08:51:35.764-07:00</updated><title type='text'>Investimentos na educação?</title><content type='html'>Extraído do site do UOL&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Universidades do país podem receber R$ 3 bi em dois anos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da Redação&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São Paulo - O grau de investimento concedido ao Brasil no fim de abril, indicador que demonstra haver riscos menores para a entrada de capital externo no país, pode trazer mais dinheiro e movimentar o ensino superior privado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para especialistas, o setor deve receber até R$ 3 bilhões nos próximos dois anos. O cenário aparentemente positivo, no entanto, é visto com ressalvas por educadores que acreditam que investimentos externos, abertura de capital e formação de conglomerados fazem com que a educação seja vista como uma mercadoria e não como um direito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Os que já investiram no Brasil têm mais dinheiro e ainda há outros grupos para investir", diz o consultor de ensino privado e presidente da Hoper Educacional, Ryon Braga. Para ele, o ensino superior privado poderia ser mais beneficiado pelo investment grade se um número maior de instituições já tivesse aberto o capital. Isso porque grande parte das ações colocadas à venda, como as do Grupo Anhangüera Educacional, foram compradas por estrangeiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O processo de organização e transparência da gestão de instituições de ensino superior privado é crescente no Brasil, mas ainda caminha com lentidão, de acordo com especialistas. A maioria das universidades é controlada por famílias, com estruturas de custo pesadas e inchadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Para fazer um investimento, o capital estrangeiro vê até se tem telha de amianto no banheiro", diz o presidente do Semesp (Sindicato das Entidades Mantenedoras de Estabelecimentos de Ensino Superior no Estado de São Paulo), Hermes Figueiredo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo ele, muitos negócios de compras de instituições não são efetivados porque, pela falta da transparência, o investidor não consegue estimar seus riscos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As informações são do jornal O Estado de S. Paulo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comento: Pois é, quando eu li o título da notícia, pensei que estivesse falando de investimentos do governo no setor, doce ilusão. O que vamos ter são empresas em busca de negócios lucrativos e nada mais. Qualquer pesquisa que universidades como essas fizerem vai ser para recuperar o dinheiro empatado nelas por esses investidores. Para alguns é algo perfeitamente normal, na verdade, alguns consideram que o caminho é por aí mesmo. Da minha parte, eu não me oponho a existência de escolas privadas, o problema é quando isso serve de desculpa para o Estado deixar de exercer o seu papel de garantir uma educação de boa qualidade para todos. Se vão ser 3 bilhões para as universidades privadas nos próximos dois anos, temos que garantir uma quantia bem maior para as universidade públicas e tem que ser recurso público, sem falar em investimentos maiores ainda no ensino fundamental e médio.  Ou lutamos por isso ou teremos uma educação que será equiparada ao sabão em pó ou a margarina, apenas produtos feitos para dar lucro a um pequeno grupo de pessoas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2856948675440007008-2930131658026893518?l=marcusfluder.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcusfluder.blogspot.com/feeds/2930131658026893518/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2856948675440007008&amp;postID=2930131658026893518' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2856948675440007008/posts/default/2930131658026893518'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2856948675440007008/posts/default/2930131658026893518'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcusfluder.blogspot.com/2008/05/investimentos-na-educao.html' title='Investimentos na educação?'/><author><name>Marcos F. Luder</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06016822686787109675</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2856948675440007008.post-9163346502958172935</id><published>2008-05-19T06:51:00.000-07:00</published><updated>2008-05-19T07:07:50.714-07:00</updated><title type='text'>Congresso Estudantil da UFF</title><content type='html'>Eu participei do V Congresso Estudantil da UFF que ocorreu neste fim de semana no campus do Gragoatá. Como integrante de um movimento político que é o Acampamento Maria Júlia Braga: O Quilombo do Século XXI e de uma organização política que é a OELI ( Organização dos Estudantes em Luta Independentes ) foi importante estar lá para colocar a nossa posição frente àquele congresso. A minha avaliação é que foi um boa intervenção, apesar das óbvias dificuldades e da visível desorganização, que algumas vezes parecia proposital. A verdade é que o congresso foi organizado de forma a reforçar a hegemonia do coletivo Nós Não Vamos Pagar Nada dentro do movimento estudantil da UFF. O que se viu foi um levantar de crachás na hora de votar as questões, uma reprodução do que acontece nos congressos da UNE. Essa lógica hegemonista foi muito contestada, por nós e pelos outros coletivos, mas foi o que prevaleceu. O que eu vejo como problemático é a falta de firmeza de grupos que criticam o Paga Nada, mas no fundo gostariam de estar no lugar dele, era o caso da CST, do UFF que Queremos e do Barricadas, tanto que nos momentos decisivos acabavam fechando com o o grupo hegemonista que criticavam. No congresso foi aprovada uma moção contra o nosso processo seletivo da moradia provisória, mas isso já era esperado, incluíndo argumentações canalhas de que estaríamos sendo privilegiados por estarmos no quinto andar do DCE. O que me espantou mesmo foi a fala de um dos principais integrantes do Paga Nada na hora da votação de uma proposta de participação dos alunos dos pré-universitários ligados a UFF, inclusive com direito a voto no fóruns do movimento estudantil. Uma das argumentações utilizadas era do mesmo tipo que os burocratas da UFF, principalmente os docentes, para justificar a negação da paridade nos colegiados e conselhos superiores da universidade ou o voto universal nas eleições da UFF. Isso mostra o quanto temos no movimento estudantil uma burocracia encastelada nos órgãos de direção que em nada se diferencia da burocracia da própria UFF, principalmento no seu desejo de concentrar poderes de decisão em suas mãos. O congresso teve bons momentos, pudemos entrar em contato com várias pessoas do interior e daqui de Niterói, divulgamos nossos documentos e o documentário que fizemos mostrando os rumos do movimento estudantil nos últimos dois anos e a atuação das diversas correntes políticas; agora é esperar e tratar de continuar o trabalho de luta.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2856948675440007008-9163346502958172935?l=marcusfluder.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcusfluder.blogspot.com/feeds/9163346502958172935/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2856948675440007008&amp;postID=9163346502958172935' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2856948675440007008/posts/default/9163346502958172935'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2856948675440007008/posts/default/9163346502958172935'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcusfluder.blogspot.com/2008/05/congresso-estudantil-da-uff_19.html' title='Congresso Estudantil da UFF'/><author><name>Marcos F. Luder</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06016822686787109675</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2856948675440007008.post-3504929827243249792</id><published>2008-05-18T07:00:00.000-07:00</published><updated>2008-05-18T07:04:22.812-07:00</updated><title type='text'>Notícias sobre cotas 3</title><content type='html'>Extrído da seção Último Segundo do site www.ig.com.br&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cotas darão diversidade para UFRGS, diz reitor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porto Alegre - Reitor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), José Carlos Hennemann, avalia que a instituição está preparada para o novo sistema de cotas e acredita que as contestações judiciais não vão reverter a decisão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na última sexta-feira (29), o Conselho Universitário (Consun) aprovou a adoção do Programa de Ações Afirmativas já no próximo vestibular. Pelo projeto, 30% das vagas de cada curso de graduação serão destinadas a estudantes de escolas públicas. Destas vagas, a metade será destinada àqueles que se declararem negros. Outras DEZ vagas serão reservadas para indígenas, que não precisam realizar vestibular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comento: Seguindo o que eu disse na postagem anterior, vamos esperar que essa política de cotas na UFRGS seja seguida por uma política séria de assistência estudantil para que não tenhamos os mesmos problemas que na UERJ. Ao mesmo tempo espermos que os governantes locais tenham ciência que é uma medida de curto prazo e que medidas de longo prazo precisam ser tomadas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2856948675440007008-3504929827243249792?l=marcusfluder.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcusfluder.blogspot.com/feeds/3504929827243249792/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2856948675440007008&amp;postID=3504929827243249792' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2856948675440007008/posts/default/3504929827243249792'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2856948675440007008/posts/default/3504929827243249792'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcusfluder.blogspot.com/2008/05/notcias-sobre-cotas-3.html' title='Notícias sobre cotas 3'/><author><name>Marcos F. Luder</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06016822686787109675</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2856948675440007008.post-7652487616951117451</id><published>2008-05-18T06:39:00.000-07:00</published><updated>2008-05-18T06:59:24.602-07:00</updated><title type='text'>Notícias sobre cotas 2</title><content type='html'>Extraído da seção Último Segundo do site www.ig.com.br &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estudantes cotistas enfrentam dificuldade para se manter na universidade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RIO DE JANEIRO - Por meio da política de cotas, a estudante negra Mariana Ferreira de Almeida, de 23 anos, entrou no curso de Direito da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj). Há cinco anos na faculdade, apesar do apoio dos pais, conta que enfrenta dificuldades para continuar estudando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A aluna mora no município de Niterói e precisa pegar dois ônibus para chegar à faculdade. "Às vezes pego um só e caminho um outro pedaço". A dispesa com passagens encarece também o estudo, além dos gastos com livros e os custos com refeição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A Uerj não tem 'bandejão' e nenhum outro tipo de auxílio alimentação. Então, quando você tem uma disciplina à tarde e não tem como voltar para casa é um gasto a mais. Ainda mais no meu caso, que moro em outro município", diz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A estudante conta que o "aperto" já foi maior antes do estágio e que assim como ela, outros colegas têm dificuldade de se manter no curso. Muitos até trancam a matrícula.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A cada semestre os aluno vão desistindo. Foram muitos [que abandonaram]. Os que não saíram, não conseguem acompanhar de forma contínua as aulas. Não conseguem ir à universidade todo dia por conta dos custos", explica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema pelo qual Mariana passa é uma realidade em boa parte das universidades, que adotaram a política de cotas no país, cerca de 40 instituições, segundo o Ministério da Educação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para o coordenador do Programa Política da Cor da Uerj, Renato Ferreira, apesar do esforço dos alunos, sem a assistência necessária, o sistema de cotas "já nasceu capenga".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Havia uma grande promessa de que os governos iriam dar suporte às universidades com bolsas, mas isso não aconteceu", disse Ferreira. "Perdemos a oportunidade de implementar programas de ações afirmativas responsáveis, quando não há assistência  estudantil", completou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro problema apontado pelos estudantes negros cotistas da Uerj é a necessidade de aulas complementares em cursos como o de línguas, por exemplo. Após o primeiro período, os estudantes não recebem mais a bolsa de R$ 190 e a saída é procurar projetos de pesquisa para completar os gastos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Alguns critérios nos tiram dessa seleção. A maioria exige inglês avançado e isso é uma condição que elimina mesmo. Em algumas situações, essa exigência não é muito importante, mas é uma forma de selecionar", critica a também estudante de direito Monique Camilo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para o professor Renato Ferreira, além de investir em assistência estudantil é preciso que as universidades acompanhem o desenvolvimento acadêmico dos cotistas e avaliem a necessidade de medidas específicas para eles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comento: Esse caso que envolve os cotistas da UERJ se dá sempre que a questão da ação afirmativa é tratada de maneira demagógica por governantes populistas, interessados apenas em passar determinada imagem e não em contribuir para a solução de um problema. As cotas na UERJ forma implantadas no governo Anthony Garotinho, de triste memória. A versdade é que não havia por parte dele qualquer interesse em oferecer uma solução para o problema e sim pura demagogia, isso fica evidente quando se oferece cotas sem que haja uma política série de assistência estudantil para manter as pessoas beneficiadas por essas cotas na universidade. Ao mesmo tempo, esse mesmo governo e o seguinte, de sua esposa Rosinha, outra de triste memória, só fez sucatear a UERJ, o que prejudicou ainda mais os cotistas. Outro problema sério é que esse mesmos governos mostraram um extremo descaso com a educação no estado do Rio de Janeiro, de que adianta implantar cotas e deixar a educação, em todos os níveis à míngua. Infelizmente enquanto tivermos governos que se recusam a enfrentar seriamente a questão das cotas ou então tratá-las de maneira demagógica, as coisas vão continuar assim e casos como os que foram mostrados na reportagem acima continuarão acontecendo. Para concluir, é preciso entender que as cotas são uma política emergencial, que não pode estar descolada de uma política séria de assistência estudantil para a manutenção dos estudantes pobres na universidade, cotistas ou não. Além disso, elas de nada adiantam sem que sejam acompanhadas de uma política de longo prazo com investimentos sérios no ensino fundamental e médio, pois ao contrário do que dizem muitos dos que são contra as cotas, uma ação não exclui a outra.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2856948675440007008-7652487616951117451?l=marcusfluder.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcusfluder.blogspot.com/feeds/7652487616951117451/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2856948675440007008&amp;postID=7652487616951117451' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2856948675440007008/posts/default/7652487616951117451'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2856948675440007008/posts/default/7652487616951117451'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcusfluder.blogspot.com/2008/05/notcias-sobre-cotas-2.html' title='Notícias sobre cotas 2'/><author><name>Marcos F. Luder</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06016822686787109675</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2856948675440007008.post-8176170069015262362</id><published>2008-05-16T13:15:00.000-07:00</published><updated>2008-05-16T13:35:35.621-07:00</updated><title type='text'>Notícias sobre cotas</title><content type='html'>Extraído do site: http://g1.globo.com/Noticias/Vestibular&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;UEM define regras para cotas sociais&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Universidade reservará 20% das vagas para alunos de escolas públicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sistema começa a valer nos vestibulares do ano que vem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (CEP) da Universidade Estadual de Maringá (UEM buscar), aprovou as regras para o sistema de cotas buscar sociais que começa a vigorar nos vestibulares de 2009 - com ingresso dos alunos na universidade em 2010.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acordo com o texto aprovado pelo CEP, a universidade reservará 20% das vagas dos cursos de graduação para candidatos classificados no vestibular que tenham cursado o ensino fundamental e médio em escolas públicas. Além disso, a renda per capta da família do vestibulando deve ser de até 1,5 salários mínimos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A reserva de vagas começa a valer para os vestibulares de verão e inverno de 2009, para acesso em 2010. De acordo de assessoria de imprensa, a universidade oferecem cerca 1.500 vagas em 49 cursos de graduação em cada processo seletivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O CEP aprovou a implantação de uma política de cotas sociais na instituição no dia 9 de maio do ano passado. A regulamentação do sistema de cotas foi votada nesta quarta-feira (14) e aprovada por 48 votos a favor, nove abstenções e um voto contrário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comento: É bom prestar atenção na notícia, pois  quando se fala em cotas logo se pensam em cotas raciais. Na verdade o que foi aprovado foi uma politica de cotas com critérios exclusivamente sócio-econômicos e não étnicos. De qualquer forma não deixa de ser um avanço. A questão das cotas ainda suscinta muitos debates, principalmente quando envolve a questão étnica. Muitos dos seus críticos gostam de dizer que é um erro incentivar a diferenciação racial, que a genética provou que somos uma só raça. É meio difícil levar isso em conta nas demonstrações cotidianas de racismo que são praticadas no Brasil. Quero ver alguém defender esse argumento quando um negro for parado numa blitz junto com um branco e ficar bem claro o modo diferenciado com que ele quase sempre é tratado. Gemeticamente somos uma só raça sim, e foi um grande avanço que a ciência tenha podido provar isso, mas o conceito sócio-cultural de raça ainda é muito forte entre nós e querer negar isso é esconder o problema. Eu sou favorável as cotas raciais na universidade, embora tenha clareza de estas são uma solução emergencial e que a pior coisa que pode acontecer é que se torne uma medida permanente. Investir no ensino fundamental e médio, como os críticos do sistema de cotas pregam para justificar a sua posição, é uma necessidade urgente também, mas os seus resultados são a longo prazo, o que fazer com as pessoas de agora? Eu não tenho a menor dúvida que cotas e investimentos em educação não são excludentes e quem tenta passar essa impressão está falseando o debate. Quanto a outra alegação dos críticos das cotas de que elas podem acirrar a questão racial dentro da universidade, eu só posso dizer que vai, na verdade, fazer algumas pessoas tirarem suas máscaras, ninguém vira racista por causa das cotas, na verdade já era, apenas não precisa explicitar isso. Espero que mais universidades adotem as políticas e cotas e avançem em relação a essa universidade de Maringá, não sei se o fato de adotarem critérios exclusivamente sócio-econômicos tenha a ver com questões locais, talvez não haja uma população compostas por negros na região que tenha motivado essa solução, mas onde essa população está e precisa ter aberta as portas da universidade, as instituições de ensino superior tem que enfrentar essa discussão. Aqui na UFF , por exemplo se adotou um critério de cotas ainda mais limitado, a verdade é que a discussão sobre cotas precisa avançar mais por aqui&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2856948675440007008-8176170069015262362?l=marcusfluder.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcusfluder.blogspot.com/feeds/8176170069015262362/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2856948675440007008&amp;postID=8176170069015262362' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2856948675440007008/posts/default/8176170069015262362'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2856948675440007008/posts/default/8176170069015262362'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcusfluder.blogspot.com/2008/05/notcias-sobre-cotas.html' title='Notícias sobre cotas'/><author><name>Marcos F. Luder</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06016822686787109675</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2856948675440007008.post-4991927588203317813</id><published>2008-05-15T08:36:00.000-07:00</published><updated>2008-05-15T08:55:59.054-07:00</updated><title type='text'>Congresso estudantil da UFF</title><content type='html'>Nesse fim de semana vai ter um congresso estudantil aqui na UFF. Eu vou participar dele, tanto como estudante como também integrante de um movimento político que atua na universidade, o Acampamento Maria Júlia Braga: O Quilombo do Século XXI. Eu também estarei lá enquanto membro de uma organização política que disputa espaço na UFF, a OELI ( Organização dos Estudantes em Luta Independentes ). Chegamos a discutir sobre mandar teses para esse congresso, uma do acampamento e outra específicamente da OELI, mas as muitas atribuições que tivemos, tanto pessoais, acadêmicas, o dia-a-dia de nossa ocupação no quinto andar do DCE e, principalmente, a mobilização em torno do processo seletivo para a moradia provisória que estamos tentando criar no DCE nos deixou sem condições de preparar uma tese bem que se enquadrasse nas exigências do congresso. Pessoalmente eu gostaria que tivéssimos mandado uma tese para lá, mas como não foi possível o jeito vai ser participar das discussões de outros modos. De qualquer forma, esse congresso vai contar com a nossa participação. Outra questão a respeito do congresso tem sido as eleições para delegados que estão sendo feitas nos cursos. Nós da OELI optamos por não participar delas, mas enquanto estudante eu me senti quase que na obrigação de votar no meu curso de história quando vi o folheto de propaganda da chapa 1. Encabeçada pelo coletivo Nós Não Vamos Pagar Nada, eles fizeram um folheto que estava claramente endereçada ao  acampamento e a OELI. É o tipo de acusação que virou moeda corrente, classificar a defesa de uma posição como "picuinha", por exemplo, é uma das sandiçes que estavam escritas. a defesa de um movimento estudantil plural para essas pessoas é um movimento que se paute pelas posições do "Paga Nada". A busca por um consenso impossível leva essas pessoas a defender posições extremamente flexíveis, uma tola tentativa de atrair todo tipo de militante, sem exigir nenhum compromisso com um posicionamento ideológicamente claro. Esse tipo de atitude fica bem claro quando se vai num tópico da comunidade da UFF, postado por um estudante de Odontologia, por conta dos problemas que nós do acampamento tivemos depois da chopada desse curso, numa das postagens desse tópico um cara afirmou que se deve matar militantes como os do MST  e um dos membros do coletivo Nós Não Vamos Pagar Nada adotou um discurso conciliador como se isso fosse possível com alguém com o tipo de opinião como aquela. Eu votei na chapa 2 da história mais em protesto contra aquele folheto que tenta criar um movimento estudantil monolítico, onde as opiniões que não se pautam por uma falsa maioria são desqualificadas em nome de um projeto recuado de ação política, claramente vinculado aos interesses político-eleitorais do P-SOL. O que me irrita mesmo é que ainda tem gente que cai nesse discurso fácil, mas estamos aqui para denunciar isso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2856948675440007008-4991927588203317813?l=marcusfluder.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcusfluder.blogspot.com/feeds/4991927588203317813/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2856948675440007008&amp;postID=4991927588203317813' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2856948675440007008/posts/default/4991927588203317813'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2856948675440007008/posts/default/4991927588203317813'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcusfluder.blogspot.com/2008/05/congresso-estudantil-da-uff.html' title='Congresso estudantil da UFF'/><author><name>Marcos F. Luder</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06016822686787109675</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
